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quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

MEIO AMBIENTE / Prefeitura de Recife intensifica arborização. Bom para todos!

Prefeito Geraldo Julio e secretário José Neves plantaram mais de 11 mil árvores em 2019


A secretaria de Meio Ambiente da Cidade do Recife irá plantar 33 mudas de árvores no Hospital da Mulher. A iniciativa visa anular o impacto causado pelas emissões de gases de efeito estufa liberados pela unidade hospitalar. Os dados foram calculados em um workshop sobre eficiência energética. 

Ponto para o secretário José Neves, que além de cumprir bem sua função, serve de exemplo para outros gestores, inclusive outras prefeituras, que devem ter esta preocupação com o Meio Ambiente.

Enquanto isso em Garanhuns, é notória a desarborização que se percebe sem dificuldade na periferia e no bairro de Heliópolis.

Não adianta só ficar reclamando do calor se não estamos realizando políticas públicas que ajudem o Meio Ambiente a se recompor. Por isto a iniciativa da Secretaria de Meio Ambiente dá um norte a tantos outros gestores.

Querem mais? Recentemente a capital passou por uma "Maratona Verde", quando foram plantadas 3.720 novas árvores em três dias. Ao longo de 2019, foram mais de 11.000. Tudo isso com a participação popular. Belo exemplo de gestão em Meio Ambiente do prefeito Geraldo Júlio e o secretário José Neves.

Olha esta reportagem da Folha de Pernambuco:

FolhaPE

PCR aumenta a arborização urbana em mais de 11 mil árvores em 2019

Planejamento e participação ativa da população contribuem para a melhoria da cidade, ampliação das áreas verdes e resiliência às mudanças climáticas

OBSESSÃO / Peça de roteirista da Globo será encenada em Garanhuns



A premiada comédia, escrita pela roteirista de Tapas e Beijos, Carla Faour, e dirigida pelo também roteirista do Zorra, Henrique Tavares, conta a história de duas amigas rivais e suas obsessões uma pela outra. Esta divertida história foi recorde de bilheteria nos dois anos em que participou do Janeiro de Grandes Espetáculos, e retorna à grade do festival para garantir boas risadas a todos que forem assistir.

RELEASE

Trata-se de um espetáculo teatral, com texto de Carla Faour, jovem dramaturga, roteirista da rede Globo (Entre Tapas & Beijos) e atriz carioca. A direção é de Henrique Tavares, também ator, dramaturgo e diretor de vários programas (Amor & Sexo). “Obsessão” fala sobre a amizade e rivalidade entre duas mulheres, ao longo de toda uma vida. A história das amigas Lívia e Marina é apenas o ponto de partida para investigar os universos feminino e amoroso, em suas nuances contemporâneas, que também apontam para o que há de imutável nestes âmbitos. 

Com olhar crítico e poético, aliado a um humor irônico, o narrador é o mestre de cerimônias que conduz o público pela saga dessas duas mulheres. Contada de maneira original, subverte a ordem cronológica e tem um final surpreendente.

FICHA TÉCNICA

Texto: Carla Faour
Direção: Henrique Tavares
Elenco: Simone Figueiredo, Nilza Lisboa, Paulo de Pontes, Diógenes D. Lima e Tarcísio Viera
Cenotécnica: Kátia Virgínia
Execução de Luz: João Nascimento
Execução de Som: Júnior Melo
Maquiagem: Fernando Uchoa
Programação Visual: Mais Programação Visual
Produção Executiva: Mecane (Dado Sodi e Júnior Melo)


RESSOCIALIZAÇÃO / Carlinhos Bala leva seu time ao Agreste para jogar com reeducandos

Partida na Penitenciária de Canhotinho faz parte de projeto de ressocialização pelo esporte


Uma tarde que deve significar muito na vida de apenados do regime semi-aberto do estado de Pernambuco, pois o ex-atacante Carlinhos Bala, um dos mais vitoriosos com as camisas dos três grandes clubes do estado (Santa Cruz, Sport e Náutico) estará com sua equipe, Balax, jogando contra a seleção do Centro de Ressocialização do Agreste, em Canhotinho, nesta sexta-feira (31/01), em uma partida muito esperada pelos reeducandos e pelos que fazem o sistema penitenciário naquela Unidade Prisional. A participação do Balax é voluntária e solidária.

O projeto de ressocialização através do esporte foi idealizado e coordenado pelo diretor do CRA-Canhotinho, o Policial Penal Marcos Braga, experiente profissional, faixa preta em judô, que desenvolve também projetos sociais com crianças do município. "Nas atividades da penitenciária, contamos com o apoio da Secretaria de Ressocialização do Estado, também do grupo profissional da unidade e tantos amigos que acreditam em ações deste tipo, a exemplo do Carlinhos Bala e outros atletas que estarão conosco neste grande momento" - Afirmou Braga. Outro ex-atleta profissional que também já confirmou presença foi o atacante Betinho, com passagem vencedora pelo Náutico.

