GOVERNO DO ESTADO DE PERNAMBUCO

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Garanhuns perde Daniel da Silva, presidente da Camara Municipal



Faleceu nesta segunda-feira (13) em Caruaru, onde estava internado se recuperando de um AVC, o vereador e presidente da Câmara Municipal, Daniel da Silva.

Amigo de longas datas, mesmo antes de ser vereador, Daniel era vocacionado para servir à população, sempre estava à disposição, e deixa um legado de ações sociais e uma legião de amigos.

Em nome de minha família, oramos para que Deus receba Daniel e conforte a sua família. À Rosana, Diego e Anita, nossos sentimentos.

Uma tristeza muito grande se abateu em Garanhuns.

TSE julga criar tipo legal do Abuso de Poder Religioso



O Tribunal Superior Eleitoral retomará em agosto julgamento que pode regular a influência das igrejas nas campanhas eleitorais. Trata-se da figura jurídica do “abuso de poder religioso”. A tese foi proposta pelo ministro Edson Fachin. Dois outros integrantes do TSE indicam concordância nos bastidores, mas Alexandre de Moraes se posicionou contra. Líderes evangélicos e a bancada parlamentar se mobilizam para impedir a aprovação.


ARTIGO / Pedro Falcão afirma que o desenvolvimento econômico de Garanhuns vem da educação



Garanhuns, uma joia no agreste pernambucano, sempre foi conhecida por seus colégios. Nossa educação atraía estudantes de várias partes do Nordeste, principalmente quando nossas casas de ensino contavam com internato. Não raro, filhos de grandes comerciantes, médicos e políticos vinham estudar em nossa cidade. 

Garanhuns também tinha uma produção rural reconhecida em todo o país, com destaque para a bacia leiteira e as fazendas de café. Já falamos sobre isto no passado, mas é sempre um tema recorrente.

Juntos ao turismo e comércio, educação e agropecuária formavam a base de nossa economia. Mas sempre nos faltou um plano estratégico de desenvolvimento, que aliás, ainda nos falta. E muitas destas atividades estagnaram.

Ao longo de décadas acabamos por relegar investimentos para aproveitar o máximo do que temos nas mãos. Um exemplo, empresas do ramo alimentício fecham as portas, transferem suas produções para outras regiões do país, e não buscamos saber os motivos para aprimorar nossa estrutura para ao menos segurar o que temos, antes de pensar em atrair novos investimentos.

No últimos anos, vimos políticos comemorarem aberturas de hipermercados e atacadões como símbolos de desenvolvimento. Não são, pelo contrário, são comércios que tiram dinheiro da região, oferecem um produto mais barato que os comerciantes locais, gerando poucos empregos para o tamanho da movimentação econômica gerada, e acabam por enviar para suas matrizes, geralmente no sul do país, os recursos que poderiam rodar nossa economia local. São bons para abastecer a população, mas não falem de desenvolvimento gerado. Muitas vezes não têm em suas prateleiras nem o que produzimos aqui. Não participam da vida social, não patrocinam, não interagem.

Este artigo foi desenvolvido também a partir de conversas com o reitor da Universidade de Pernambuco, professor Pedro Falcão, que tem batido nesta tecla nos últimos anos. A revolução econômica de Garanhuns e região vem da educação.

Pedro Falcão tem aproveitado estes dias de quarentena para, além de trabalhar muito, participar de Webinários, Debates, Lives, etc, com diversos segmentos profissionais, a maioria na área de educação mesmo. Recentemente participou de um debate sobre Covid e Saúde com o prefeito de Serra Talhada, que passou dos 10 mil acessos. Na sexta estava com estudantes. Outro dia com reitores de univesidades do país, aliás, será vice-presidente da ABRUEM, Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais.

Pedro defende que Garanhuns se reencontrou com sua história e o caminho do desenvolvimento a partir da ousadia e investimentos do ex-presidente Lula e do ex-governador Eduardo Campos. Em Pernambuco, o governador Paulo Câmara deu continuidade a este projeto exitoso. consolidando a Universidade Estadual.

Lula interiorizou a Universidade Federal Rural que agora é nossa UFAPE. Também trouxe o IFPE. Eduardo Campos interiorizou os cursos de medicina para Garanhuns e Serra Talhada, mudando a cara da nossa UPE, que passou a ser verdadeiramente de Pernambuco. Muitos outros cursos foram espalhados pelas regiões do estado, a exemplo de Psicologia em Garanhuns. Arcoverde ganhou Direito e Odontologia. A UPE chegou a Caruaru, Salgueiro, Serra...

Nesta conjuntura em Garanhuns, podemos colocar também os cursos de Direito e Engenharia na AESGA.

Com o curso de Medicina na UPE, outros cursos na área de saúde foram criados em diversas instituições. Muitas delas de bom conceito. De lá para cá, a educação ganhou novo impulso e a economia se transformou. O Polo Médico em Garanhuns ganhou com o crescimento de cursos, mão de obra capacitada... Nossa cidade transformou a imagem que tinha aos olhos até dos próprios médicos, muitos deles vindo de outras regiões para se estabelecerem aqui. A melhora na renda da população é o mais importante vetor do crescimento da construção civil, segmentos gastronômicos, diversão, comércio, etc. A renda per capita melhora à medida que se investe em educação. Isto é comprovado.

Em conversa com estudantes em uma Live esta semana, Pedro Falcão perguntava onde eles moravam e estudavam. A maioria é do interior e estuda no interior. Isto não aconteceria nos anos 70 e 80, quando exportávamos nossos jovens.

Na economia, Pedro faz uma indagação em outra Live: "Sabem quantos professores têm a UPE, o IFPE e a UFAPE? Todos eles ganhando relativamente bem, a maioria se estabelecendo em Garanhuns. Um processo contrário ao que tínhamos até a chegada destas universidades".

Segundo Pedro, um dos segmentos que podem ser melhor explorado é o de eventos segmentados, academicos e profissionais. "Agora temos o CPC do SESC e até o auditório da UPE, mas durante muito tempo ficamos sem opções para grandes seminários, convenções, simpósios... Estive em um evento em Aguas de Lindoia e prometi voltar com minha família para mostrar aquela cidade" - Afirmou o reitor.

Os eventos turísticos e culturais ganharam com isso. Passamos a ter um maior grupo intelectual, somados ao que já tínhamos e desenvolvemos nossos jovens aqui mesmo. Pedro tem a experiência de quem já foi do outro lado do mundo, na China, descobrindo que o desenvolvimento industrial vem também dos bancos das universidades. A foto que ilustra esta postagem foi lá.

A chegada de atacadões na verdade não traz desenvolvimento, é sintomática de que já temos este desenvolvimento, pois eles pesquisam se a região tem condições de absorver sua estrutura empresarial, aí conta a renda per capita e público consumidor para rodar seus negócios. A mão de obra utilizada, geralmente, é secundarista, os salários são baixos e há pouco campo de desenvolvimento profissional.

Atacadões são bons, é importante que venham, mas a revolução econômica (e cultural) vem pela educação, em todos os setores.

Posso dizer, sinceramente, que este artigo foi escrito a quatro mãos.

Valeu, meu amigo Pedro.

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