quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

BNB / Crediamigo inicia plano de expansão e deve mais que dobrar número de unidades até 2025

Primeira unidade do plano de expansão, na Feira de Caruaru.

Com o objetivo de se aproximar ainda mais de seus clientes, o Crediamigo, programa de microcrédito produtivo e orientado do Banco do Nordeste, irá ampliar a sua estrutura de atendimento até 2025, saltando das atuais 473 para mil unidades, entre lojas, containers e pontos de apoio.

A ampliação teve início ainda nos últimos dias de 2023, com a inauguração de uma unidade na Feira de Caruaru, em Pernambuco. A expansão deve contemplar todos os estados da área de abrangência do Banco, que inclui além da região Nordeste parte de Minas Gerais e Espírito Santo.

“Com a implantação de novas Unidades do Crediamigo e a redução da taxa de juros mensal já implementada no ano passado, estamos cumprindo o pedido do presidente Lula de priorizarmos os financiamentos voltados para os micro, mini, pequenos e pequenos médios empreendedores. Nossa meta é que, em 2024, este volume cresça de 51% para 62% dos nossos contratos”, afirmou o presidente do Banco, Paulo Câmara.

A expansão inclui ainda modernização, padronização e reposicionamento de algumas unidades já existentes. “Serão todas estruturas modernas, instaladas estrategicamente mais próximas dos clientes atuais e potenciais, facilitando assim o atendimento e ampliando a presença do programa”, destaca o superintendente do Crediamigo, Helton Chagas.

Resultados de 2023

O ano de 2023 foi um marco na história do Crediamigo. Além da comemoração dos 25 anos do programa, considerado referência em eficiência na América Latina, o destaque foi a redução da taxa de juros mensal, que passou de 3,2% a 1,94%, após três reduções ocorridas durante o ano. No acumulado, a queda dos juros foi de 39,37%.

Foram R$ 10,64 bilhões desembolsados, por meio de 3,55 milhões de operações, beneficiando mais de 2,1 milhões de clientes. Outro marco de 2023: do total emprestado, mais de R$ 2,1 bilhões foram do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), o maior volume anual já contratado com essa fonte de recursos na história do programa.

“Essa contribuição do FNE foi essencial para impulsionar nossos resultados e fortalecer o apoio aos microempreendedores na região. Estamos comprometidos em trabalhar fortemente e com muita responsabilidade a inclusão social e geração de ocupação e renda por meio de nossos programas de microcrédito", destaca Paulo Câmara.

MEMÓRIA / Dia 9 de janeiro: a resposta das instituições à tentativa de golpe

 

Fábio Rodrigues - Pozzebom / Agência Brasil

Por Carolina Pimentel - Repórter da Agência Brasil - Brasília

Um dia após o maior ataque à democracia brasileira, o 9 de janeiro de 2023 também tem uma história para ser contada. Aquela segunda feira, há um ano exatamente, foi marcada pela reação das autoridades e instituições do país à invasão das sedes dos Três Poderes e à depredação do patrimônio público.

O afastamento de um governador, prisões de centenas de golpistas e uma caminhada para reafirmação do Estado Democrático de Direito. Essa foi a forma da democracia se mostrar firme e intocada, mesmo após tantas ameaças no dia anterior.

>> Veja abaixo alguns dos principais fatos do 9 de janeiro:

Afastamento do governador do DF

Logo nas primeiras horas do dia, ainda na madrugada, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou o afastamento de Ibaneis Rocha do cargo de governador do Distrito Federal pelo prazo de 90 dias.