Carlinhos Bala tem títulos pelo trio de ferro da capital. Com o Santa Cruz foi tri-campeão pernambucano e conquistou acessos, inclusive à Série A nacional. Pelo Sport Recife conquistou a Copa do Brasil em 2005. "Estar perto de um ídolo, ouvir seus conselhos, e poder compartilhar com ele bons momentos tem um impacto positivo direto nestas pessoas, que estarão retornando para casa em pouco tempo. Só temos a agradecer a solidariedade do Carlinhos e seus amigos" - Afirma Marcos Braga, que vai apitar a partida. Técnico agrícola, Braga e Carlinhos Bala vão mostrar a força do campo, cada um à sua maneira.

CRA-Canhotinho: O Centro de Ressocialização do Agreste conta com pouco mais de mil reeducandos. O perfil da Unidade Prisional é rural, por isto os detentos do regime semi-aberto contam com atividades laborterápicas em agricultura, pecuária, suinocultura, piscicultura, caprinocultura, etc. 

Crônica de João Capiberibe - Observações de 2008

Caldeirão de Jureminha x Transposição do São Francisco
João Capiberibe


Domingo, 05 de maio de 2008.

"Manoel e Núbia nos apanharam no hotel às oito da manhã. Embarcamos para um reencontro com projetos do passado numa imersão no tempo em que a militância política se exercia com paixão, perseguindo a utopia.
 
Puxa! 

Quantas indagações? Estaria funcionando a casa de farinha de Angelim? E a de Lajedo? E o Caldeirão de Jureminha? Deu certo? Será que tem água? E os camponeses pobres da comunidade do Jenipapo? Melhoraram de vida?

A memória insegura, embaçada pela névoa do tempo, buscava encurtar a distância entre passado e presente. Tateando, levou-me aos primeiros meses de 1979, quando eu, Janete e os três filhos pequenos, vivíamos em Maputo, dedicados por inteiro a ajudar na reconstrução de Moçambique, destroçado por uma trágica guerra de libertação contra o colonialismo português. 

Um belo dia o telefone tocou, era Mara, anunciando a presença no país, de um ícone da política de nossa geração. Em seguida convida a mim e Janete para jantar em sua casa. Mara, mulher guerreira, acostumada a receber insubmissos de vários quadrantes, brindou-nos com um jantar privilegiado, no cardápio, palestra com uma das figuras mais importante da esquerda brasileira, o ex governador de Pernambuco, Miguel Arraes. 

Quando o mestre começou a falar, fez-se um silêncio profundo. Apesar dos longos anos de exílio, descreveu a conjuntura política como se tivesse acabado de chegar do Brasil, foi ao passado como testemunha ocular da história e projetou o futuro nos convocando para iniciarmos a caminhada de volta. Antes de Arraes concluir sua fala, emocionado, cochichei com Janete: - vamos morar em Pernambuco, vamos trabalhar com Arraes. 

Dito e feito, promulgada a Lei da Anistia em agosto de 1979, seis meses depois nos instalamos em Olinda. Fui trabalhar no CENES (Centro de Estudos e Realizações Sociais), ONG criada por ele, coordenada por Mara, dedicada a apoiar projetos voltados aos trabalhadores rurais de Pernambuco.
 
Com o economista francês Philippe Lamy, então marido de Mara, percorri a Zona da Mata e o Agreste pernambucano fazendo contato com pessoas da relação de Dr. Arraes. Assim o chamo, pois era assim que o povo o chamava. Dessas andanças, das preocupações e das longas conversas com ele, surgiu nosso primeiro projeto, que buscava aproximar os moradores de Ponte dos Carvalhos, bairro periférico, da cidade do Cabo, no litoral sul, com camponeses dos municípios de Lajedo e Angelim. Colocamos tudo no papel, com começo, meio e fim. Despachamos o projeto para a Europa. A resposta veio rápida e surpreendente, aprovado integralmente, seria financiado por uma ONG holandesa chamada NOVIB.
 
Mãos a obra, a começar pela construção da sede da associação comunitária de Pontes dos Carvalhos, onde, entre outras atividades, seria instalado um ateliê de costura que confeccionaria roupas a ser comercializadas pelas associações de pequenos agricultores de Angelim e de Lajedo, que por sua vez forneceriam farinha produzida pelas duas fábricas a ser construídas nessas comunidades. No projeto também constava, a construção de um açude, que demos o nome de Caldeirão de Jureminha, e um caminhão para o transporte dos produtos. No entanto, não havia previsão de recursos para mão de obra, essa deveria ser a contrapartida das comunidades envolvidas.
 
