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sábado, 5 de junho de 2010

Números do Blog - Maio/2010

Amigos,
O mês de maio trouxe a certeza do crescimento dos blogs em Garanhuns. Novos assuntos, novos blogs. Pela primeira vez por aqui ultrapassamos a marca dos dez mil acessos. Portanto, mais uma vez conseguimos superar nossos números.
Alguns blogs estão se consolidando, e graças a todos juntos, enviamos e recebemos novos visitantes a cada dia. Maio teve assuntos polêmicos, junho tem Copa do Mundo, julho Festival de Inverno. Buscamos fidelizar o leitor com notícias diárias e comentários a cerca do dia-a-dia da nossa cidade. Hoje temos parceiros do blog em vários pontos de Pernambuco, como podem ver em nossa lista de blogs. Assim, sendo de Garanhuns ou não, vamos juntos aumentando a quantidade de internautas que acessam os blogs da nossa cidade.
Vou relatar as 50 primeiras fontes de tráfego, ou seja, de onde vieram nossos visitantes no mês de maio.

1. O primeiro número se refere a classificação deste mês.
2. O segundo, a classificação do mês anterior.


BLOG DO RONALDO CESAR

Maio/2010

Visitas 10.360 
Tempo médio no site 00:01:49

1. Google - 1
2. Direto - 2
3. Agenda Garanhuns  - 3
4. Roberto Almeida - 4
5. Blogger - 5
6. Vereador Sivaldo - 9
8. Twitter - 6
10. Blog da Transparência - 15
11. Alexandre Marinho - 12
13. Wellington Carneiro - 22
15. Panorama Garanhuns - 17
16. UGarimpeiro - 25
17. Ainda podia ser pior - 24
19. Bom Conselho Papacaça - 30
20. Educação e Luta PE - -
22. Prefeita Judith Alapenha - -
23. Respondão - 38
24. Rede Arena - 23
25. Dedé Seixas - 31
27. Orkut - 11
30. Alvinho Patriota - 53
31. Blog do Dr. Giovani - 19
32. O secretário do povo - 36
33. Andrea Amorim - -
38. Faltou o Gol - 43
40. Conversando com o Pessoas - 28
41. Portal do Agreste - 32
42. Verdade só Aqui - -
46. Bonito Pernambuco - -
48. O Nordeste - 26
50. De Maceió a Garanhuns - 45
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Depois coloco a classificação somente dos parceiros mesmo. Como diz o Roberto Almeida: Blogueiros, uni-vos.
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Mais alguns números:
Dia de pico: Quinta, 06 de maio / 473 acessos
Dia de menor acesso: Sábado, 01 de Maio(feriado) 212 acessos
Média de acessos diários: 334

Acessos mês a mês:

Setembro/09: 5.407
Outubro/09: 6.371
Novembro/09: 5.729
Dezembro/09: 7.232
Janeiro/10: 6.503
Fevereiro/10: 6.551
Março/10: 9.021
Abril/10: 8.750
Maio/10: 10.360
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Resumo das Copas do Mundo

Copa do mundo no Uruguai – 1930

Esta foi a primeira Copa do Mundo realizada. O sonho do presidente da FIFA, Jules Rimet, era que o Uruguai sediasse a primeira Copa, no mesmo ano em que o país comemorava 100 anos de independência, e conseguiu. E, além de tudo, o Uruguai venceu. Poucos países participaram, mas o marco histórico da realização foi o mais importante.

Copa do mundo na Itália – 1934

Foi a primeira Copa realizada na Europa. A Itália venceu de virada contra a Tchecoslováquia. Já naquela época, a Itália daria os primeiros passos para se tornar a mais importante seleção européia.

Copa do mundo na França – 1938

O treinador italiano conquistou o segundo título mundial com uma seleção praticamente toda modificada. Superou o Brasil na semifinal. Se hoje a Itália pode ter quatro estrelas na camisa, duas delas se devem ao passado distante dessas copas.