Na decisão, Moraes argumentou que Ibaneis Rocha e Anderson Torres, então secretário de Segurança Pública do DF e que tinha sido exonerado ainda no dia 8, foram omissos diante dos ataques ao Palácio do Planalto, Congresso Nacional e o STF. Disse o magistrado em sua decisão:

“O descaso e a conivência do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública e, até então, secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres – cuja responsabilidade está sendo apurada em petição em separado – com qualquer planejamento que garantisse a segurança e a ordem no DF, tanto do patrimônio público – Congresso Nacional, Presidência da República e Supremo Tribunal Federal – só não foi mais acintoso do que a conduta dolosamente omissiva do governador do DF, Ibaneis Rocha, que não só deu declarações públicas defendendo uma falsa ‘livre manifestação política em Brasília’ – mesmo sabedor, por todas as redes, que ataques às instituições e seus membros seriam realizados – como também ignorou todos os apelos das autoridades para a realização de um plano de segurança semelhante ao realizado nos últimos dois anos, em 7 de setembro em especial, com a proibição de ingresso na Esplanada dos Ministérios pelos criminosos terroristas; tendo liberado o amplo acesso”.

Em vídeo divulgado na noite de 8 de janeiro, Ibaneis Rocha pediu desculpas aos chefes dos Três Poderes e afirmou que não imaginou a proporção que os atos antidemocráticos tomariam.

Prisões no acampamento

O ministro do STF determinou ainda a desocupação, em 24 horas, do acampamento montado em frente ao Quartel General do Exército, de onde partiu a maior parte dos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro. Quem resistisse à ordem poderia ser preso em flagrante.

A Polícia do Exército e a Polícia Militar do Distrito Federal foram responsáveis pela desocupação e prenderam pelo menos 1.200 pessoas no acampamento, montado desde o fim das eleições presidenciais do ano passado por apoiadores de Jair Bolsonaro que não aceitavam o resultado das urnas.

Polícia e Exército se concentram na frente do QG do Exército para desmobilização de acampamento de bolsonaristas
Polícia e Exército se concentram na frente do QG do Exército para desmobilização de acampamento de bolsonaristas - Marcello Casal JrAgência Brasil

O ministro da Defesa, José Múcio, e o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, acompanharam a retirada do acampamento. Foi o desmonte do núcleo golpista presente na Esplanada no dia anterior.

Ao apresentar relatório sobre o episódio no final de janeiro, o interventor na segurança pública do DF, Ricardo Cappelli, disse que após a posse do presidente Lula, houve uma redução no número de acampados, mas que o quantitativo voltou a crescer na antevéspera dos ataques terroristas.

“As investigações vão dizer se isso foi uma tática para despistar ou o que foi que houve. Mas o fato é que no dia seguinte [à posse] o acampamento sofre um processo de desmobilização e quando chega no dia seis e sete ele explode novamente e chega a ter ali concentrações de em torno de 4 mil pessoas no dia 7 de janeiro”, afirmou.

Intervenção aprovada

Na noite de segunda-feira, a Câmara dos Deputados aprovou a intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal, que havia sido decretada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no domingo (8), mas precisava da confirmação das Casas Legislativas.

O texto foi aprovado em votação simbólica pelos deputados federais. No dia seguinte, 10 de janeiro, o Senado confirmou a intervenção federal.

Secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli foi nomeado o interventor, passando a ter controle de todos os órgãos distritais de segurança pública no período.

Brasília (DF) 08/01/2024 – Foto feita em 09/01/2023 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, governadores e autoridades,  cruzam a Praça dos Três Poderes para visitar as instalações da sede do Supremo Tribunal Federal (STF) um dia após os atos terroristas que depredaram a sede do tribunal, o Congresso e o Palácio do Planalto. 
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, governadores e autoridades cruzam a Praça dos Três Poderes para visitar as instalações da sede do Supremo Tribunal Federal (STF) um dia após os atos terroristas que depredaram a sede do tribunal, o Congresso e o Palácio do Planalto. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Caminhada na Praça dos Três Poderes

O presidente Lula convocou reunião com governadores e vice-governadores dos 26 estados e do Distrito Federal. Após encontro no Palácio do Planalto, todos saíram em caminhada pela Praça dos Três Poderes até o Supremo Tribunal Federal (STF).

Estavam na caminhada a então presidente do STF, ministra Rosa Weber, os ministros Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski, além de ministros do governo federal, governadores e parlamentares.

