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sábado, 2 de novembro de 2013

ARTIGO: Um Desabafo sobre a história de Garanhuns que estamos escrevendo agora! - Por Igor Cardoso


É engraçado como, normalmente, nós não nos damos conta de que nossos pequenos e despretensiosos atos tornar-se-ão História um dia e serão contados, escritos, estudados e julgados pelos pósteros. 

É bem verdade que essa regra não é geral: Michelangelo, por exemplo, devia estar plenamente consciente - e isso no exato momento em que esculpia o Davi - de que aquela seria uma das obras-primas da escultura mundial, até porque, momentos antes de ser o eleito pela Comuna di Firenze para levar a cabo a obra, travara com ninguém menos que Da Vinci - já uma celebridade - um renhido embate pelo direito de forjar ninguém menos que "o pequeno que derrubou o gigante Golias" - um símbolo de toda uma geração, a aludir ao pequeno ser humano que, naqueles dias de Renascimento, voltava a ser o centro do mundo, derrocando o teocentrismo medieval. Essa mesma argumentação vale para um Lúcio Costa e um Niemeyer, por exemplo, ao projetarem a nova Capital Federal, um feito, desde a origem, grandioso. 

Mas eu não estou falando dos grandes momentos, nascidos para serem memoráveis, mas dos pequenos. Quantos daqueles homens do ciclo do gado nordestino estavam conscientes de que, ao erguerem uma rústica capela em suas terras, mais fruto de sua fé que de qualquer outra coisa, estariam entrando para a história como os grandes beneméritos da povoação que ali despontaria, em torno da primitiva igrejinha e da espontânea feira livre. Seriam elevados a "fundadores", tornar-se-iam legendas, ganhariam bustos e teriam cada pequeno ato de sua vida esmiuçado, desde os mais inconsequentes da adolescência até os finais, muitas vezes de intrigante recolhimento. 

Uma Simoa Gomes, a matriarca de Garanhuns, por exemplo, que, mais de 100 anos antes da Lei Áurea, alforriava seus escravos, decerto sem imaginar que esse comportamento, mais aleatório que intencional, quando visto sob a ótica renovada dos séculos subsequentes, imprimiria a sua personalidade uma aura mágica de heroísmo, para além da senhora extremamente piedosa, quase uma beata, que ela realmente era. 

De fato, como refletia Camus, as coisas só ganham sua real dimensão quando contadas. E isso deveria servir de alerta aos homens públicos, por exemplo, que, mesmo expostos aos olhares de todos, insistem em agir inconsequentemente, sem preverem que seus atos, os mínimos, absolvê-los-ão ou condená-los-ão perante o tribunal dos tempos. Foi não levando isso em consideração que se destruiu, por exemplo, o Castelinho de Ruber van der Linden e as Mercedárias, em Garanhuns. E que acabaram com a arborização do Casarão dos Lundgren e, agora, estão destruindo o Parque dos Eucaliptos, sob a alegação de que as mirtáceas, tão identificadas com os garanhuenses, após anos e anos de serviços prestados a esta terra, são agora vistas como plantas "exóticas" e "não ideais à arborização urbana".

O Relógio de Flores, por exemplo, desde que foi inaugurado, vem conquistando a simpatia de 10 entre 10 garanhuenses e visitantes. Sem embargo, não poucas foram as vezes em que se lhe tentou destruir, inclusive passando-se com um carro por cima de seus gramados e flores. Tudo perece, é verdade, e o relógio pode até sucumbir, engolido pela irresponsabilidade humana. Mas não se enganem: o relógio é apenas uma representação do tempo, e o julgamento desse, meus caros, ah, o julgamento do tempo é implacável.

Triste de quem passa inconsequente por esta vida e lega ao futuro um rastro de destruição. Apiedo-me de almas tão miseráveis, mas me conforta a certeza de que a justiça tarda, mas não falha.
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Igor Cardoso é membro do Instituto Histórico e Geográfico de Garanhuns e do Centro de Estudos de História Municipal (CEHM)

A paixão pela Bateria da Amanda Caroline



Tem dois tipos de músico, os que tocam pela paixão e os que ganham dinheiro, nem sempre estes caminhos andam juntos. O ideal para qualquer artista é se sustentar com o trabalho que o realiza enquanto músico e profissional.

Há os que privilegiam a arte pura e simples, e muitas vezes renegam oportunidades de ganhar dinheiro não aceitando propostas que vão de encontro ao que defendem. Há os que precisam e fazem trabalhos paralelos, como uma forma de se sustentar e prover as necessidades da família. E há aqueles que não se ressentem de fazer algo sem qualidade.

Por isto, só haverá emoção quando o músico faz aquilo que gosta. Pode ser um grande nome consagrado ou um iniciante. A gente torce que cada vez mais haja o espaço e o incentivo para a produção e apresentações para quem faz por paixão, pois os que fazem por dinheiro estão proliferando.