Copa do mundo no Brasil – 1950

Depois da II Guerra, o mundo voltava a respirar futebol. O Brasil queria impressionar e construiu, para a Copa de 1950, o maior estádio do mundo. Infelizmente, não conquistou a Copa e quem venceu foi o Uruguai novamente. Em um jogo impressionante na final, o Brasil jogava pelo empate (na época podia), fez um a zero e tomou a virada, com o estádio calado no "Maracanaço".

Copa do Mundo na Suíça – 1954

A Alemanha Ocidental derrotou a Hungria na final, que não tinha sido derrotada há 31 partidas. Começaram perdendo por dois gols, mas acabaram vencendo a Copa. Alguns países como Hungria, Tchecoslováquia e Holanda chegaram muito perto de serem campeãs mundiais.

Copa do mundo na Suécia – 1958

Foi a primeira Copa do mundo que o Brasil ganhou. Pelé, com apenas 17 anos, encantou o mundo com o seu talento extraordinário. O Brasil mostrou ali que seria o país do futebol espetáculo! Craques consagrados ao lado do garoto de 17 anos ensinaram ao mundo como jogar bonito e vencer.

Copa do mundo no Chile – 1962

Pelé não jogou nesta Copa, pois estava contundido, quem ficou no lugar dele foi o Garrincha. Neste momento, o mundo descobriu que este jogador também tinha muito talento. O Brasil venceu novamente.

Copa do mundo na Inglaterra – 1966

Você sabia que o futebol foi inventado pelos ingleses? Sim, é verdade. E nesta Copa eles venceram, mesmo tendo algumas surpresas com Portugal e Coréia do Norte. Mas o fato inusitado foi a bola que não entrou na final contra a Alemanha e o gol foi validado a favor dos Ingleses. Jogavam em casa e nunca haviam sido campeões, mesmo inventando o esporte bretão.

Copa do mundo no México – 1970

Foi a primeira Copa do Mundo transmitida a cores pela televisão. Pelé voltou e outro destaque foi para o jogador Jairzinho, que marcou gols em todas as partidas. E o Brasil venceu novamente. Pela TV, milhões de brasileiros viram a camisa amarela desfilando talento, vencendo todos os adversários, até a final contra a Itália, quando atropelou por 4 a 1. A nossa Esplanada Guadalajara em Garanhuns faz homenagem a cidade mexicana.

Copa do mundo na Alemanha – 1974

A Alemanha Ocidental venceu a Copa mais uma vez, contra o time que era considerado o melhor do mundo, a Holanda. Jogando em casa, os alemães, feridos por 66 e há 20 não comemoravam o título. A Laranja Mecânica holandesa encantou o mundo, mas perdeu, isto não quer dizer que o mundo ainda hoje não reconheça a importância daquele time, talvez até mais que os próprios vencedores. A exemplo de 82, que falaremos adiante.

Copa do mundo na Argentina – 1978

A Argentina conquistou o seu primeiro título mundial, derrotando a Holanda. O Brasil ficou com o terceiro lugar. Era plena ditadura militar, e os que mandavam no país queriam o título a todo custo para mostrar o sucesso do regime. Assim, sob pressão e euforia popular os adversários foram ficando pelo caminho. O Brasil foi terceiro colocado, mas pasmem: Invicto. Eram chaves de três times na segunda fase. Argentina, Brasil e Peru ficaram no mesmo grupo. Os rivais sulamericanos empataram no primeiro jogo. Depois o Brasil venceu o Peru. A Argentina precisava golear, e o Peru abriu, levou cinco, era o que precisava para classificar e tirar o Brasil. Anos depois, jogadores peruanos afirmaram terem entregue o jogo. Deu Argentina, que ali se firmava como uma grande seleção mundial. Voltariua a vencer com o craque Maradona, em 1986.

