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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Novas informações sobre o CONCURSO PÚBLICO DO IBGE. Inscrições abertas!



O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou edital de processo seletivo simplificado com 1.409 vagas temporárias para os níveis médio e superior. As vagas estão distribuídas em diversas cidades do país. O objetivo deste processo seletivo é selecionar profissionais para atuarem na realização do Censo Agropecuário 2016.

São 1.186 vagas de nível médio, divididas entre os cargos de Agente Censitário Administrativo (ACA) e Agente Censitário Regional (ACR). Os salários variam de R$ 1.560,00 a R$ 3.000,00 e os contratos poderão durar entre 16 e 22 meses.

Para o nível superior a oferta é de 223 vagas para Analista Censitário em diversas áreas. A remuneração é de R$ 7.166,00 e o contrato pode durar até 31 meses.

As inscrições no processo seletivo do IBGE devem ser feitas de 26 de janeiro a 22 de fevereiro de 2016 pelo site da Cesgranrio. A prova será aplicada no dia 22 de maio.

Sesc abre 135 vagas para estágio em Pernambuco‏



O Sesc Pernambuco está com inscrições abertas para processo seletivo de estágio. Ao todo, são oferecidas 134 vagas para estudantes de curso superior e uma vaga para o nível técnico em Segurança do Trabalho. A inscrição deve ser feita até o dia 15 de fevereiro, através do site estagio.sescpe.com.br.

São oferecidas vagas para as unidades do Sesc de Casa Amarela, Santa Rita, Santo Amaro, Piedade, Caruaru, Arcoverde, Garanhuns, Petrolina, São Lourenço da Mata, Belo Jardim, Surubim, Buíque, Araripina, Bodocó, Goiana, Centro de Turismo e Lazer de Triunfo, além da sede e do Banco de Alimentos no Recife.

Podem participar da seleção estudantes que estejam cursando Artes Cênicas, Artes Plásticas/Visuais, Arquitetura, Administração, Biblioteconomia, Ciências Contábeis, Ciências Biológicas, Dança, Design, Educação Física, Jornalismo, Letras, Música, Turismo e Segurança do Trabalho (técnico).

Para participar da seleção é necessário estar matriculado numa instituição de Ensino Superior credenciada pela Ministério da Educação ou pelo Conselho Estadual de Educação; cursar um dos quatro últimos períodos da graduação regular, e no caso do Técnico em Segurança do Trabalho, o aluno deve estar no 2° ou 3° período. Além disso, é preciso ter disponibilidade para estagiar quatro horas diárias ou vinte horas semanais. O estágio pode chegar até 10 meses, podendo ser renovado por igual período.

Os estagiários com formação em nível superior vão receber bolsa no valor de R$ 656 e o de curso técnico de R$ 430, ambos com auxílio-transporte de R$ 140. O processo seletivo é composto por prova de conhecimentos gerais, avaliação comportamental e prova de informática para candidatos nas áreas de Administração, Arquitetura, Design, Psicologia e Técnico de Segurança do Trabalho. A inscrição custa R$ 20. O resultado final será divulgado no dia 20 de abril. O edital está disponível no site do Sesc (estagio.sescpe.com.br).

Conselho Tutelar realiza ações durante o carnaval‏



O conselho tutelar de Garanhuns está mobilizado para conscientizar os foliões neste carnaval sobre os direitos das crianças e adolescentes. Toda a cidade está recebendo o material de panfletagem durante o "período de Momo". 

De acordo com os conselheiros o público alvo da ação são os pais das crianças, para que não negligenciem os filhos nas festas. Pontos de venda de bebida alcoólica também foram alertados, sobre os perigos de vender qualquer produto que contenha álcool para menores de 18 anos. 

Além dos bairros de Garanhuns, os distritos do município também são visitados pelos conselheiros, que fortaleceram a parceria com a Polícia Militar neste Carnaval. 

O Conselho Tutelar de Garanhuns pode ser acionado através do Disque 100, ou pelos números (87)3762-7056/98137-2364.

SECOM GARANHUNS


Governador de Pernambuco tira sete dias de férias



O governador Paulo Câmara transmitiu o Governo de Pernambuco pra o vice-governador Raul Henry, no último domingo (07.02). Raul ficará no exercício do Governo até o próximo domingo (14.02). Paulo tirou sete dias de férias com a família e retorna domingo (14.02).

