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sexta-feira, 29 de junho de 2018

A polêmica peça de teatro sobre Jesus no FIG 2018

Programação do 28º Festival de Inverno de Garanhuns - Um Viva à Liberdade, anunciada nesta quinta-feira (28), pelo Governo de Pernambuco, reúne mais de 500 atrações, em 21 polos de todas as linguagens artísticas, durante dez dias, confirmando o evento como o maior festival de artes do Brasil

Nesta sexta, o debate ficou em apenas uma das atrações. Entenda a polêmica!

De autoria da dramaturga britânica Jo Clifford, o monólogo “O Evangelho segundo Jesus, a Rainha do Céu” traz Jesus Cristo à contemporaneidade na pele de uma mulher transgênero


Foram mais de 500 apresentações culturais anunciadas pelo FIG 2018, mas uma delas virou o debate nas redes sociais nesta manhã de sexta-feira (29). Trata-se da peça "O Evangelho segundo Jesus, a Rainha do Céu". Ao contrário do que vem sendo dito, a peça não está programada para o Centro Cultural, ela faz parte da programação do Teatro alternativo no FIG, encenada às 23h, em local com capacidade para 70 pessoas, por isto estão agendadas duas sessões, com distribuição antecipada de convites.

Trata-se de um monólogo no qual Jesus vive nos tempos atuais como uma pessoa transexual. Este é o mote da história e da repercussão. Neste momento há uma grande discussão e rejeição vindas de setores religiosos, redes sociais e até o prefeito já teria se posicionado contrário ao espetáculo. Há movimentos que buscam o cancelamento ou substituição da peça junto ao Governo do Estado, por entenderem que se trata de uma afronta cristã, desrespeito, e aí envolve as religiões e as crenças de cada um. 

Por outro lado, pessoas ligadas ao movimento LGBT+ defendem a encenação, inclusive recebemos textos de professores e estudantes universitários. 

A Secult/PE entende a peça como uma obra artística na qual debate o preconceito e incentiva a liberdade de expressão. No site, vemos que ela já previa a repercussão, pois cita que a peça já havia sido cancelada em outras cidades, inclusive sob ordem da justiça. No entanto, a Fundarpe defende a liberdade artística, e quem já viu a peça aponta inclusive que o texto é mais reflexivo e não há depravação.

A questão é simples. Se Jesus voltasse hoje como um transexual? Em uma região religiosa como o Agreste, a polêmica se explica.

Segundo o site do Festival, a programação de teatro contará com 24 premiados espetáculos da atualidade brasileira, de grupos de prestígio internacional. O combate à intolerância e à discriminação vai ganhar força com a apresentação das obras selecionadas. 

Com o tema Liberdade na pauta do FIG 2018, a polêmica vai continuar. E aí? Cancela ou encena?

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