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sábado, 10 de janeiro de 2015

Ao lado de socialistas, Izaías pede que se desarmem os palanques

Izaías é o novo primeiro-secretário da CODEAM. Na foto aparece ao lado de socialistas como o senador Fernando Bezerra, seu filho, Fernandinho (deputado federal) e até ao lado do filho de Eduardo, João Campos


Nessa sexta-feira (09) foi realizada a solenidade que deu posse à nova diretoria da Comissão de Desenvolvimento do Agreste Meridional (CODEAM), para o biênio 2015/2016, que aconteceu no auditório do referido local.

A ocasião contou com a presença de vereadores, secretários, prefeitos de todo o agreste meridional, assim como deputados estaduais e federais. O filho do ex-governador Eduardo Campos, João Campos, também esteve presente ao evento.

O prefeito Izaías Régis, anfitrião, e atual Secretário Geral da CODEAM, reforçou: “Quero fazer aqui (Garanhuns), um grande projeto regional, e nós não podemos crescer se não estivermos unidos, vamos desarmar os palanques e lutarmos para o desenvolvimento do Agreste Meridional”.

O novo presidente é o atual prefeito de Inajá, Leonardo Martins, que agradeceu a todos que estavam presentes e pontuou que a oportunidade que lhe foi dada será para ele um desafio a ser enfrentado em prol de todo o Agreste.

SECOM GARANHUNS

De Portugal, Clara Haddad ministra workshop em Garanhuns.




Acontece em Garanhuns, neste sábado, na Biblioteca Casa da Gente, o workshop "Conto logo existo", com Clara Haddad, escritora portuguesa que veio ao Brasil especialmente para este evento.

Logo mais, às 20h, Clara coordena uma roda de contação de histórias.  Entrada franca!

Contato: (87) 9954-0320
face: Yalle Feitosa

Fernando Bezerra Coelho e João Campos prestigiam posse na Codeam‏



O senador eleito por Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho (PSB), participou nesta sexta-feira à noite da cerimônia de posse do novo presidente da Comissão de Desenvolvimento do Agreste Meridional (Codeam), Leonardo Martins, prefeito de Inajá. O evento, realizado em Garanhuns, contou com a presença de mais de 30 prefeitos do Agreste e Sertão. O deputado federal Fernando Filho (PSB), o estadual Claudiano Filho (PSDB) e o presidente da Associação dos Municípios de Pernambuco (Amupe), José Patriota (Amupe), também estiveram presentes. 

O secretário executivo de Articulação Política, Anchieta Patriota, representou o Governo do Estado. O estudante João Campos, filho do ex-governador Eduardo Campos, compareceu em nome da família. O novo reitor da Universidade de Pernambuco também prestigiou o evento, sendo convocado a fazer parte da mesa.

“Vivemos um momento de imensas dificuldades. Nossa bacia leiteira está em crise e vários produtores acabam derramando o leite porque as companhias não há preço possível para a venda. É hora de deixar a política partidária de lado e trabalhar para resolver os graves problemas da nossa região”, afirmou o novo presidente da Codeam. Fernando Bezerra garantiu que, ao assumir o mandato, em 1º de fevereiro, será um parceiro da entidade. “Terei a porta do gabinete sempre aberta para dialogar e buscar os recursos necessários”.

Fernando destacou os avanços de Pernambuco nos últimos oito anos, usando como exemplo a educação, que saltou da 16ª posição para a 4ª no ranking do Ideb. Ele lembrou que entre compromissos assumidos durante a campanha do ano passado, está a implantação de uma escola integral em cada cidade do Estado. “Tenho a confiança que o Estado irá atingir esta meta”, disse. Para o Senador, o apoio do Governo Federal será importante para a consolidação do projeto, pois a Presidência colocou justamente a educação como prioridade para o próximo quadriênio.

Os cem anos de Humberto Teixeira, o Doutor do Baião - Por José Teles



Por: José Teles / Jornal do Commércio (PE)

No Museu da Imagem e do Som Alcântara Nogueira, em Iguatu (CE) está exposta uma flauta que tem uma importância fundamental na música popularbrasileira. O seu dono, no entanto, nunca foi reconhecido exatamente pelo talento como flautista, nunca se arvorou a um Pixinguinha, ou Benedito Lacerda, dois grandes flautistas que viveram na sua época.

