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domingo, 5 de junho de 2016

Augusto Calheiros, A Patativa do Norte, 125 anos do seu nascimento

O Cantor e Compositor, Augusto Calheiros foi um dos maiores ídolos da música brasileira em sua época. Nascido em Maceió, no dia 05 de junho de 1891, apaixonou-se por Garanhuns de tal forma que pediu para ser enterrado entre as Sete Colinas, e aqui está, com sua sepultura no Cemitério São Miguel, ao lado de outro garanhuense ilustre, Mestre Dominguinhos.

Augusto Calheiros era conhecido como A Patativa do Norte.

Trazemos as informações biográficas abaixo do blog do historiador Anchieta Gueiros, nosso confrade do Instituto Garanhuns.


"Augusto tinha descendência indígena e nasceu em boa situação financeira. Aos 9 anos, porém, com a família desestruturada, começou a passar por dificuldades financeiras. Quando se tornou rapaz veio morar em Garanhuns. Na Suíça Pernambucana trabalhou como fabricante de sapatos, foi dono de bar, hoteleiro, subdelegado e até carcereiro. Em meio a essas atividades, arranjava tempo para cantar, principalmente nos cinemas de sua época.

Em 1923 foi inaugurada no Recife a Rádio Clube de Pernambuco, que alguns consideram a primeira emissora da América Latina.

Augusto Calheiros deixa Garanhuns, cidade pela qual se apaixonou e vai morar na capital do Estado, contratado pela Clube. Ainda no Recife o cantor faz parte da formação original do conjunto vocal Turunas da Maurícea. Com este grupo segue para o Rio de Janeiro em 1927 e dois anos depois começa sua carreira solo na região Sudeste.

Calheiros tinha um estilo de seresteiro, com músicas poéticas, às vezes tristes, que procuravam retratar principalmente o universo rural brasileiro. Chegou a ser um artista muito popular no país, dividindo as preferências do seu tempo com nomes como Jararaca e Ratinho, Dercy Gonçalves e Arthur Costa. No Rio se apresentava na Casa de Caboclo, um local de espetáculos que foi inaugurado em 1932 e ganhou fama.

O cantor e compositor de Alagoas foi contemporâneo de Almirante e convidado por este se apresentou em São Paulo no II Festival da Velha Guarda.

Augusto Calheiros morreu no Rio de Janeiro mo dia 11 de janeiro de 1956. Doze anos depois, seus restos mortais vieram para Garanhuns e estão no cemitério de São Miguel, onde o então prefeito Amílcar da Mota Valença construiu um vistoso mausoléu, que tem no detalhe principal um violão.

Alagoano de nascimento e garanhuense de coração, Calheiros merece ter seu nome cravado na galeria dos Grandes Nomes da Música Popular Brasileira.

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