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domingo, 5 de setembro de 2010

Santa Cruz, o renascimento do gigante rumo ao Clube dos 13 / ou A falência do Futebol Nordestino


Recentemente o presidente Lula disse não entender porque o Santa Cruz não está na elite do campeonato brasileiro. Alguém precisa explicar pra ele. Dois motivos: Amadorismo na administração e a disparidade que foi criada no futebol nacional com o Clube dos 13, entidade que gerencia as gordas fatias de patrocínios para sua fechada e elitizada clientela. De lá pra cá, tradicionais clubes nordestinos ficaram à beira da falência, aliás, o Moto Clube do Maranhão fechou as portas, os demais só não foram pro buraco por conta de suas torcidas, imensas torcidas.

Vamos a um exemplo desse desnível criado. Vejamos o Sport, que foi convidado para ingressar no Clube dos 13 pelo título brasileiro de 1987. Era uma forma na época de tentar dar o golpe no rubronegro pernambucano para tentar tirar-lhe o título para dar ao Flamengo, o Sport foi forte de lá pra cá e conseguiu se firmar. Mas, com todo respeito a torcida do Leão, quem era o Sport antes de 1987? Um time igual ou até inferior a Santa e Náutico, que em torneios nacionais já tinham conseguido chegar mais longe. Hoje existe uma soberania em Pernambuco nas cores vermelho e preto, uma discrepância terrível para o futebol, creio que dos últimos dez campeonato o Sport ganhou sete ou oito. É uma diferença muito grande! Li em algum lugar que o Sport já começa o ano com um repasse de 5,5 milhões vindos do Clube dos 13, de negociação de patrocínios e transmissão de TV. Hoje o Santa Cruz não conseguiria pagar sequer os jogadores reservas do Sport.

Outros clubes tradicionais já desceram a ladeira também como o Bahia, Vitória, Fortaleza, Remo, Paysandu, etc. Outros que aparentemente estão bem na primeira divisão, não conseguem segurar muito tempo como Goiás, Atlético Goianiense, Ceará. Aí ficam na gangorra. Sobe e desce.

Existem algumas formas de clubes conseguirem receitas. Patrocínios diretos, repasses de federações e entidades representativas de comercialização de contratos de patrocnínios e televisionamento, participações em merchadising (inclusive material esportivo), bilheteria, etc. Esta última tem sido apenas um sustentáculo do futebol nordestino, mas talvez seja a menos lucrativa de hoje em dia. Os clubes do sul do país hoje estampam em suas camisas grandes empresas que repassam dezenas de milhões de reais. Algumas delas são empresas públicas ou de capital misto, no Flamengo tem a Petrobras, no Vasco a Eletrobras, etc. Não dá pra comparar. Nossos patrocínios são locais e nem de longe se compara. Clubes sudestinos hoje jogam para a televisão, a TV está formando milhões de torcedores pelo interior do país e eles jogando em estádios vazios. O povo não entende que está sendo vítima de uma lavagem cerebral que visa fazer que todos torçam pelos clubes que dão lucro às TVs, e o futebol local, que representa a região, vai perdendo espaço, torcedores e representatividade. As federações são mudas, botando dinheiro no bolso fica todo mundo sartisfeito. As federações são riquíssimas e os clubes quebrados.

Se pra esses clubes é difícil, imagine então pra Sete de Setembro e AGA.

Vejam que tá faltando craque no futebol brasileiro, craque mesmo e quando aparecem não são mais nordestinos. É que os clubes estão quebrados e não tem dinheiro pra trabalhar a base. Não fizemos mais um Juninho Pernambucano, um Rivaldo, um Ricardo Rocha. Quem é o craque que está num time grande que foi formado em nosso estado?

Mas o Santa Cruz é grande, mesmo que a mídia diga que não! Um clube que tem uma das melhores médias de público do país e que neste domingo joga contra o Guarany de Sobral-CE deverá ter um público estimado em 60 mil torcedores, não é pequeno nem pode ser tratado assim. Mas para isso, somente ter torcida não basta! Somente a bilheteria não vai levantar o Santa Cruz e todos os outros times que estão alijados do futebol brasileiro.

A falta de recursos no futebol nordestino fez aparecer times como São Caetano, Barueri (Grêmio Prudente), Ipatinga, que até bem pouco tempo nem existiam. Isto é um fato, mas que não têm a tradição nem a torcida apaixonada que lota estádios. A gente vê jogo na televisão que não tem 200 torcedores no estádio.
No geral, o Santa Cruz tem uma média de 24 mil torcedores por jogo, e tem a quarta melhor marca do país, somando todas as divisões. O Sport está com 12 mil e o Náutico 10 mil. A média rubro-negra tende a melhorar agora que o time achou seu futebol.
Hoje, com o Arruda lotado, devemos subir mais nesse ranking.

Está se criando uma expectativa de que o Santa Cruz seja convidado para ingressar no Clube dos 13, o que seria muito bom pra Pernambuco.

Vejam agora as médias de público dos campeonatos brasileiros, séries A, B, C e D. Vejam como o Nordeste sempre leva muita gente pors estádios. Observem que à medida que caem as divisões aparecem os clubes nordestinos e do norte do país que sofrem o mesmo problema de falta de recursos. Clubes intermediários do sul e sudeste não têm torcida que se comparem aos nordestinos.

LULA, Vamos fazer o PAC do Futebol!

Série A
27.735 - Fluminense
24.907 - Corinthians
23.968 - Ceará
20.895 - Flamengo
19.350 - Botafogo.

Série B
14.939 - Bahia
9.570 - Sport
9.247 - Náutico
6.669 - Figueirense
4.818 - ASA.

Série C
15.006 - Fortaleza
7.813 - Paysandu
7.039 - Criciúma
6.806 - Juventude
6.679 - São Raimundo.

Série D
23.359 - Santa Cruz
8.876 - Central
8.389 - CSA
4.988 - Remo
4.800 - Treze.

Geral
27.735 - Fluminense
24.907 - Corinthians
23.968 - Ceará
23.359 - Santa Cruz.
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Neste domingo serei uma das 60 mil vozes cantando pro Santa Cruz!

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