O dono dela é natural de Iguatu e começou a aprender música na flauta que lhe foi presenteada pelo pai. Teve como professor um tio músico, o maestroLafaiete Teixeira. E o aprendizado contribuiu para que ele se tornasse um dos mais importantes compositores da MPB. Seu nome: Humberto Cavalcanti de Albuquerque Teixeira, que completaria 100 anos hoje.

O Doutor do Baião, como também era conhecido por ser formado em direito, tem uma extensa obra musical, e nem toda composta por baiões. No entanto, foi por este ritmo, estilizado em 1946, em parceria com o pernambucano Luiz Gonzaga, que ele fez fama e fortuna.

O encontro dos dois foi um destes acasos fundamentais que mudaram o curso da música popular brasileira. Em 1945 Luiz Gonzaga tinha na cabeça a ideia de criar uma nova dança, uma nova tendência musical, baseada nos ritmos que trouxe com ele do sertão de Pernambuco. Já começava a fazer sucesso com a Moda da mula preta e Xamego. Seu parceiro mais habitual na época era Miguel Lima. Um dia Gonzaga procurou Lauro Maia, compositor cearense, para juntos deflagrarem o novo ritmo. Maia esquivou­se da empreitada e sugeriu que Luiz Gonzaga procurasse seu cunhado, o advogado Humberto Teixeira.

Teixeira vinha de uma família classe média, o avô era chefe político da região, o coronel Francisco Alves Teixeira. Adolescente, foi mandado para estudar em Fortaleza, em seguida ao Rio de Janeiro, onde pretendia estudar medicina. Mas mudou de ideia, e fez direito. Passou a compor com parceiros durante o curso. Suas primeiras músicas gravadas ele preferia esquecer. Foi durante a Segunda Guerra, chamava­se Altiva América e Pelo Brasil e pela vitória, ambas influenciadas por amigos tenentes do Exército. A obra que considera inicial intitula­se Sinfonia do café, composta para um musical chamado Muiraquitã, que por influência de um colega de turma, participou o filho do Ministro da Aviação. A composição não fez sucesso, mas agradou a Alberto Byington Junior, presidente da gravadora Columbia (depois Continental). Que gostou da música e pediu que lhe encontrassem o autor.

Dias depois ele recebeu uma ligação de Braguinha, diretor musical da Columbia, pedindo que Humberto Teixeira comparecesse à Columbia porque a Sinfonia do café seria gravada. Cunhado de um compositor bem sucedido como Lauro Maia (casado com a irmã de Humberto), o caminho estava aberto. Até o encontro com Luiz Gonzaga, o cearense tivera várias composições lançadas por artistas famosos do Rio. Nenhuma, porém, nem de longe chegou perto do que aconteceria com as parcerias que passou a assinar com o pernambucano de Exu, que apareceu em seu escritório, na Avenida Calógeras, Centro do Rio, numa tarde de outono de 1945.

Em entrevista (publicada em livro) ao pesquisador cearense Miguel Ângelo de Azevedo, conhecido como Nirez, Humberto Teixeira contou em detalhes o encontro inicial com Luiz Gonzaga: "Eu fechei praticamente o escritório, como eu fazia sempre que vinha negócio de música. Nós relembramos, retrospectamos em torno dos ritmos nordestinos, do Ceará, de Pernambuco, a terra ele... Naquele dia chegamos a duas conclusões muito interessantes. Uma delas é que a música ou o ritmo que iria servir de lastro para nossa campanha de lançamento da música do Norte, a música nordestina seria o baião. Nós achamos que era o que tinha características mais fáceis, mais uniformes, para se alcançar essa música". Ao final da reunião, a dupla estava com Asa branca praticamente pronta. Três dias mais tarde, fizeram Baião, lançada pelo grupo vocal Quatro Ases e um Curinga, em 1946, gravada por Luiz Gonzaga três anos depois.

Dos muitos parceiros que Luiz Gonzaga teve, foi com Humberto Teixeira, ao menos nos primeiros meses, que Gonzaga mais teve participação ativa na letra ou na música. Boa parte do que criaram na primeira safra do baião veio de melodias ou versos de domínio público. Asa branca, Juazeiro, Légua tirana, Baião de dois, eram temas que se cantavam sem que se soubesse a autoria. Um bom exemplo, é Baião de dois (1946), cujos versos iniciais são transcritos por Gustavo Barroso no livro Ao som da viola (1921): "S.José que moda é essa?/largue o prato e colher/homem não vai à cozinha/em lugar que tem mulher", praticamente os mesmo de Baião de dois: "Abdon que moda é essa?/deixa a trempe e a colher/homem não vai à cozinha/que é lugar.


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