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sexta-feira, 6 de maio de 2016

Um brinde aos 100 anos do Samba‏ - Especial para o blog

Primeiro registro oficial do ritmo aconteceu em 1916 e, de lá para cá, apesar das mudanças, a boêmia continua sendo o grande impulsionador do gênero.




 Quando Donga registrou o samba Pelo Telefone, em 1916, com certeza não imaginava que estaria dando, oficialmente, o pontapé inicial para consagrar o Brasil no cenário musical do mundo. “Oficialmente” porque a história do samba se iniciou muito antes, ainda no período Colonial, com a chegada dos escravos africanos ao país, que trouxeram suas crenças, hábitos e musicalidade. Foi nessa mistura de culturas que o ritmo se forjou, retratando o cotidiano dos trabalhadores, das cidades e suas desigualdades e, claro, da boêmia e malandragem.
 Já se passaram 100 anos desde que a composição de Donga, Heitor, João da Baiana e Sinhô foi criada. Em pouco tempo, os tambores e os instrumentos de percussão que compõem o gênero se espalharam pelas ruas, principalmente dos morros, e alcançaram os lares por meio das rádios, que estavam em plena difusão. De lá para cá, muitas coisas mudaram, mas outras permaneceram intactas, criando tradições e definindo o perfil dos grandes sambistas brasileiros. “As rodas de samba regadas à cerveja, os encontros em bairros boêmios se tornaram verdadeiras referências na história do Samba. Essa ligação com a cerveja, bebida popular, gelada, que fazia parte de cotidiano desses artistas, passa a ser homenageada nas canções e, até hoje, move um mercado milionário”, ressalta o cervejeiro Thomé Calmon, da DeBron Bier.
 Agenor de Oliveira, o Cartola, sob a influência de Carlos Cachaça e outros artistas, entrou no mundo da boêmia e, consequentemente do Samba, durante o período em que morou na Mangueira onde, com amigos, participou da fundação da Estação Primeira de Mangueira. Assim, cria-se mais um subgênero, o samba-enredo, e abrange diversos artistas com as peculiaridades que fazem do ritmo um grande encontro. Na década de 1930, Noel Rosa cria Conversa de Botequim. Em 1977, Chuva, suor e cerveja, de Caetano Veloso, se consagra. Chico Buarque, João Bosco, Paulinho da Viola, entre outros artistas se conhecem e se fazem nos bairros boêmios do Rio de Janeiro e de São Paulo. Entre as mulheres, Beth Carvalho, Elza Soares, Dona Ivone Lara, Clementina de Jesus, Clara Nunes, Elizabeth Cardoso e Elis Regina.
 Zeca Pagodinho, um dos grandes nomes da atualidade, e a sua Alma Boêmia representam o samba de partido alto. Apaixonado pela bebida, ele já estampou diversas campanhas publicitárias da indústria cervejeira. “Artistas locais também fazem do samba e da cerveja uma bela combinação. No Recife, é a Rua da Moeda quem recebe os encontros e as rodas de Samba”, continua Thomé Calmon. Um exemplo é o grupo pernambucano Pouca Chinfra, que também leva ao público o batuque contagiante e confirma essa ideia através de músicas como Perdoa o Botequim.
 E assim a nova geração do Samba continua a perpetuar a história com artistas como Diogo Nogueira, que fazem o elo entre o passado e o futuro. A trajetória desse gênero, que conquistou os quatros cantos do Brasil e o mundo, é longa e está longe de morrer, para a alegria de Alcione. Em 2005, a UNESCO reconheceu o samba como Patrimônio Imaterial da Humanidade.

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