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domingo, 18 de fevereiro de 2018

Paulo, Renata e Carlos Siqueira levam PSB de volta à Centro-Esquerda

Paulo Câmara junto à Família Campos conversam com Lula e o PT 


Quando Eduardo Campos discordou de Dilma e se colocou como uma alternativa de governo ao país, o PSB se tornou uma força independente e se afastou do PT. A ex-presidente se tornou um problema até para Lula, pois achou que poderia governar sem sua supervisão, e aí colocou os pés pelas mãos. Dilma perdeu o apoio político e não soube negociar para sua manutenção no cargo. Hoje os petistas defendem a volta de Lula à presidência, mas ninguém fala na volta de Dilma.

Eduardo chegou a dizer que retiraria sua candidatura se Lula fosse o candidato em 2014, mas com Dilma, foi até o fim, e o PSB deixou de apoiar o governo petista, que acabou sofrendo o impeachment, em uma orquestração bancada pelo PMDB de Michel Temer, com apoio da sociedade naquele momento.

Ao discordar de Dilma e oferecer a alternativa Eduardo Campos, o PSB não tinha mais como defender aquele governo, e caminhou para a oposição, onde estava o PSDB. Chegou a caminhar junto no segundo turno de 2014. Era uma situação de ocasião, pois não era o perfil do PSB, que está retornando agora às suas raízes de centro-esquerda. 

Aqui também teve outra aberração política, com a aliança entre o PT e o PTB de Armando Monteiro, com projetos políticos totalmente antagônicos. O senador tem perfil de centro-direita, foi presidente da CNI e representa o capital, enquanto que o PT faz a defesa dos trabalhadores. 

Eduardo, que conseguia colocar todos debaixo do mesmo guarda-chuv,a não está mais aí, e o PSB precisou rediscutir seu projeto partidário, portanto, retornar ao discurso de centro-esquerda é urgente, e para isto dialogar com partidos como PCdoB, PDT, alas do MDB e o próprio PT é essencial. O PT também errou no Recife, e ao se juntar com o PTB, com vários candidatos de muitos recursos financeiros, acabou sem conseguir eleger ninguém para o Congresso Nacional, para ir defender Lula e Dilma. Os deputados eleitos por esta aliança estão atualmente na base de Temer, enquanto que a maioria do PSB pernambucano faz oposição rígida ao presidente.

Com ou sem Lula na campanha deste ano, o PT se mantém como uma força política. Outras lideranças em vários estados têm seus patrimônios eleitorais, como João Paulo, ex-prefeito do Recife, e que deve formar a chapa ao lado do governador Paulo Câmara, podendo ser vice ou ocupar uma vaga ao senado.

Os discursos de Carlos Siqueira, presidente do PSB Nacional, apontam os caminhos do PSB para a centro-esquerda, espaço que Renata Campos conhece bem, pois era base sólida da atuação de Eduardo, e Paulo, como continuação do projeto político-administrativo do ex-governador, ficará mais à vontade para construção de seu discurso de alianças para a eleição deste ano.

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