GOVERNO DO ESTADO

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

SIVALDO ALBINO E PEDRO VELOSO SÃO DIPLOMADOS EM GARANHUNS

Solenidade restrita a convidados aconteceu nesta quinta-feira (17), no auditório da AESGA






O juiz da 56ª Zona Eleitoral, Dr. Márcio Bastos de Sá Barreto, presidiu nesta tarde de quinta-feira (17) a solenidade de diplomação de eleitos e suplentes em Garanhuns, Agreste do estado, referente à eleição ocorrida em 15 de novembro, da qual saíram vitoriosos para assumirem o executivo municipal, Sivaldo Rodrigues Albino (Prefeito-PSB) e Pedro Henrique de Lima Velôso (Vice-prefeito-PT). A partir da próxima legislatura, o município passa a contar com 17 vereadores na Casa Raimundo de Moraes.

O evento foi limitado ao público, por decisão da justiça eleitoral, para evitar aglomerações, contou com os protocolos sanitários da pandemia do Covid-19 e foi bastante objetivo.

Em seu discurso, Sivaldo Albino fez agradecimentos e falou de compromissos e relações de governo com instituições públicas e privadas, de todas as instâncias da sociedade. "Vamos juntos cuidar de Garanhuns, inclusive com vereadores da base e oposicionistas, pois é importante o contraditório. Temos uma ótima oportunidade. Enquanto prefeito, estaremos abertos ao diálogo. Vamos formar parcerias, a exemplo do legislativo e judiciário, que têm papeis muito importantes para a sociedade." - Afirmou o futuro gestor municipal.

"Nosso desafio é grande. A pandemia ainda vai afetar diretamente a gestão pública em todos os lugares, não apenas em Garanhuns, mas estamos prontos para este desafio e vamos dar respostas concretas e objetivas. O momento agora é de inovação e mudança, e somos representantes da vontade popular. O bem maior será sempre para o povo e nossa cidade, vamos juntos, unidos, para que possamos corresponder às expectativas do povo de nossa cidade", registrou Albino, encerrando seu discurso com uma mensagem de Natal e Ano Novo, de esperança, paz, saúde e fraternidade.

Fotos: Thomas Ravelly

SEM FESTAS / Governo de Pernambuco anuncia suspensão do Carnaval 2021

Estado também prorrogou o decreto de Calamidade Pública até o final de junho do próximo ano, em razão da pandemia da Covid-19

O Governo de Pernambuco anunciou, nesta quinta-feira (17.12), a suspensão do Carnaval de 2021, em virtude da pandemia do novo coronavírus. A decisão é válida para todo o Estado e teve como base o atual momento epidemiológico e os indicadores da doença. O secretário estadual de Saúde, André Longo, destacou o peso dessa tomada de decisão, já que o evento é uma das datas mais importantes do calendário estadual.

“Essa não é uma decisão fácil, pois o Carnaval representa muito mais do que uma festa para o povo pernambucano. É fato que, até fevereiro, não teremos a maior parte da população vacinada. E, no atual contexto de pandemia, não há possibilidade de realização de um acontecimento desse porte, que mobiliza multidões e é, pela sua natureza, um momento de proximidade e aglomeração”, pontuou André Longo.

De acordo com o secretário de Saúde, Pernambuco fechou, no último sábado (05.12), a Semana Epidemiológica (SE) 50 com alta nos indicadores de solicitações de UTI e de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), o que configurou a semana como a 4ª seguida com aumento dos patamares epidemiológicos. Na SE 50, houve aumento de 2,5% nos casos de Srag suspeitos para a Covid-19, na comparação com a SE 49, e de 9,8% em relação à SE 48.

DECRETO – Ainda nesta quinta-feira, o Governo de Pernambuco publicou novo decreto prorrogando o Estado de Calamidade Pública, em razão da pandemia, até o dia 30 de junho de 2021. A validade do novo decreto é de 180 dias e começa a vigorar em 1º de janeiro de 2021. “Essa é uma medida fundamental para a condução do enfrentamento da Covid-19, inclusive nos esforços logísticos que teremos de fazer para viabilizar a vacinação, e demonstra o compromisso do Governo de Pernambuco com a saúde da população”, ressaltou André Longo.

