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domingo, 5 de junho de 2016

Mário Rodrigues, escritor de Garanhuns, ganha Prêmio Nacional de Literatura do SESC

Mário Rodrigues terá seu livro publicado pela editora Record



O professor garanhuense Mário Rodrigues mais uma vez é destaque na literatura. É um dos vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2016. O jornalista baiano Franklin Carvalho venceu na categoria romance com ‘Céus e terra ‘ e Mário Rodrigues na categoria conto, com ‘Receita para se fazer um monstro '.

As comissões julgadoras foram formadas pelos escritores Luis Antônio de Assis Brasil e Cíntia Moscovich (Romance, comissão sediada no RS) e Ivan Marques e João Anzanello Carrascozza (Conto, comissão sediada em SP).  

O Prêmio Sesc de Literatura 2016 teve 1503 livros inscritos – 709 contos e 794 romances. São Paulo e Rio de Janeiro foram os estados com maior número de candidatos: 469 e 208, respectivamente.  "O número de 1503 inscritos deste ano é três vezes maior que a média histórica do projeto. Isso mostra que iniciar uma carreira literária numa grande editora é o sonho de muitos aspirantes a escritor”, destaca Henrique Rodrigues, assessor técnico do Departamento Nacional do Sesc. 

O próximo edital será aberto em janeiro de 2017. 

No Facebook, Mário comentou o prêmio do SESC:

"Olá, gostaria de agradecer a todo o pessoal do Prêmio Sesc de Literatura. Estou muito feliz com o Prêmio. Na verdade, eufórico. Queria louvar essa iniciativa de abrir espaço para os escritores, isso é algo que deve ser sempre enaltecido, sobretudo num país com tantas defasagens, inclusive no âmbito artístico. Elogio também o Grupo Editorial Record pela parceria nessa empreitada. E a todos que enviaram seus livros - e aos que pensam em enviá-los ano que vem -, continuem, persistam, façam isso. "O talento é a eterna paciência." (Flaubert).

Relembre outras matérias sobre Mário Rodrigues:

u-Carbureto: Helder Erick e Mário Rodrigues são destaques na Folha de Pernambuco
Lançamento do livro "A Galega – Um conto de amor", de Mário Rodrigues.
Mário Rodrigues lança livro "A Curva Secreta da Linha Reta"
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Morre Preto Limão, o Rei da Embolada



A Cultura Popular vai perdendo seus menestreis, personagens que defendem as raízes e as tradições, nos mais diversos segmentos artísticos, e neste sábado, perdemos um dos mais importantes ícones da nossa região. 

A embolada e o repente ficaram sem Preto Limão, reconhecido pelo Governo do Estado como Patrimônio Vivo de Pernambuco. Nascido em Bom Conselho, assim como seu irmão, Mestre Galo Preto, Preto Limão fez parte da vida de Garanhuns nas últimas décadas, contribuindo para a formação cultural e identidade de nossa gente, com sua música nas emissoras de rádio, principalmente na antiga Difusora, mas também nas feiras, praças e até campanhas políticas.

Mestre Preto Limão, de 92 anos, faleceu neste sábado (04,/06) em Garanhuns, de complicações causadas por um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Preto Limão nasceu para a vida civil Emílio Leão Cavalcante

Lembro de Preto Limão e seu pandeiro, com um mundo de gente ao seu redor, onde ali tirava versos na hora, ensinando nossa gente sobre a simplicidade e beleza da nossa cultura popular.

No vídeo abaixo, Preto Limão em apresentação no SESC, no FIG 2010.


Augusto Calheiros, A Patativa do Norte, 125 anos do seu nascimento

O Cantor e Compositor, Augusto Calheiros foi um dos maiores ídolos da música brasileira em sua época. Nascido em Maceió, no dia 05 de junho de 1891, apaixonou-se por Garanhuns de tal forma que pediu para ser enterrado entre as Sete Colinas, e aqui está, com sua sepultura no Cemitério São Miguel, ao lado de outro garanhuense ilustre, Mestre Dominguinhos.

Augusto Calheiros era conhecido como A Patativa do Norte.

Trazemos as informações biográficas abaixo do blog do historiador Anchieta Gueiros, nosso confrade do Instituto Garanhuns.


"Augusto tinha descendência indígena e nasceu em boa situação financeira. Aos 9 anos, porém, com a família desestruturada, começou a passar por dificuldades financeiras. Quando se tornou rapaz veio morar em Garanhuns. Na Suíça Pernambucana trabalhou como fabricante de sapatos, foi dono de bar, hoteleiro, subdelegado e até carcereiro. Em meio a essas atividades, arranjava tempo para cantar, principalmente nos cinemas de sua época.

Em 1923 foi inaugurada no Recife a Rádio Clube de Pernambuco, que alguns consideram a primeira emissora da América Latina.

Augusto Calheiros deixa Garanhuns, cidade pela qual se apaixonou e vai morar na capital do Estado, contratado pela Clube. Ainda no Recife o cantor faz parte da formação original do conjunto vocal Turunas da Maurícea. Com este grupo segue para o Rio de Janeiro em 1927 e dois anos depois começa sua carreira solo na região Sudeste.

Calheiros tinha um estilo de seresteiro, com músicas poéticas, às vezes tristes, que procuravam retratar principalmente o universo rural brasileiro. Chegou a ser um artista muito popular no país, dividindo as preferências do seu tempo com nomes como Jararaca e Ratinho, Dercy Gonçalves e Arthur Costa. No Rio se apresentava na Casa de Caboclo, um local de espetáculos que foi inaugurado em 1932 e ganhou fama.

O cantor e compositor de Alagoas foi contemporâneo de Almirante e convidado por este se apresentou em São Paulo no II Festival da Velha Guarda.

Augusto Calheiros morreu no Rio de Janeiro mo dia 11 de janeiro de 1956. Doze anos depois, seus restos mortais vieram para Garanhuns e estão no cemitério de São Miguel, onde o então prefeito Amílcar da Mota Valença construiu um vistoso mausoléu, que tem no detalhe principal um violão.

Alagoano de nascimento e garanhuense de coração, Calheiros merece ter seu nome cravado na galeria dos Grandes Nomes da Música Popular Brasileira.

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