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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Paulo Câmara homenageia o escritor pernambucano Raimundo Carrero com a Medalha da Ordem do Mérito dos Guararapes

A condecoração será entregue, nesta quarta-feira, no dia em que o escritor completa 70 anos de carreira



No dia em que completa 70 anos de idade, o escritor pernambucano Raimundo Carrero receberá, das mãos do governador Paulo Câmara, nesta quarta-feira (20.12), a Medalha da Ordem do Mérito dos Guararapes, grau Comendador. A honraria representa a mais alta comenda concedida pelo Estado a pessoas físicas ou jurídicas, brasileiras ou estrangeiras, que se destacaram por méritos excepcionais ou pelos relevantes serviços prestados a Pernambuco e foi instituída pelo Decreto nº 4.891, de 20 de janeiro de 1978.

Raimundo Carrero de Barros Filho nasceu em Salgueiro, município do Sertão de Pernambuco (localizado a 513 km do Recife), no dia 20 de dezembro de 1947. Começou a escrever utilizando papéis da loja do pai. Sua primeira novela, Grande Mundo em 4 paredes, foi escrita entre 1968 e 1969 e, segundo ele, era “obra de menino”. Seu primeiro livro, A história de Bernarda Soledade: a tigre do Sertão, publicado em 1975, foi escrito quando tinha 28 anos de idade e reeditado pela editora recifense Bagaço, em 2007.

Considerado um dos maiores escritores de Pernambuco, conhecido nacional e internacionalmente, Raimundo Carrero é detentor de diversos prêmios literários: Revelação do Ano, Prêmio Oswald de Andrade, no Rio Grande do Sul, com Viagem no ventre da baleia; Prêmio José Condé, concedido pelo Governo de Pernambuco, pelo livro Sombra severa; Prêmio Lucilo Varejão, da Prefeitura do Recife, com O senhor dos sonhos; Melhor Romancista do Ano, da Associção Paulista de Críticos de Arte (1995) e Prêmio Machado de Assis (melhor romance), da Biblioteca Nacional, ambos pelo livro Somos pedras que se consomem (1995); e o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, São Paulo, com As sombrias ruínas da alma (2000).

O escritor, que trabalhou com Ariano Suassuna, é membro da Academia Pernambucana de Letras, ocupando a Cadeira número 3, e da Academia de Artes e Letras de Pernambuco, com a Cadeira número 6.

MEDALHA – A Medalha da Ordem do Mérito dos Guararapes é constituída de cinco graus (Grã-Cruz, Grande Oficial, Comendador, Oficial e Cavaleiro) em dois quadros (Efetivos e Especiais), sendo o primeiro classificado por duas categorias: Ordinária e Suplementar. A honraria remete a um importante episódio da história: a insurreição dos habitantes de Pernambuco contra o domínio holandês. Foram duas batalhas travadas, em 1648 e 1649, que colocaram em campos opostos holandeses e as forças luso-brasileiras no Monte dos Guararapes (Jaboatão dos Guararapes). A Batalha dos Guararapes é considerada pelos historiadores como sendo o marco da construção da identidade brasileira porque uniu, contra o holandês invasor, negros, índios e brancos.

MENSAGEM DE NATAL DO COLÉGIO SANTA JOANA D'ARC

A FAMÍLIA JOANA D'ARC DESEJA A TODOS UM FELIZ NATAL 
E UM ANO NOVO CHEIO DE LUZ, PAZ E PROSPERIDADE!

QUE NESTE NATAL AS BÊNÇÃOS DO SENHOR JESUS 
ESTEJAM PRESENTES NA VIDA DE CADA FAMÍLIA!


Governo garante R$ 611 milhões para obras de água e esgoto no Estado, incluindo Garanhuns!

Dos 50 projetos apresentados pelo governador Paulo Câmara ao Ministério das Cidades, 9 foram selecionados e mais 10 estão em vias de aprovação



O Ministério das Cidades divulgou o resultado da seleção das Cartas-Consulta para obras de saneamento em todo o País por meio do Programa Avançar Saneamento – Seleção 2017. Dos 50 projetos apresentados pelo Governo Paulo Câmara, 19 estão prestes a ser contratados. Nove obras foram selecionadas para serem financiados ao Governo de Pernambuco, com recursos estimados em R$ 611 milhões. Outras 10 obras estão sendo analisadas pela Caixa Econômica Federal e deverão ser financiadas diretamente à Compesa, num valor de R$ 383 milhões. Quando todos forem contratados, o governador Paulo Câmara pretende realizar quase R$ 1 bilhão em novas obras de saneamento.

