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quarta-feira, 26 de julho de 2017

UM PEDACINHO DA ITÁLIA EM GARANHUNS A Tradicional família Diletieri



Professor historiador José Cláudio Gonçalves
colaboração: Gerusa Diletieri Mota Lessa, neta de Domingos Diletieri.

A tradicional família italiana, os Diletieri, chegaram ao Brasil em 1908, aportando no Rio de Janeiro em um navio de imigrantes. Depois Nicolau Diletieri, sua esposa Maria Diletieri e seus filhos: Angela, Miquelina, Carmem, Inês e Domingos Diletieri Primo, também chamado de Duda vieram para Garanhuns, onde iniciaram na vida comercial.

Gerusa Diletieri
Motivado pelas notícias de Nicolau Diletieri que eram remetidas a família na Itália sobre o clima, as belezas naturais e a prosperidade da cidade de Garanhuns, Domingos Diletieri, sobrinho de Nicolau, decide em 1910 vir com a sua esposa, Anna Maria Diletieri Rizzuto e seus quatro filhos: Angelina, Alice, Gerusa e Giuseppe, seu irmão Pietro Rocco, conhecido por Roque e o tio Angelo Diletieri residir nas Terras do Clima Maravilhoso. 

Logo Nicolau e Domingos Diletieri se tornaram comerciantes de destaques em Garanhuns. Nicolau Diletieri com sua loja de tecidos, armarinho, ferragens, secos e molhados na Rua Severiano Peixoto, e Domingos Diletieri com seu armazém de cereais, secos e molhados na Rua do Comércio, a Rua Grande ou Santo Antônio, atualmente as lojas Mundo Infantil e Loja ômega. 

Na Hecatombe de Garanhuns, a família Diletieri não tiveram nenhuma participação, em nenhum momento foram ameaçados, mas três episódios, marcaram a vida da família naquela triste segunda-feira de 15 de janeiro de 1917. O primeiro episódio foi quando os jagunços saiam pelo portão dos fundos da residência da casa de Ana Duperron, portão que dava acesso a Rua do Cajueiro, Domingos Diletieri que estava na casa do seu tio Nicolau Diletieri, por uma das frestas de uma veneziana viu a passagem daqueles homens que atacariam a cadeia minutos depois, contando ele ao todo vinte e três.
O segundo episódio aconteceu logo após o ataque à cadeia. O delegado Meira Lima obrigou Nicolau Diletieri a receber em sua casa os jagunços feridos, onde estava um médico que foi providenciado pelo delegado. Na casa de Nicolau Diletieri foi atendido o bravo Sargento Pedro Malta, que conseguiu escapar ao ataque com um leve ferimento no ombro.

Professor Cláudio Gonçalves
O terceiro episódio e que marcou uma das maiores injustiças no processo da Hecatombe de Garanhuns foi a prisão de Nicolau Diletieri, indiciado pelo Juiz Francisco Ribeiro Pessoa de fornecer querosene para incendiar as casas dos adversários políticos de Júlio Brasileiro, o mesmo ocorrendo com o Capitão Thomaz Maia. Sendo presos, mas depois provado que os dois eram inocentes das acusações, foram soltos meses depois.

Domingos Diletieri passado alguns meses da Hecatombe de Garanhuns compra a casa de Mirandolina Souto de Miranda, viúva do tenente coronel Argemiro Miranda, casa que ficava na Rua do Jatobá, atualmente onde funciona os Correios. Domingos Diletieri era amigo de Argemiro de Miranda, ambos haviam fundado a União Comercial em 1909, sendo Nicolau Diletieri o primeiro tesoureiro. 

Esse texto só foi possível com a colaboração inestimável da minha amiga, extraordinária profissional na Educação, Gerusa Diletieri Mota Lessa, representante de uma das famílias históricas da nossa cidade, que escreveram e continuam escrevendo a cada dia uma bela página na nossa História.

José Cláudio Gonçalves de Lima
Instituto Histórico de Garanhuns e membro da Comissão da Hecatombe

Publicado originalmente em 23 de julho de 2016

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