segunda-feira, 31 de outubro de 2022

LITERATURA / Cepe Editora entre os finalistas do Prêmio Jabuti

Natureza: a arte de plantar concorre na categoria Crônica e Memorial de grandes ausências em Ciências Humanas

Aluízio Falcão
Dois livros lançados pela Cepe Editora estão entre os 10 finalistas da 64ª edição do Prêmio Jabuti, o mais tradicional prêmio literário do Brasil. Os nomes foram anunciados nesta terça-feira (25). A editora concorre com Natureza: a arte de plantar (Selo Pernambuco), de Leonardo Fróes, na categoria Crônica, e Memorial de grandes ausências, de Aluízio Falcão, na categoria Ciências Humanas. O Jabuti deste ano bateu recorde de inscrições, registrando 4.290 livros, um aumento de 25% em relação a 2021.

“Estamos muito contentes com a presença de dois livros da Cepe Editora entre os finalistas do Prêmio Jabuti”, afirmou o editor Diogo Guedes. De acordo com ele, a obra finalista na categoria Crônica tem o olhar poético e político de Leonardo Fróes “para as plantas, ecossistemas e bichos (e humanos também, indiretamente)”, enquanto o finalista em Ciência Humanas, “traz a escrita saborosa de Aluízio Falcão para personalidades injustamente esquecidas (ou não reconhecidas devidamente), fazendo da memória, ainda que do ponto de vista pessoal, um espaço de disputa e reconstrução”.

Leonardo Fróes
Natureza, a arte de plantar reúne crônicas escritas por Fróes entre os anos 1970 e 1980 publicadas no Jornal do Brasil e no Jornal da Tarde. Poeta, tradutor e crítico de arte, ele largou tudo em 1971 para se dedicar à jardinagem e ao estudo das principais descobertas da zoologia e da botânica. Sob a ótica de quem se transformou em naturalista e desbravador, Fróes trata desde simples instruções para a criação de plantas nas cidades a reflexões sobre a relação do homem com a natureza.

Já Aluízio Falcão, jornalista e escritor, percorre em seu livro a história de 15 grandes talentos e personalidades que em vida foram incompreendidos ou quase invisíveis, anônimos. Entre eles, o pintor holandês Van Gogh (1853-1890), que em vida conseguiu vender um único quadro, e o poeta paraibano Augusto dos Anjos (1884-1914), considerado o mais sombrio e um dos mais originais poetas brasileiros. “A ideia do memorial veio à cabeça quando assisti um ótimo filme sobre Van Gogh”, revelou.

Falcão tem quatro livros publicados pela Cepe Editora. Além de Memorial de grandes ausências, ele lançou Contos da era da canções e outros escritos, Pernambucanos mortais e imortais: Trinta perfis e outras palavras e o recente, lançado no último dia 20 de outubro, As guerreiras da esperança: 20 perfis de grandes mulheres.

A Câmara Brasileira do Livro, organizadora do prêmio, anunciará no dia 8 de novembro os cinco finalistas por categoria. Os vencedores serão conhecidos no dia 24 de novembro em cerimônia que acontecerá no Theatro Municipal de São Paulo.

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