Copa do mundo na Espanha – 1982

A Itália se tornou tricampeã, marcando 3 a 1 contra a Alemanha Ocidental. Mas eles precisaram de três gols de Paolo Rossi para derrotar o Brasil, no que foi o melhor jogo da competição. Este time de Telê Santana ficou para a história como uma das melhores seleções de todos os tempos do Brasil, e não podemos tirar o mérito de ter jogado bem e bonito. Isto é futebol! E vencer não é tudo. O time que tinha Falcão, Sócrates, Junior, Eder, Cerezo e Zico era alegria, arte e competência. Outras seleções brasileiras que vieram depois, até campeãs não tinham a magia daquele time, que mostoru ao mundo que o Brasil sabe jogar bonito e vencer, depois dali, o Brasil voltou a ter prestígio mundial, independente de contar com Pelé, que já não jogara as copas desde 1974. O Brasil passou a exportar jogadores para os principais mercados da Europa.
Copa do mundo no México – 1986

Nesta Copa, o destaque ficou com Diego Maradona, que marcou os dois gols mais famosos da história do futebol. Um deles no qual ele contou com a “mão de Deus” e no outro ele driblou meio time para fazer um gol genial. Quem venceu a Copa foi a Argentina. Um episódio é equivocadamente mencionado como algo que foi bom para o futebol; o gol de mão de Maradona contra os ingleses, no que ficou famoso como "A mão de Deus"!. Será que Deus seria injusto e desleal a ponto de burlar uma regra e pejudicar o adversário numa partida de futebol? Novamente a Argentina foi campeã, mas uma nódoa na taça sempre lembrará uma injustiça, aliás como 1978.
Copa do mundo na Itália – 1990

A Alemanha venceu esta Copa, e o seu técnico, Franz Beckenbauer, representou um recorde pessoal e, ao lado de Zagallo, entrou para a história como o segundo homem que conquistou o maior título de futebol mundial como jogador e como treinador. Brasil, Alemanha, Itália e Argentina se consolidaram como as grandes campeãs mundiais. A Inglaterra até aquele ano tinha vencido apenas uma vez. O Uruguai duas, mas já não tinha a força de antes e os seus títulos em 1930 e 1950 já não assustavam ninguém. Até a força regional o Uruguai foi minguando. O Brasil jogou feio, o técnico era Lazaroni e Dunga foi a cara do time que jogava fechado, com jeito de seleção européia, inclusive tinha líbero. Fugindo a nossa tradição.

Copa do mundo nos Estados Unidos – 1994

Esta foi a Copa em que Roberto Baggio, jogador da Itália, perdeu o pênalti na final, fazendo com que o Brasil ganhasse mais uma Copa. A dupla Bebeto e Romário foi fundamental para a vitória do Brasil. Foi a primeira copa decidida nos penaltys. A Fifa de olho no grande mercado americano com seus bilhões de dólares, levou a copa pra lá. Até que a seleção americana melhorou nesses quinze anos, tem participado das copas, mas não é uma força mundial. Também os campeonatos por lá não chamam a atenção da mídia. Para os brasileiros, principalmente em Miami, foi como se o Brasil jogasse em casa.

Copa do mundo na França – 1998

A França ganhou esta Copa com a liderança de Zidane. Derrotou o Brasil na final. Pela primeira vez a França, importante país e mercado da bola era campeão. Chegou perto na época de Platini. Mas 98 foi a final mais esquisita de todos os tempos para os brasileiros, gerando milhões de teorias especulativas. O que de fato aconteceu nos vestiários. A versão oficial foi a de que Ronaldo passou mal momentos antes da partida, seria substituído por Edmundo, mas a comissão médica liberou o jogador. A verdade é que o Brasil jogou apático e muito longe do futebol apresentado durante aquela copa. Outras teorias envolvem patrocinadores, dinheiro de premiação, corpo mole, etc. Vida polêmica de Ronaldo, né não?!?