Diante da carência de recursos do Orçamento Geral da União, Pernambuco decidiu acessar uma das poucas fontes de recursos que ainda estão disponíveis, tomando empréstimo do FGTS através do Governo do Estado e da própria Compesa. “A prioridade à área de saneamento e a nossa capacidade de gerar projetos para captar recursos estão permitindo que o Estado capte 50% do que foi apresentado, índice considerado muito bom, principalmente nos dias atuais”, argumentou o governador Paulo Câmara.

“Estivemos acompanhando o governador Paulo na audiência com o ministro Alexandre Baldy (Cidades) e ouvimos dele que os recursos do Orçamento da União estão escassos, restando a alternativa de tomar financiamento do FGTS. Pernambuco fez o dever de casa e tem capacidade de endividamento para investir numa das maiores prioridades do governador, que é o Saneamento Básico”, afirmou o presidente da Compesa, Roberto Tavares.

As cidades beneficiadas nessa seleção, que serão financiadas ao Governo do Estado, são: Arcoverde, Camaragibe, Custódia, Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes, Moreno e São Lourenço da Mata. Na lista das cidades cujo financiamento será feito diretamente à Compesa, estão: Recife, Petrolina, Caetés, Capoeiras, Garanhuns, Gravatá, Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Jataúba, Taquaritinga do Norte, Vertentes, Frei Miguelinho, Santa Maria do Cambucá e Vertente do Lério.

Além das ações propostas pelo Governo de Pernambuco e pela Compesa, oito ações para contratação de Planos de Saneamento, solicitados por prefeituras, também foram selecionadas. A partir dessa seleção, o Governo de Pernambuco tem o prazo até o próximo dia 29/12 para apresentar a documentação exigida para a obtenção do financiamento. A expectativa da Compesa é que os recursos sejam garantidos até março do próximo ano, quando deverão ser assinados os contratos. Os projetos que não foram selecionados em 2017, serão reapresentados em novo processo seletivo, que deverá acontecer também em março de 2018.

MEMÓRIA - Cláudio Gonçalves entrevistou Luzinette Laporte. Republicamos em sua homenagem!

Vou resgatar uma entrevista de sete anos atrás, quando o escritor e historiador Cláudio Gonçalves nos brindava com entrevistas culturais. Chamamos o espaço de FALAÊ! No dia 08 de maio de 2010, Cláudio conversava com Luzinete Laporte, falecida na noite desta segunda-feira (18/12/2017).

Em sua homenagem por tudo que representa para as letras, republicamos este encontro que agora fica para os anais da história!


O FALAÊ - O nosso BATE BAPO CULTURAL deste sábado teve um encontro emocionante com uma das mais talentosas cronistas e escritora da Suíça Pernambuca, Luzinette Laporte. Pernambucana de Catende, mas garanhuense de coração, Luzinette Laporte, tem uma história de vida dedicada à educação e a literatura. Autora de cinco livros, com grande repercussão no Sudeste e no Sul do País, Luzinette continua escrevendo crônicas para a Bluenet e esporadicamente em alguns jornais da cidade. Luzinette Laporte é um símbolo da nossa cultura literária, que sem as suas crônicas faltariam o glamour e principalmente o registro de paisagens e personagens que se perpetuaram na memória de Garanhuns.

FALAÊ- Quando a literatura passou a fazer parte da vida de Luzinette Laporte?

Luzinette Laporte – Os meus familiares sempre gostaram da leitura, os meus pais e avós tinham vários livros em casa e eu adorava ouvir e ler histórias, eu tinha fome e sede de leitura, não tinha preferências por autores, minha avó era descendente de franceses e na minha casa havia vários livros, revistas e jornais em francês, o que foi um estímulo para eu aprender a língua daquela nação. E toda essa vontade de ler me fez conhecer várias culturas e autores. Em Catende havia uma biblioteca com vários volumes e era o meu lugar preferido. Resumindo, a literatura começou a fazer parte da minha vida desde criança pelo estímulo dos meus pais.

FALAÊ – Como foi o seu início na literatura?

Luzinette Laporte – Além de gostar de ler, desde criança eu gostava de escrever e a oportunidade surgiu quando fui convidada para escrever no jornal do Colégio Santa Sofia, depois já atuando como professora escrevi para o jornal da escola das irmãs Mercedárias, onde atuava como professora e acabei sendo convidada para escrever para o Jornal O Monitor, o qual passei longos anos escrevendo minhas crônicas. Acredito que eu e meu saudoso amigo Ulisses Pinto, fomos os colunistas que mais escreveram para aquele periódico.