LEITOS - Na semana passada, diante do aumento de casos do novo coronavírus, o Governo do Estado anunciou que colocaria em operação mais leitos à disposição dos pacientes suspeitos ou confirmados para a Covid-19. O plano, que beneficiará todas as quatro macrorregionais de saúde do Estado, já está sendo colocado em prática.

De acordo com a Secretaria de Saúde, até agora 151 leitos já foram abertos, sendo 50 de UTI e 101 de enfermaria na UPAE de Petrolina (10 leitos e UTI e 30 de enfermaria); no Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru (10 leitos de UTI); no Hospital Eduardo Campos, em Serra Talhada (10 vagas de UTI); na Maternidade Brites de Albuquerque, em Olinda (10 de UTI e 20 de enfermaria); no Real Hospital Português (10 leitos de UTI); além do Hospital Agamenon Magalhães (HAM), que abriu 51 leitos de enfermaria.

Durante a coletiva de imprensa, o secretário André Longo também anunciou a abertura de nove novos leitos de UTI no HAM, que vão entrar em operação ainda nesta quinta-feira. “O Governo de Pernambuco continua trabalhando incansavelmente para garantir a assistência à população, o processo de vigilância e monitoramento da doença e a chegada da vacina. Mas de nada vão adiantar todos os esforços se a população não fizer parte desta luta contra o vírus. É preciso incorporar ao cotidiano o distanciamento físico, a lavagem frequente das mãos e o uso da máscara”, ressaltou Longo.

PROFISSIONAIS DE SAÚDE – O governador Paulo Câmara autorizou a nomeação de mais 77 profissionais aprovados em concurso público para reforçar diversos serviços ligados à Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). No chamamento, publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (17.12), estão sendo convocados farmacêuticos (12), fisioterapeutas (12), fisioterapeutas respiratórios (26), fonoaudiólogos (7) e sanitaristas (20), com vagas preenchidas em todas as Gerências Regionais de Saúde (Geres), com o intuito de qualificar a assistência neste momento da pandemia do novo coronavírus.

Os 20 sanitaristas irão atuar nas sedes de todas as 12 Gerências Regionais de Saúde (Geres). Já os farmacêuticos serão lotados nas Farmácias de Pernambuco de Limoeiro (II Geres), Garanhuns (V), Salgueiro (VII), Ouricuri (IX), Afogados da Ingazeira (X) e Serra Talhada (XI). Os demais cargos irão para os hospitais Otávio de Freitas, Getúlio Vargas, Barão de Lucena e da Restauração, no Recife; e no Regional do Agreste, em Caruaru.

Para o enfrentamento à pandemia da Covid-19, o Governo de Pernambuco já nomeou 3.036 profissionais aprovados em concurso público para serviços diretamente ligados à Secretaria Estadual de Saúde. Somado esse número aos das seleções públicas e de concursados da SES-PE e do Complexo Hospitalar da UPE, são mais de 8,1 mil profissionais chamados. No momento mais crítico da pandemia, mais de 1,8 mil que estavam atuando em ambulatórios, em situações eletivas, ainda foram recrutados e passaram para a linha de frente da rede hospitalar ou para atendimento no aplicativo Atende em Casa.

“Desde o início de sua gestão, o governador Paulo Câmara sempre teve um olhar atento para intensificar a qualificação da rede estadual de saúde, com a ampliação dos recursos humanos para fortalecer a rede hospitalar do SUS. Com a pandemia da Covid-19, não foram poupados esforços para o chamamento de concursados e também a realização de seleções simplificadas para que toda a rede estivesse apta a atender as demandas desta que é a mais grave emergência da saúde pública dos últimos 100 anos”, finalizou o secretário André Longo.

CAPACIDADE - O secretário de Desenvolvimento Econômico, Bruno Schwambach, também presente à coletiva de imprensa, anunciou que a partir do próximo sábado (19.12) a capacidade dos estabelecimentos do setor de alimentação estará limitada para no máximo 300 pessoas. “Essa atividade já tem um protocolo específico estabelecido: capacidade de 70%, mas não tinha uma quantidade teto. Então, em diálogo com o setor entendemos que é necessário manter a atividade funcionando, mas também precisávamos tomar algumas medidas de controle”, justificou.