Copa do mundo na Coréia do Sul e Japão – 2002

O Brasil conquistou o pentacampeonato nesta que foi a primeira Copa do Mundo da FIFA realizada na Ásia. O nome da copa foi Rivaldo, mas o jogador-propaganda Ronaldo tomou conta dos holofotes, sendo o artilheiro da competição somente no último jogo. Como o pernambucano nunca deu muito valor para marketing e Ronaldo sempre vendeu muito bem seu peixe, Ronaldo subiu ao panteon dos imortais, mas Rivaldo foi reconhecido como o graqnde jogador que foi na copa, ganhou da FIFA o prêmio como melhor jogador do mundo. A Globo, que praticamente manda no futebol brasileiro, nunca gostou muito de Rivaldo por ele não dar entrevistas e não ter amizades com seus repórteres, principalmente seu narrador.

Copa do mundo na Alemanha – 2006

A Itália mais uma vez venceu uma Copa do Mundo. Desta vez, eles devem este título ao trabalho em equipe muito bem feito. Era uma equipe muito unida. A Itália sempre chega na Copa desacreditada, joga feio, mas vai vencendo, apertado mas vai. Lembrem que em 1982 empatou as três primeiras partidas, se classificou como terceira do grupo, que na época podia, e foi crescendo no torneio. Até que pegou o Brasil e mostrou que não tomar gol também faz parte do jogo. Esta semana a Itália perdeu pro México, portanto chega com possibilidade de ser campeã. No clássico europeu, numa final de Copa do Mundo, em plena Alemanha, a Itália mostrou que é a maior seleção européia.

Copa do mundo da África do Sul - 2010
 
O Brasil chega bem, depois de vencer quase tudo com Dunga, que agora vem alçado ao cargo de técnico da seleção, e o time tem a sua cara. Cheio de volantes, a torcida desconfia que teremos um time fechado demasiadamente. De criação no meio somente o talento de Kaká, que estrela única na criação, deve ter a companhia de Elano. O Brasil tem uma defesa muito forte, com bons laterais, zaga segura, goleiro considerado o melhor do mundo. Mas essa extrema preocupação defensiva pode causar problemas lá na frente. O ataque titular é formado por Luís Fabiano e Robinho. Grafite e Nilmar são seus substitutos imediatos. Nada que nos lembrem os grandes atacantes de um passado recente. A primeira fase já não será fácil, a Coreia é fraca, mas Costa do Marfim, do atacante do Chelsea Drogba e Portugal, do Cristiano Ronaldo, já vão exigir do Dunga que o time esteja bem logo agora.
Por outro lado, as grandes seleções mundiais também não chegam bem. Maradona é discurido na Argentina. A Itália está com o time envelhecido e não mostrou futebol contra o México. Alemanha está renovando sua safra. Talvez seja a hora do mundo conhecer um novo campeão mundial, e se não desse o Brasil bem que podia dar Portugal, Espanha, Holanda, México, Nigéria, Camarões ou os próprios donos da casa. Seria ar fresco e puro no mundo da bola.
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Estarei com a equipe da 87 FM no programa de debates sobre a Copa do Mundo nos dias de jogos do Brasil. Eu, Simão Silva, Tony Neto e Eugênio Sobrinho, direto do Escritório Bar e Restaurante, que aliás terá festa depois das vitórias do Brasil. Tudo produção do Studio C. A gente se encontra no bar e no rádio!

Atletas de Garanhuns representam Pernambuco em competição nacional

Direto do JC OnLine.
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Uma equipe de judô de Garanhuns, Agreste de Pernambuco, está representando o Estado, durante o Campeonato Brasileiro Regional das Ligas de Judô, que teve início nesta sexta-feira (04), em Petrolina. A competição segue até este domingo (06), onde 18 judocas garanhuenses enfrentam os atletas dos estados de Alagoas, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe.
De acordo com o professor da equipe, Carlos Tevano, o Judô de Garanhuns é hoje um dos mais fortes do Estado. A prova disso é que levamos 20 atletas para a seletiva que aconteceu no dia 8 de maio, em Recife, e os 20 foram classificados, porém dois se machucaram e não vão poder competir”, registrou o treinador.