Na ocasião, Lula disse que os responsáveis pelos ataques seriam descobertos e punidos. “Nós vamos descobrir quem é que financiou. Tem gente financiando, tem gente que pagou para vir aqui e tem gente que fomentou”, afirmou o presidente, encerrando o dia de reação da democracia contra aqueles que se diziam patriotas, mas se ocuparam de atacar a pátria.

Edição: Marcelo Brandão

INABALÁVEL / Ato no Congresso reforça poder da democracia no pós 8/1

Lula Marques / Agência Brasil


Por Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil - Brasília

A cerimônia Democracia Inabalada, realizada na tarde desta segunda-feira (8), reuniu as principais autoridades da República na celebração de um ano da resistência contra a tentativa frustrada de golpe de Estado. Foi exatamente no dia 8 de janeiro de 2023 que um grupo extremista invadiu as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

O evento que lembrou o ataque e a resistência das instituições ocorreu no Salão Negro do Congresso Nacional, localizado entre os plenários da Câmara e do Senado. O ato reuniu cerca de 12 governadores estaduais, ministros e autoridades de todos dos poderes, incluindo diplomatas estrangeiros.

Além dos discursos contundentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos demais chefes de poderes, incluindo os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco, e do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, outras autoridades presentes reforçaram a importância da data.

“É um evento histórico porque mostra a força da democracia brasileira, das instituições, a união dos Poderes no cumprimento da Constituição”, destacou o vice-presidente Geraldo Alckmin.

“Acho que o ato de hoje foi altamente representativo, de todos os segmentos da política brasileira, dentro do governo, dos outros poderes, todos os dirigentes estavam aqui”, observou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino. Ele assumirá, nas próximas semanas, o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ainda segundo Dino, a cerimônia é importante como plataforma de diálogo entre os poderes e com a sociedade, e mencionou a necessidade de regras eleitorais mais claras que previnam atos de violência decorrentes dos resultados das urnas.

Durante seu discurso, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, já havia enfatizado que a “desinformação premeditada fraudulenta” ampliou discursos de ódio e antidemocráticos. Ele cobrou regulamentação das plataformas e redes sociais que moderam e disseminam conteúdo na internet.

Ricardo Cappelli, secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, também esteve presente e afirmou acreditar no fortalecimento da democracia após os ataques que completaram um ano nesta segunda-feira.

“Acho que a democracia brasileira foi duramente testada e saiu mais forte. Hoje é um dia de celebrar as instituições mais fortes, unidas e a democracia, revigorada”, destacou. Cappelli atuou como interventor na Segurança Pública do Distrito Federal nos meses que se seguiram após a tentativa de golpe. Ele também afirmou acreditar no trabalho de investigação da Polícia Federal para chegar aos mentores e financiadores dos atos. Essas pessoas ainda não foram alcançadas.

Manuella Mirella, presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), fez coro pela punição dos financiadores e estimuladores da tentativa de golpe de Estado. “Não podemos deixar de lado [o que aconteceu]. A gente luta por memória, por verdade e, sobretudo, por justiça. Nós queremos a prisão do Bolsonaro, que incitou os grandes atos do dia 8 de janeiro, mas também daqueles que financiaram esses atos golpistas, para que a gente tenha justiça e consiga escrever uma nova página da nossa história”, afirmou

*Colaborou Gésio Passos - Repórter da Rádio Nacional.
Edição: Marcelo Brandão

domingo, 7 de janeiro de 2024

Prefeito Sivaldo Albino assina Ordens de Serviço para mais pavimentações na Cohab III e no bairro Santo Antônio. CONFIRA AS RUAS!