Dr. Arraes me orientou que procurasse os sindicatos de trabalhadores rurais dos dois municípios. Assim procedi, em Lajedo, as portas do sindicato me foram abertas pelo seu presidente Vilebaldo e pelo tesoureiro Osvaldo. Já em Angelim, o sindicato rural não quis conversa, tive que partir para o corpo a corpo, foi nessas andanças que bati na porta de Rui e Madalena, na comunidade do Jenipapo, distante uns cinco quilômetros de Angelim. Rui muito atencioso, ouviu minhas explicações sobre o projeto, gostou, e se dispôs a ajudar. Passado alguns dias, graças a ele, reuni na casa de Zé Tito, com um pequeno grupo de seis a sete camponeses. Daí saímos com a data marcada do primeiro mutirão para fabricação manual dos tijolos que seriam utilizados na construção da fabrica de farinha. 

Vinte e sete anos depois, eu e Janete, decidimos esticar em mais um dia nossa estadia em Olinda, onde participávamos de um congresso de parteiras tradicionais, para rever nossos velhos parceiros, e saber como a democracia os havia tratado ao longo desses tantos anos. 

Com Núbia na direção, entramos no ramal de terra batida que leva à comunidade de Jureminha, quinhentos metros depois, achamos o que procurávamos, o Caldeirão, cheinho de água, do jeitinho que havíamos deixado há vinte e sete anos. Estávamos relembrando os detalhes de como quebramos as pedras para aprofundar a bacia do açude, se manual ou com explosivos, quando Seu Manoel, 64 anos, montado em uma bicicleta vermelha, aproximou-se. E foi entrando na conversa:
 
- Vixe! Eu estou lembrando de vocês. Claro! Foram vocês que andaram por aqui. Rindo muito, de puro contentamento, foi contando o que aconteceu na nossa prolongada ausência. Perguntei-lhe se o açude se mantinha com água na época seca.
 
- Isso é uma dádiva de Deus para nossa comunidade, quando seca tudo, é daí que todo mundo tira para muitas serventias. 
 
Suas palavras me emocionaram, fiquei feliz em poder comprovar a eficiência de uma solução local, de grande simplicidade e baixíssimo custo.
 

Fiquei imaginando, quantos lajedos de pedra existirão espalhados por esse sertão nordestino? Quantos desses podem ser transformados em açudes? Que pena que em nosso país, coisas simples, eficazes e baratas como o Caldeirão de Jureminha, fiquem absolutamente ignoradas enquanto projetos de bilhões, como a transposição das águas do São Francisco, prevaleçam, mesmo cheios de dúvidas.
 
Será que vai dar certo? O Velho Chico vai agüentar essa sangria? Impossível responder.


Como era domingo e queríamos ver a fabrica de farinha na comunidade de Salgadinho, Seu Manoel se adiantou para buscar a chave, quando chegamos lá, ele já se encontrava na porta dando as boas vindas:
 
-Vamos entrem! Venha ver, aqui tudo funciona. Dito isso, tratou de ligar, uma por uma, as maquinas usadas na fabricação da farinha. Em seguida apontou para a borda de um dos fornos. - Foi ali que Dr. Arraes sentou e ficou ouvindo a conversa cumprida de Vilebaldo e de Valdemar no dia da inauguração.


Depois da alegria de ver tudo funcionando em Lajedo, fomos para Angelim, onde também encontramos a fabrica de farinha no mesmo lugar, como antes. Não pudemos visitá-la por ser domingo e pela surpresa da visita não foi possível localizar a chave. No entanto, fomos informados que continuava funcionando normalmente. Aproveitamos para abraçar seus construtores, encontramos com Rui e Madalena, Zé Posidônio, Zé Tito, João Ferreira, os primeiros a embarcar naquela marcante aventura humana, e que passado tantos anos nos receberam sorridentes, e de braços abertos. 

Para nossa maior satisfação, constatamos que o fantasma da fome já não ronda a comunidade, que todos vivem infinitamente melhor do que viviam naqueles tempos.


*João Capiberibe, ex-prefeito, ex-governador, ex-senador. vice-presidente nacional do PSB.

Ex-senador João Capiberibe em Garanhuns


Fazendo mais uma visita a Garanhuns, Lajedo e Angelim para rever amigos e a nossa região, o ex-prefeito do Macapá, ex-governador do Amapá e ex-senador da república (2011-2019), João Alberto Capiberibe (PSB), estará por aqui nesta quinta-feira (30), matando saudades e colocando a conversa em dia. 

Quem está ciceroneando João Capiberibe são seus amigos de longas datas Manoel e Samuel Salgado, com os quais temos conversado nos últimos dias, e agendado um encontro informal e aberto com amigos da imprensa.

Nesta quinta, às 14h30, no escritório político do deputado Sivaldo Albino, vamos tomar um café e conhecer mais da história e do pensamento político de João, que além da experiência em gestão, foi um perseguido político durante a ditadura e tem uma visão crítica dos dias atuais.

Garanhuns tem uma ligação direta com o Amapá, além do senador Randolph Rodrigues, nascido aqui, temos também muitos amigos e parentes naquelas terras do Norte. 

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