Tá na Veja - O jogo só acaba quando termina

Não é de hoje que a Revista Veja faz oposição disfarçada (ou discarada) ao Presidente Lula. Esta semana  veio com um artigo em que faz referências ao futebol com analogia às eleições. Foi um recado direto, dizendo que Lula está interferindo diretamente, menosprezando a justiça eleitoral e ao final lembra que nem tudo está perdido para a oposição, pois avisa que o jogo só acaba quando termina, numa frase típica de quem sabe que está atrás do placar. A Veja precisa entender que o estádio está cheio e torcendo pelo time do presidente, e que se deve respeitar o adversário. Por outro lado, Lula também sabe que não vence sozinho. Sinto no texto que está abaixo, que a Revista buscou tirar o otimismo situacionista, mostrando que o jogo não está ganho e que até nos jogadores contratados ainda podem surgir. O texto é deliberadamente anti-Lula, coloca dúvidas em Dilma e provoca no leitor uma sensação de desconforto e uma subliminarmente busca mostrar que Serra seria mais confiável. Feito este prólogo crítico, vamos ao texto da revista:

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende se consagrar como o maior craque da história do Brasil. A promessa de Garanhuns estreou bem nos rachões do sindicalismo, brilhou no primeiro time do Partido dos Trabalhadores e foi vice três vezes – até que, em 2002, jogando no melhor estilo paz e amor, conseguiu mostrar a qualidade do seu futebol e se tornar presidente da República. De lá para cá, sua carreira vem subindo velozmente ao Olimpo onde pairam os mitos brasileiros. Apesar de ter sofrido uma breve má fase há cinco anos, quando flagraram metade do seu time no antidoping do mensalão, ele encontrou perseverança para ser bicampeão em 2006. Nos últimos tempos, embalado pelo relativo sucesso de programas sociais do governo e pelo bom momento da economia, Lula atingiu seu ápice: 80% dos brasileiros aprovam seu futebol. É no auge da era Lula, portanto, que se aproxima a copa da política brasileira: a eleição presidencial. Nela, como não pode concorrer, o presidente deveria atuar apenas como técnico da novata Dilma. Lula, porém, não tem nada de Dunga – e entrou em campo com tudo, dando diariamente chapéus na Justiça Eleitoral, carrinhos nos adversários e preciosos passes para a sua camisa 9.
 
Até o momento, o presidente, vá lá que sem muito fair play, está levando o time nas costas. Desde o fim do ano passado, quando Lula passou a jogar com afinco, Dilma vem crescendo lentamente nas pesquisas. A tal ponto que, nas últimas semanas, as sondagens mais confiáveis, como a do instituto Datafolha, indicaram um empate entre ela e o candidato tucano, José Serra. Ambos aparecem com 37% das intenções de voto – em dezembro, a petista aparecia com 26%, e o peessedebista flanava com 40%. Não há dúvida de que o crescimento da candidata petista se deve ao presidente, nem dúvida há de que ele será o dínamo político da campanha. A população gosta do presidente e está satisfeita com suas próprias condições de vida. Até março do ano passado, Dilma, apesar de ocupar o poderoso cargo de chefe da Casa Civil, era conhecida superficialmente por somente 53% dos brasileiros. À medida que foi sendo apresentada por Lula ao eleitorado, seja em discursos televisivos, seja em desavergonhados eventos eleitorais país afora, Dilma cresceu e apareceu, conquistando votos na mesma proporção em que se tornou conhecida. No jargão dos marqueteiros, isso se chama transferência de votos. Na linguagem do futebol, resume-se ao talento de Dilma para se posicionar na banheira e receber os passes de Lula. Somente no decorrer da campanha, contudo, será possível descobrir se a camisa 9 do PT sabe fazer gols, transformando intenções em votos.