Fotos: Hélia Scheppa/SEI

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DA ASSEMBLEIA PARA ELEIÇÃO DA DIRETORIA DA UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES

 


Revista Continente: 20 anos de resistência cultural


Em dezembro de 2000, a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) lançava no mercado a revista Continente. Elegante, páginas coloridas e sempre dedicada à defesa da cultura, a Continente completa 20 anos em dezembro de 2020 como uma das revistas mais antigas em atividade no Brasil, nesse gênero. Do número zero, com capa dedicada ao artista plástico João Câmara, à edição de número 240, que aborda a resistência artística num País que desmonta sua política cultural, a Continente tem muitas histórias para contar.

“A revista é um projeto editorial importante da Cepe, uma publicação de jornalismo cultural com conteúdo e beleza”, afirma a jornalista Adriana Dória Matos, editora da Continente há 12 anos. Com 88 páginas, a publicação compartilha com os leitores assuntos contemporâneos relacionados ao campo da cultura, da arte e do comportamento, a partir de vários gêneros jornalísticos. “Adotamos um conceito amplo de cultura, incluindo fatores sociais, históricos e antropológicos, por isso trazemos para o debate questões que podem, a princípio, parecer tangenciais, como aquelas ligadas ao meio ambiente ”, explica a editora.

Se, nos primeiros anos, a Continente estava mais voltada a assuntos da produção artística e intelectual, com o passar do tempo, a publicação agregou à sua linha editorial assuntos inquietantes e que demandam engajamento, como o feminismo, o racismo, a LGBTfobia e também temas da política cultural. Algumas capas da revista trouxeram temas como a gordofobia, o suicídio, a Aids e discussões sobre o direito dos animais, a solidão, as fake news. “É uma revista que resiste às mudanças de governo nesses 20 anos e se mantém viva, isso é relevante para o Estado”, destaca a editora.

Em duas décadas, diz ela, a revista, que é custeada por uma empresa oficial de economia mista, passou por mudanças para se adaptar à realidade, sem perder a qualidade. “É imprescindível sermos elemento de motivação e de transformação, como revista de jornalismo cultural nós precisamos fazer parte do debate público”, pondera. A Continente tem investido nas artes gráficas e na criação de histórias em quadrinhos exclusivamente para a revista, além de preservar a seção para a publicação de cartuns.

Enxuta, a redação da Continente tem uma equipe composta pela editora Adriana Dória, a editora-assistente Mariana Oliveira, a editora de site e redes sociais Olívia Mindêlo, as especiais Débora Nascimento e Luciana Veras, o designer Janio Santos e o webdesigner Hugo Campos. O que alimenta e traz diversidade de conteúdos, visões de mundo e referências geográficas para a publicação é um elenco de colaboradores de diversos matizes, áreas de conhecimento e etnias. “É uma publicação cultural e reflexiva que tem grande potencial como ferramenta de educação, graças à perenidade e profundidade dos temas trazidos”, destaca Adriana Dória Matos.

ARTISTAS

Para celebrar o aniversário de 20 anos, a Continente convidou 12 artistas que vão criar pôsteres estimulados pela data festiva, sob temática livre. As obras serão encartadas nas edições de 2021, uma a cada mês, como um presente compartilhado com os leitores. No formato digital, a publicação traz a série comemorativa de vídeos Vivendo a arte, com depoimentos de diferentes artistas e agentes culturais do Brasil sobre vivências na arte e na cultura, informa a editora de site e redes sociais, Olívia Mindêlo.

A revista foi criada pelo jornalista Mario Helio Gomes de Lima, que batizou a publicação com o nome Continente e foi o primeiro editor, cargo que ocupou por dois anos e três meses. A proposta, diz ele, era fazer uma publicação “escancaradamente pernambucana, com a marca de Pernambuco, Estado cosmopolita desde sempre”, para agregar a cultura de maneira geral. O nome, explica, reflete essa diversidade e remete a um continente cultural. “O historiador Evaldo Cabral de Melo era colaborador, o jornalista e cineasta Kléber Mendonça Filho escrevia reportagens especiais e o livro História dos Sabores Pernambucanos, de Maria Lecticia Monteiro Cavalcanti, nasceu da coluna que ela assinava na Continente”, recorda Mario Helio. “Todos os colaboradores eram remunerados, esse é um mérito da Cepe desde o início, a valorização do trabalho intelectual.” A revista também teve como editores os jornalistas Homero Fonseca e Marco Polo Guimarães.

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