Empresas já estão autorizadas a começarem os serviços. 
Investimento é superior aos R$ 14 milhões




O ano de 2024 mal começou, mas as ações da Prefeitura de Garanhuns estão a todo vapor. Durante esta quinta-feira (04), o prefeito Sivaldo Albino autorizou o início das obras de pavimentação com drenagens de águas servidas e pluviais em 43 ruas e travessas da Cohab III e do bairro Santo Antônio. São mais de R$ 14 milhões aplicados, que irão garantir mais dignidade e qualidade de vida para quem reside nas localidades beneficiadas. As empresas Construtora Ancar LTDA e CPM Construtora, vencedoras dos processos licitatórios, tem o prazo de 360 dias, a contar a partir desta quinta (04), para concluir os serviços, o que pode ocorrer antes.

Ainda pela manhã, foram entregues sete novas ruas no Dom Hélder Câmara (Cohab III), que já tiveram os serviços concluídos, foram elas: Rua Ailton Mariano, Rua Antônio Ferreira de Azevedo, Rua Antônio Vaz da Costa, Rua Guilherme Karan, Rua Gumercindo Vieira Malta, Rua João Caetano Braga Sobrinho e a Rua João Xavier de Albuquerque. Momento no qual Sivaldo aproveitou para anunciar 37 vias que receberão pavimento e drenagens de águas servidas e pluviais na comunidade. Confira na relação abaixo.

- Rua André Alves de Noronha (trechos 1 e2);
- Rua Anibal Paes de Lira (trechos 1 e 2);
- Rua Antônio Vaz da Costa;
- Rua Ernestina G. Lacerda (trechos 1 e 2);
- Rua Everton Paulino Macário;
- Rua José Silvestre Neto;
- Rua Maria Déia Lima Couto Soares;
- Rua Mário Notaro;
- Rua Moacir Santos Paes (trechos 1 e 2);
- Rua Monsenhor Tarciso Falcão (trechos 1 e 2);
- Rua Nelson Pereira de Lima;
- Rua Raimundo Correia de Araújo;
- Rua Sebastião Moura Filho;
- Rua Vereador de Andrade Melo;
- Rua X;
- 1ª Trav. André Alves de Noronha;
- 1ª Trav. Everton Paulino Macário (trecho 1);
- 1ª Trav. Monsenhor Tarciso Falcão;
- 1ª Travessa Radialista Flauberto Elias;
- 2ª Trav. André Alves de Noronha;
- 2ª Trav. Everton Paulino Macário (trecho 1);
- 2ª Trav. Monsehor Tarciso Falcão;
- 2ª Trav. Radialista Flauberto Elias (trecho 1);
- 3ª Trav. Everton Paulino Macário (trecho 1);
- 3ª Trav. Radialista Flauberto Elias (trecho 1);
- 4ª Trav. Everton Paulino Macário (trecho 1);
- 4ª Trav. Radialista Flauberto Elias;
- 5ª Trav. Everton Paulino Macário (trechos 1 e 2);
- Travessa Anibal Paes de Lira (trecho 1);
- Travessa Antônio Vaz da Costa (trecho 1);
- Travessa Moacir Santos Paes.

A tarde, o prefeito esteve na Rua Maracanã, no Santo Antônio, onde assinou a Ordem de Serviço para início das obras que irão pavimentar 12 ruas na localidade, e falou sobre o investimento no bairro. “Eu sei que vocês tinham a esperança que entrasse um prefeito que olhasse pra essa comunidade. De alguém que pudesse ter este compromisso. E é isso que a gente tá fazendo aqui. Em reuniões com moradores desta localidade, eu firmei o compromisso de trabalhar e resolver os problemas. E é com esse intuito que a gente vem, ao longo dos poucos mais de três anos de gestão, entregando obras que mudam e vão mudar a realidade de vida da nossa gente”, enfatizou Albino. No Santo Antônio, as ruas beneficiadas são:

- Rua das Araras;
- Rua Bem-te-vi;
- Rua Colobri;
- Rua dos Ferroviários;
- Rua Jaçanã;
- Rua João de Andrade;
- Rua Maracanã;
- Rua dos Pombos;
- Rua Projetada A;
- Rua Projetada B;
- Rua Projetada C;
- Rua Projetada D (trecho).

Texto: Allan Gustavo
Fotos: Jancley Gomes/Vinicius Vilela

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