É do resultado dessa incógnita que sairá o próximo presidente. As pesquisas e a sabedoria política sugerem o seguinte: se Dilma conseguir convencer os eleitores de que merece ser a sucessora de Lula (como tem conseguido até agora), ganhará a eleição; se falhar, a vitória provavelmente caberá a Serra. Aqui, porém, como bem sabe o presidente, vale o mais infame dos clichês futebolísticos: toda eleição é uma caixinha de surpresas. Para evitar um maracanazzo petista, Dilma segue com disciplina as orientações do professor – quer dizer, do presidente Lula e dos marqueteiros de sua campanha (veja o quadro). A estratégia petista depende do sucesso de três táticas: Lula convencer o eleitorado de que a vitória de Serra significaria um retrocesso para o país, Lula fazer muita campanha para Dilma e, finalmente, Dilma mostrar-se autêntica e confiável para os simpatizantes do lulismo. O último item é puramente subjetivo. Subordina-se aos múltiplos aspectos da personalidade da petista, ao modo como a índole dela se comunica com o eleitorado. Da busca dessa furtiva e intangível qualidade decorre, em larga medida, o trabalho dos marqueteiros.

"Não basta o Lula dizer que a Dilma é candidata dele. O eleitor tem de ouvir isso da Dilma, e sentir que confia nela", afirma o cientista político David Fleischer, da Universidade de Brasília. Ou seja: o eleitor não elege postes. Na Colômbia, o presidente Álvaro Uribe deve fazer seu sucessor, o ex-ministro da Defesa Juan Manuel Santos. No Chile, entretanto, a presidente Michelle Bachelet, apesar de apresentar 80% de aprovação, não conseguiu que seu candidato lhe sucedesse – nesse caso, o candidato não era desconhecido como Dilma. A diferença entre os dois exemplos indica como o fenômeno da transferência não tem nada de cartesiano. O desafio de Dilma é paradoxal. Ela precisa ser conhecida como sucessora natural do presidente – mas deve fazer isso sem exageros, de modo a não esmaecer na sombra de Lula.

As recentes boas notícias para Dilma não espantam as preocupações dos coordenadores da campanha petista. Os principais temores deles concentram-se na possibilidade de ataques pessoais à candidata. O maior dos medos decorre da militância de Dilma durante a ditadura militar. Os petistas temem que a recorrente insinuação – sem fundamento, frise-se – de que a candidata pegou em armas possa causar danos desastrosos a ela. A preocupação resultou numa defesa preventiva, que foi ao ar no último programa televisivo do PT: a despropositada comparação de Dilma com o líder sul-africano Nelson Mandela, que ficou 27 anos preso por se opor ao regime segregacionista.

Nunca é demasiado o cuidado com esse tipo de pancada. As tão impalpáveis virtudes que os marqueteiros procuram ressaltar em Dilma podem dissolver-se com um ataque certeiro. Nas mais recentes eleições brasileiras, sobram exemplos de políticos destruídos por um deslize verbal ou um erro pregresso. Em 2002, dois candidatos ficaram pelo caminho. Roseana Sarney era favorita até a Polícia Federal descobrir um inexplicável montinho de dinheiro vivo nos escritórios da família. No auge da campanha, quando estava próximo de Lula nas pesquisas, Ciro Gomes chamou um eleitor de burro. Até mesmo a reeleição de Lula em 2006, que se mostrava tranquila, entrou em risco quando aloprados petistas em busca de dossiês foram presos com um inexplicável montão de dinheiro.

Dessa tormentosa saga de trapalhadas e baixarias que costumam acometer as campanhas no Brasil, extrai-se a lição da cautela. Como qualquer processo político, uma eleição se desloca como uma nuvem, na qual é difícil prever tempo ruim. Foram trovoadas desse tipo, aliás, que tiraram Dilma do banco de reservas – sucessores naturais de Lula, como José Dirceu e Antonio Palocci, queimaram-se em escândalos. O bom momento de Dilma se deve também à dificuldade de Serra e de Marina Silva, a candidata do Partido Verde, em encontrar um discurso que concilie a continuidade desejada pelo eleitorado com propostas que o seduzam. Ainda faltam quatro meses para as eleições. Lula, o Pelé da política, sabe que o jogo só acaba quando termina.

Conversa com o escritor no SESC

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