Que bom ver que muita gente cansou de esperar e produz seus próprios eventos alternativos. O próprio Festival de Bateria, o Luau Quatro Estações, o TEARTE, etc. Infelizmente, não há incentivo a produção cultural na cidade.

Um bom exemplo da paixão que falo, tivemos recentemente. O Festival Orion de Baterias em Garanhuns reuniu grande público de apaixonados pela música, não pelos mega-shows, mas pela música mesmo, pela musicalidade. Neste caso, a percussão.

A Amanda Caroline postou em seu facebook um pequeno vídeo, até sem muita qualidade, pois a praça estava escura, e deve ter sido filmado em um celular. Entretanto, não deixou de dizer que teve um sonho realizado. Uma alegria celestial de quem se sentiu realizada.

É esta a emoção. A que vem de dentro, de amar o que faz!

Segue em frente, companheira!

Alunos de Engenharia realizam visita técnica ao Complexo Hidroelétrico de Paulo Afonso e Xingó - CHESF‏



Orientados pelos professores Heverton Rodrigo Gonçalves e Fernando Antônio Souza um grupo de 20 alunos do curso de Engenharia Civil da Autarquia do Ensino Superior de Garanhuns – AESGA realizaram no dia 17 de outubro, uma visita técnica ao Complexo Hidroelétrico de Paulo Afonso e Xingó – CHESF, no estado da Bahia.

Conhecer o processo de geração de energia elétrica através de usinas hidrelétricas envolvendo conhecimento nas áreas de construção civil, hidráulica e eletricidade, bem como averiguar a estrutura e o funcionamento das usinas hidrelétricas pertencentes ao complexo hidrelétrico de Paulo Afonso e da Usina de Xingó foram algumas das atividades vivenciadas pelos estudantes.

“Nossa visita técnica foi bastante produtiva já que tivemos a oportunidade de obtermos informações sobre as técnicas de construção das diversas edificações que formam o complexo, bem como entender a utilização de técnicas para reduzir o consumo de energia elétrica em edificações residências, comerciais e industriais, elementos de extrema importância para os acadêmicos de Engenharia”, destacou o docente Heverton Rodrigo Gonçalves.

SENAI oferece curso de Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade


Uma oportunidade para quem quer investir em capacitação profissional. É o que a Escola Técnica SENAI Garanhuns está oferecendo com o curso de aperfeiçoamento NR – 10 Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade, no módulo básico. Com a formação, os participantes conhecerão sobre riscos em instalações e serviços com eletricidade, choque elétrico, mecanismos e efeitos, arcos elétricos, queimaduras, quedas e campos eletromagnéticos e técnicas de análise de risco, entre outros.

Para participar é necessário ser maior de 16 anos e ter conhecimentos equivalentes ao Ensino Fundamental Completo. As aulas acontecerão no período entre 18 e 29 de novembro, no horário noturno das 18h às 22h, com duração de 40 horas/aula. Para a matrícula os interessados devem ir até a secretaria do SENAI Garanhuns com originais e cópias dos documentos de identidade, CPF e comprovantes de escolaridade e residência.

Eduardo Campos na Alemanha e sua agenda política no Brasil

O governador Eduardo Campos está na Alemanha, onde neste sábado (02/11), se encontra com o vice-presidente do Deutsche Bank, Caio Kai Koch-Weser, em Berlin.

No domingo (03/11), a agenda será com a embaixadora do Brasil na capital alemã, Luisa Viotti.

De volta ao Brasil, Eduardo deve intensificar visitas ao sul e sudeste do país nos finais de semana, e a capitais nordestinas nas noites do meio de semana, de uma forma que não prejudique sua agenda administrava no governo do estado.

Um dos que devem cuidar desta agenda nacional é o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho, que alguns defendem como o melhor nome para coordenar uma futura campanha nacional de Eduardo. FBC deixou várias portas abertas em sua passagem pelo Ministério da Integração Nacional.

Visita ao túmulo de Dominguinhos e missa lotam Cemitério São Miguel





Além da já tradicional visita aos túmulos de parentes e amigos, as pessoas que foram neste dia de Finados ao Cemitério São Miguel em Garanhuns, pela manhã, puderam assistir a missa celebrada pelo Padre Emerson, e acompanhar música instrumental no túmulo de Dominguinhos, que recebeu atenção especial.

Tanto o Cemitério São Miguel quanto o São Cristóvão, na comunidade da Liberdade, receberam melhorias por parte da preeitura.

O túmulo de Dominguinhos estava enfeitado de flores de fãs que vieram de várias cidades, marcando este primeiro dia da finados depois da morte do fiel herdeiro do Rei do Baião.

