quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Luís Carlos e seus erros políticos dentro de casa

Almir Penaforte, desautorizado, ao lado de Antônio Dourado, Eudson Catão e Antônio Figueira na V Geres
Foto: Kléber Cisneiros


A ida do vice-prefeito Almir Penaforte à solenidade de reinauguração da V Geres sem autorização do chefe do executivo para que pudesse representá-lo, pois este não teria sido convidado, e ainda tirar foto com Antônio João Dourado, é mais uma prova de que Luís Carlos não tem o grupo na mão, como se diz na gíria do futebol, quando o técnico tem o domínio dos seus jogadores, aliás, acredito que Luís Carlos nunca teve, e isto se dá por vários aspectos.

Por não ser um político nato, Luís Carlos nunca teve um grupo político, em sua maioria tem aliados por interesses, que quando deixar o poder (ou até mesmo antes disso) haverá uma arrevoada, e no futuro poucos desses que hoje estão ao seu lado, ele poderá chamar de amigos. É puro interesse de momento, pois têm algum cargo na prefeitura. O seu atual grupo de trabalho é herança de Silvino, e na sua maioria servidores que foram elevados à condição de secretários.

Por não ter um grupo político forte e não ter domínio sobre eles (incluem-se aí os vereadores da base aliada), Luís Carlos possibilitou que tudo durante seu governo fosse objeto de negociação. Só se vota se der isso ou aquilo, a ponto de perder importantes peças a cada eleição, e ainda deixá-los com suas benesses públicas.

Hoje, estão todos acostumados com a pluralidade, mais ou menos o cada um por si. Dirão que muita desta fragmentação é obra do próprio Luís Carlos, que autorizou os apoios a diferentes nomes, e aí estaria outro grande erro, não concentrar na formação de um grupo político forte e fiel.

Por isto, a cada eleição, cada um se sentiu à vontade para apoiar quem quisesse, e com isto tivemos membros do poder público municipal não seguindo a ordem do patrão, assim quatro ou cinco candidatos a deputado estadual diferentes, e federais idem, conseguiram importantes apoios chapa branca, a ponto do federal oficial do prefeito, Corte Real, ter uma votação pífia em Garanhuns.

Parece que ao longo dos anos, muitos já não se sentiram liderados pelo prefeito, e o vice Almir Penaforte, é somente um deles.

Outro erro de Luís Carlos foi ter uma equipe essencialmente técnica, formada em casa. Ninguém tem voto ali, ou melhor, ninguém, ninguém mesmo, teve a experiência política de passar por muma eleição. Não têm vida social, não participam das coisas de Garanhuns, e portanto, não têm inserção. Por isto, buscarão proteger seus empregos com aquele que lhes der a garantia da continuidade, e este pode até não ser o candidato do homem.

Luís Carlos terá em 2012 sua última eleição, e isto é mais um obstáculo para unir o grupo, pois enquanto ele pensa em colocar o pijama, muita gente está pensando na continuidade na vida pública.

RÁDIO MÚSICA BRASIL MPB

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