MIGUEL ARRAES E A BELEZA DA PASSEATA DOS CANDEEIROS - Por Ivan Rodrigues




Por Ivan Rodrigues

Por conta da minha idade, recebo muita pressão para contar as histórias do meu tempo e, sobretudo, as que testemunhei e das quais fui protagonista. Pouca gente sabe e pondo a modéstia de parte, resolvi extravasar minhas vaidades e manifestar o meu orgulho de ter sido o Coordenador do Programa de Eletrificação Rural no Governo de Miguel Arraes, que depois foi considerado o maior programa de eletrificação rural da América Latina. Essa história e a sua relevância não foi contada para conhecimento do povo de Pernambuco e, pelo jeito, só não é desconhecida, até hoje, pelos pequenos e pobres beneficiários que a tinham como inalcançável.

Quem é jovem e hoje avista a rede de luzes que ornamenta a zona rural de nosso Estado não pode imaginar a tristeza da escuridão que dominava a paisagem trinta anos atrás. Iluminação elétrica no campo só era possível para os grandes proprietários que tinham condições de bancar, às suas expensas, o elevado custo de uma rede de eletrificação com os indispensáveis postes, transformadores, travessas, isoladores, quilômetros de fios e mão de obra qualificada. Para os pequenos proprietários, era um sonho inatingível!

Em 1986, encerrada a mais bela e emocionante campanha política que Pernambuco assistiu, consagrando um segundo mandato de Governador para Miguel Arraes, em que o mote era: “volta Arraes ao palácio das princesas. vai entrar pela porta que saiu” e o “tô voltando”, permanecemos na sede da campanha, ali naquele casarão da Av. Ruy Barbosa que pertenceu à família Comber, para organizar a transição e as primeiras providências do governador eleito.Nessa ocasião, fui procurado pelo engenheiro da Celpe (então órgão estatal), conterrâneo e amigo José Luiz Sampaio (hoje, por causa, conhecido como Zé da Luz) que me relatou a existência de um projeto de eletrificação rural concebido por um grupo de jovens engenheiros de que ele fazia parte, liderado por Hélio Lopes, que veio a ser Diretor da Celpe e atualmente é Diretor da Arpe, Emerson Souto e Alberto Pereira e, como é natural, queriam fazer chegar às mãos do Governador Arraes para o seu conhecimento.

De acordo com minha solicitação Zé da Luz levou o Grupo à minha presença levando o projeto que eu não tinha condições de avaliar por falta de conhecimentos técnicos e como à essa altura, já estava escolhido como Secretário de Minas e Energia o Eng. Drummond Xavier, o entreguei em suas mãos para sua avaliação.Logo no dia seguinte, fui procurado por Drummond que, entusiasmado pela qualidade do projeto, queria um contato urgente com o grupo, e me lembro que chegou a fazer um comentário, dizendo: “O projeto, Ivan, tem princípio, meio e fim”. Era inovador, adotava um sistema denominado de “monofilar”, pois usava apenas um fio para transmissão, que resultava em substancial redução de custos, na medida em que subdimensionava a estrutura necessária para sua implantação, sem perda de sua qualidade técnica.

O Governador Arraes encantou-se com o projeto e cuidou logo de estruturar a execução do projeto em seu governo, para o que, logo de início, nomeou o Engenheiro Hélio Lopes para a Superintendência de Eletrificação Rural da CELPE. Abro aqui um parêntese para lembrar que, entre o segundo e o terceiro governo Arraes, houve uma tentativa de desqualificar o processo adotado, sob o pretexto de que não era seguro e poderia ocasionar prejuízos, sustentado em discursos até por secretários de Estado. A tentativa foi frustrada e o Governador Joaquim Francisco prosseguiu com o programa.

Não pensem que foi fácil. À medida em que se iniciava a execução do programa, com elaboração dos pequenos projetos das comunidades, orçamentação, busca de recursos, verificação dos critérios estabelecidos pelo Governador atendendo à economicidade, concentração de unidades atendidas para redução do custo médio, possibilidade de utilização da energia para melhoria da condição de vida dos beneficiários, confortos que possibilitassem a fixação no campo, começou o alvoroço das comunidades por vislumbrarem a possibilidade de conseguir o benefício.