Na sexta-feira, 01º, Liv Moraes, com seu filho e a ex-esposa de Dominguinhos, Guadalupe, passaram o dia em Garanhuns, onde fizeram um recital no túmulo do Mestre, depois visitaram o Abrigo São Vicente de Paulo e finalizaram na casa de José Veríssimo, o artesão que está finalizando a estátua de Dominguinhos, que deve ser inaugurada ainda este ano.

Tivemos a alegria de poder levar música àquelas senhoras do abrigo junto com a família do Mestre, mas sobre isto, a gente fala depois.

fotos: Wilksonita Gonçalves

Você acha que as bandas de forró estilizado incentivam o sexo fácil e o alcoolismo?


Uma reportagem ontem no rádio mostrou que o número de adolescentes grávidas chegou a índices alarmantes, muitas delas com menos de 15 anos. O problema é maior ainda no Nordeste. 

Explica-se: Além de outros problemas sociais, o Nordeste tem deixado rolar uma espécie de showbizz de influência na juventude, movido a álcool, música dançante e sexo. O incentivo à promiscuidade tem sido gerado a partir de uma mídia em rádio, televisão e eventos que incentivam o sexo fácil e sem responsabilidade.

O custo da conta para o Brasil chegou a R$ 7 bilhões com estas adolescentes grávidas, fora o investimento das famílias para manter estas novas crianças, a maioria delas, nestes casos, criadas pelos avós, pois os jovens não têm nem condições de se manterem, e ainda estão em suas formações enquanto pessoas adultas, o que faz atropelar etapas.

São os shows dos pseudo-forrós que proliferam e que têm no próprio Poder Público o seu principal cliente. É isto mesmo, a maioria dos shows destas bandas que incentivam o sexo fácil, o alcoolismo e a irresponsabilidade são pagas pelas prefeituras, a custos altíssimos, tanto nos cachés quanto no que deixam de problemas. A violência é uma delas. Jovens, em grupo, com álcool, em praça pública, sempre tem causado problemas para a polícia neste tipo de festa.

As prefeituras reúnem milhares de pessoas em praça pública para que possam ouvir que cachaça e raparigagem é que é bom, que é normal. Os adolescentes, ainda longe da formação do senso crítico, e diante seus ídolos artísticos, mulheres seminuas, bebidas alcoólicas por todo lado, músicas e danças sensuais, algumas eróticas mesmo, acabam por causar uma influência incomensurável. As meninas querem se mostrar gostosas com roupas apertadas e minissaias, e os rapazes mostrando que são garanhões e pegam todas. O resultado aparece nove meses depois.

Não é puritanismo nem inocência de minha parte. É um grave problema que há muito já deixou de ser apenas cultural para se transformar em um grave problema social, patrocinado pelas próprias prefeituras.

A conta e a perda de uma história já na saída da infância é paga para o resto da vida.

É incrível como toda música tem que falar em cachaça, traição, sexo... Com algumas, raras, exceções.

Feira das Flores, turismo e renda toda semana



Sempre que chega o feriado de finados uma feirinha chama a atenção, a feira das flores. Antes ela era realizada sem adequação na Rua Dom José, sem infraestrutura alguma. De uns anos pra cá tem se realizado ao lado do Centro Cultural, e ganhou mais charme, pois fica vizinha do Mosteiro, próximo ao Diocesano e do próprio Centro Cultural, em uma praça já muito bonita e arborizada. Ainda não tem a estrutura adequada, mas está melhor.

Garanhuns é a Cidade das Flores, então porque não ter sua feira das flores? Não precisa um festival ou uma grande festa, mas uma feirinha simples e típica, onde as pessoas possam fazer suas compras de flores da época, conversar, e criar o hábito.

Se a gente tem o hábito de dar flores a quem já morreu, é bom agraciar a quem estar vivo também. Flores para namorada, para as mães, para as colegas de trabalho, para as pessoas enfermas, aniversariantes...

Temos floriculturas excelentes em Garanhuns que ganhariam ainda mais com a feirinha, pois estaríamos incentivando o hábito.

Mas não pode ser sem estrutura. Tem que ser bonita, "pra cima", jovem, em um lugar especial. E mais, pode-se agregar música de qualidade, livros, etc.

Uma Feira das Flores pode gerar uma demanda e acabar por criar ou reativar o segmento econômico em nossa atividade rural que é a plantação de flores. Existe um mercado consumidor internacional para este nicho. A Feira poderia funcionar aos sábados pela manhã no espaço colunata, ou no Parque Euclides Dourado, ou no Relógio das Flores, ou no Pau-Pombo, etc.

Mas teria que ser semanal, mesmo que no início tenha a dificuldade por conta de se criar o costume.

Feira das Flores, mudas de plantas e afins. Quem sabe!
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publicado originalmente em 08/11/10.

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