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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Servidores do Ministério Público vão parar novamente



Os servidores do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) se reuniram no final da tarde da última terça-feira (25) no edifício Roberto Lira, prédio-sede do MPPE, para deliberar sobre os próximos passos que serão dados na campanha pela reposição salarial referente ao ano de 2016. Em assembleia, ficou decidido que haverá mais uma paralisação, na próxima terça-feira (1º) em todo o Estado. Além disso, os trabalhadores se prontificaram a fazer outras ações para pressionar a administração da instituição em busca de respostas aos apelos da pauta de reivindicações.

A categoria passou o dia mobilizada nos prédios do MPPE, com trabalho reduzido a 30% do efetivo, como indica a lei. À tarde, os servidores se reuniram no edf. Roberto Lira onde uma comissão formada por membros do Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Pernambuco (Sindsemppe) foi recebida pelo subprocurador-geral de justiça, dr. Fernando Barros. "Nós falamos sobre os compromissos assumidos pelo PGJ na reunião da última sexta-feira, mas houveram muitas divergências quanto aos prazos para implementação", explicou Fernando Ribamar, presidente do Sindsemppe. "Referente à nossa principal demanda, eles nos pediram mais dez dias para justificar porque não poderão promover a reposição salarial, sem sequer terem analisado a nossa contraproposta", ressaltou Fernando.

Diante de mais um adiamento por parte da gestão, que tem pedido vários prazos para justificar a negativa em repor a inflação, os trabalhadores decidiram, além da paralisação do dia 1º de novembro, participar das reuniões dos colegiados de promotores. "Vamos trazer faixas, cartazes, participar das reuniões para mostrar que estamos unidos, mobilizados e que precisamos de uma resposta concreta e plausível", continua Fernando Ribamar. “Reconhecemos que a administração está negociando, nos recebendo, mas a categoria entende que a reposição salarial é um direito garantido pela Constituição e que precisamos que mostrem porque ela não pode ser dada, já que o portal da transparência mostra que o Ministério tem, sim, dinheiro", lembra.

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