Foi um trabalho duro, mas gratificante. Trabalhávamos com quatro planilhas que iam desde a solicitação do benefício à conclusão da obra e o monitoramento constante. Todos os meses nos reuníamos na Diretoria da Celpe para avaliação dos resultados e necessárias correções que, por vezes, se impunham. Já era, na verdade, o monitoramento hoje adotado na gestão do Estado de Pernambuco, com muito êxito. Lembro, com muito respeito, todos os servidores da empresa que trabalharam e muito pelo programa e, sem desdouro dos demais, recordo com respeito os colegas do grupo de jovens engenheiros e os Presidentes Dilton da Conti e Fábio Alves.

E foi inevitável, quando os primeiros e ainda modestos projetos foram instalados nas comunidades a grande demanda ainda represada explodiu. O alvoroço foi grande e, no dizer do saudoso Lívio Valença, foi “como soltar uma onça no chiqueiro dos bodes”. Nas pequenas comunidades, os sítios mais afastados, os sonhos mais reprimidos foram despertados como realidade. 

Começa a ser concreto um quimérico motor para aliviar o esforço na ralação da mandioca nas casas de farinha, uma pequena moto-bomba para ajudar na aguação das plantas e a luz elétrica clareando o negrume das noites.

Aí os inconformados adversários começaram a perceber a grandeza do projeto e o efeito devastador da mobilização das comunidades carentes da zona rural, logo estendido aos programas de baixa renda nas zonas urbanas, favorecidos por um inimaginável benefício que nunca pensaram um dia conseguir. E a campanha foi terrível e solerte. Não faltaram os economistas de ocasião para acusarem os benefícios do Governo Arraes como desestruturadores e que nada acrescentavam para o desenvolvimento econômico do Estado e, por consequência, para a sua população. Em resposta a esses ataques, Arraes fez uma ponderação precisa e fulminante que nunca esqueci: “não conheço nada mais estruturador para um cidadão que uma caneca de água limpa para beber e um bico de luz para alumiar a escuridão”, que explica o seu pensamento, e não tenham dúvidas, que a eletrificação rural mudou a face do campo para bem melhor.

Foi uma marca de governo inconfundível e os humildes beneficiários nunca esqueceram. Ainda hoje, quase trinta anos depois, sou surpreendido por muitas pessoas dos grotões do sertão até à mata, cobrando-me a lembrança dos nossos contatos, desde a solicitação do benefício até a sua entrega com as festas que promoviam quando da inauguração dos projetos em suas comunidades. 

Pensem numa alegria contagiante que, pelo hábito, terminava num verdadeiro e espontâneo ritual em todos os dias de inaugurações da eletrificação. Era uma coisa linda e valia a pena assistir.

Invariavelmente, a comunidade promovia uma passeata chamada de “adeus candeeiro!”. Caminhada circulando por toda a comunidade, as pessoas carregando na cabeça os fio-fós apagados, que eram até então o único meio utilizados para clarear o mundo, a banda de pífanos puxando o cortejo, a cachaça e o vinho de jurubeba correndo soltos, a galinha gorda guisada com farofa para tira-gosto e, ainda mais, a alegria de felicidade escancarada em todos os moradores do sítio, coroada pela dança no final da festa.

Alguns, já exibindo orgulhosamente na sala da sua casinha o rádio adquirido a prestações na loja da cidade, deixando de lado o “radinho” de pilha que sustentava, até então, a comunicação da comunidade com o resto do mundo. Outros, mais afortunados juntavam a família e conseguiam colocar uma geladeirazinha na bodega para garantir uma cerveja gelada. Alguns, radiantes, acendendo e apagando as lâmpadas de casa para comprovarem a sua efetiva existência. Outros mostrando, encantados, o motor elétrico já instalado no “caititu” da casa de farinha que, daí em diante, livrava as pessoas do penoso trabalho de acionar o volante manual do ralador de mandioca.

Só quem assistiu e conhece a dureza da vida no campo pode entender a felicidade de uma velha senhora, matriarca de sua família, sentada na salinha da casa de taipa e chão batido, admirando a luz acesa e que, advertida pelo filho que já era tarde e deveria recolher-se para descansar do dia muito agitado, respondeu com toda a veemência: “Me deixem aqui, que era só que faltava eu ir dormir agora. vou passar a noite admirando essa belezura de uma lâmpada acesa que nunca pensei que um dia ia ver na minha casa”.

Vejam quanta coisa bonita e quanta melhoria de vida a eletrificação rural trouxe para a população humilde do nosso Estado, a ponto de no final do governo Arraes em 1998, Pernambuco ter 83 % de suas comunidades rurais eletrificadas. Orgulho-me, e entendo com justas razões, de ter participado de um programa tão valioso para o nosso povo junto com um grupo de técnicos excepcionais, sob o comando de Miguel Arraes, maior líder político do nosso Estado, e que deixou uma marca definitiva de uma visão humanista capaz de entender a alma de nossa gente e, por isso mesmo, merecedor da gratidão de sua população mais carente e quase sempre injustiçada.

Centenas de Comunidades nunca haviam recebido qualquer benefício ou atenção dos governos e a única ação do Poder Público conhecida pelos moradores desses grotões era a atuação da polícia para reprimir uma cachaça mais exagerada nas bodegas em dias de feira. Aí eram certas a prisão do temível infrator e a intervenção do chefe político para soltá-lo e mantê-lo sob sua dependência pelo favor prestado. 

O Programa de Eletrificação Rural e o Chapéu de Palha foram as marcas determinantes e refletem muito bem o foco de um governante voltado para as camadas mais necessitadas do Estado. Esses programas representaram uma libertação para o homem do campo e lhes garantiram o conhecimento de uma coisa chamada CIDADANIA. Nada como uma caneca de água limpa e um bico de luz!

Ivan Rodrigues

http://memoriaseinquietacoesdeivan.blogspot.com.br/

Publicado originalmente em 29/07/2015

VILA ISABEL E MIGUEL ARRAES: Pernambuco reclama com a Rede Globo, mas desfile foi dos mais vistos!



Como parte das comemorações do centenário de Miguel Arraes, a Escola de Samba Unidos de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, levou a Marquês de Sapucaí, o empenho do ex-governador em disseminar cultura e educação, principalmente no interior do estado. O MCP - Movimento de Cultura Popular e as escolas em engenhos e no sertão ganharam cores nordestinas, com a seca e esperança. Por fim, o colorido do Galo da Madrugada!

Estiveram no desfile, representando a família, os filhos Ana e Guel Arraes, e o neto Antônio Campos. Guel é diretor da Rede Globo.

Entretanto, a TV que tem a exclusividade dos desfiles, geralmente não mostra as primeiras escolas da noite, e foi o caso da Vila Isabel, que devido ao mau desempenho em 2015, foi indicada para abrir a segunda noite do sambódromo neste carnaval.

Como a Globo não abre mão de novelas e do Big Brother, prefere iniciar mais tarde as transmissões dos desfiles.

Ainda assistimos parte da apresentação, mas não toda, situação que chegou a ser reclamada por Fátima Bernardes em áudio que vazou, quando afirmou que ficaria estranho não mostrar o restante do desfile da Vila, mesmo que fosse depois, na edição do compacto. Quem também não apareceu direito foi o Salgueiro.

Maria José Siqueira e Lenice Santana participaram do desfile
Entretanto, o fato da Vila ser uma das primeiras escolas a desfilar deve ajudar na audiência, pois tem mais gente na frente da TV, que vai diminuindo à medida que chega a madrugada!

Não mostrar as primeiras escolas é algo corriqueiro nas transmissões, todos os anos, porém sempre sobra para as "pequenas" escolas como Tucuruvi, São Clemente, Rocinha, etc. 

Este ano seria diferente, a Vila Isabel é grande, e ainda trazia um grande enredo. Como não é uma das "queridinhas" do canal de televisão como Mangueira e Beija-Flor, foi mais fácil cortar. Aliás, estas duas são tratadas como Flamengo e Corinthians, se fizermos um paralelo com o futebol.

Estou torcendo pela Vila e pela Portela. Depois, Salgueiro.

O Brasil é o país das novelas! Mas foi bom ver mais um enredo falando de Pernambuco em rede nacional, como tivemos também o centenário do frevo!

Dá-lhe!

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