FALAÊ – Como a senhora pode descrever a emoção de ver sua primeira obra A Menina que Falava com as Coisas sendo publicada?

Luzinette Laporte – Indescritível, é uma alegria ao ver que um sonho foi realizado, não é um sentimento de vaidade, de atrair a admiração ou receber homenagens, mas uma alegria poder dar vida aos personagens e ver as crianças, jovens e adultos lendo e quem sabe se inspirando nas histórias para mais tarde também estarem escrevendo suas próprias histórias.

FALAÊ – São cinco livros publicados dois deles pela editora Vozes, A Menina que Falava com as Coisas e Um Amor de Mulher, com grande repercussão no Sudeste e no Sul do País, Os Caminhos de Isabel, O Homem com Girassóis no Olhar que recebeu o prêmio Vânia Souto de Carvalho da Academia Pernambucana de Letras e o mais recente Limiar. Luzinette Laporte ainda tem metas a alcançar?

Luzinette Laporte – Todos nós que escrevemos temos sempre metas, quem ama e vive a literatura, dorme e acorda com novas histórias, as vezes não planejamos uma nova obra, mas a inspiração de repente surge e essa passa a ser a nova meta a alcançar .

FALAÊ – Crônicas, romances, poesias, fábulas. Qual o gênero literário que a senhora mais gosta mais de escrever?

Luzinette Laporte – Me sinto muito a vontade escrevendo crônicas, os outros gêneros escrevo, os narrativos também fazem parte da minha obra, mas é um trabalho que envolve bastante o emocional, ocorrendo as vezes o envolvimento emocional e psicológico do autor com o personagem.

FALAÊ - Pode nos falar um pouco do seu recente livro Limar?

Luzinette Laporte – O livro Limiar relata a história de uma mulher com uma grave doença, que anseia desesperadamente pela morte. Em seu estado de conflito e depressão, já não tem mais vontade e forças para viver, está no limiar do suicídio ou da eutanásia, num profundo abalo da sua fé e da sua relação com Deus.

FALAÊ – Como à senhora avalia a Literatura em Garanhuns?

Luzinette Laporte – Bastante promissora. Tenho lido os trabalhos escritos por nossos escritores e suas obras são criativas e enriquecedoras, cada um com suas peculiaridades, mas que me agrada muito os estilos e a própria leitura. Não quero aqui citar nomes, para que não cometa a injustiça de esquecer alguns desses escritores.

FALAÊ – Alguns jornalistas e leitores comparam seus textos literários com o estilo introspectivo e existencial de Clarice Lispector. A semelhança estaria no estilo literário ou apenas em ser poliglota e cronista?

Luzinette Laporte – Muitos já fizeram essa comparação (Risos), tenho admiração pelas obras e vida de Clarisse Lispector, de família judia que veio para Maceió fugindo da perseguição dos nazistas, já li os seus livros e biografia, mas o meu estilo é empírico, escrevo desde criança, e apesar de ter lido vários autores e admirar seus estilos, não escrevia dentro de uma estrutura textual, então não tinha como escrever no estilo desses autores. Acho que a semelhança estar em falar outros idiomas, escrever crônicas e o amor a literatura.

FALAÊ – Educadora , Ex-Secretaria de Educação do Município de Garanhuns e Ex-Diretora da antiga DERE (Departamento Regional de Educação. Como deveria ser feito um trabalho de incentivo a leitura não apenas no nosso município, mas no Agreste Meridional?

Luzinette Laporte- A literatura tem que ser plantada na infância, essa é minha grande preocupação, tive um lar onde a leitura fazia parte da rotina da família, os pais devem fazer esse contato das crianças com os livros,. Tenho conhecimento do trabalho feito nesse sentido pelo Sesc e pela Biblioteca Ler é Preciso, instalada no Centro Cultural, já é um pedagogicamente edificante, não tem muitas informações sobre esse trabalho nos demais municípios, mas acredito que realizam também esse trabalho. Eu apenas sugeria a criação dos centros de leitura nos bairros, o que viria a trazer mais cultura, conhecimento e entretenimento ao nosso povo.

FALAÊ- Em breve teremos uma nova publicação de Luzinette Laporte?

Luzinette Laporte – Pretendo lançar um livro reunindo as crônicas que escrevi nos jornais da cidade e reeditar alguns livros.

FALAÊ- Uma mensagem de Luzinette Laporte para os seus leitores , amigos e admiradores?

Luzinette Laporte – Leiam sempre. Leiam tudo que há na nossa literatura Os livros são mundos a ser explorados e a maiores riquezas que você vai encontrar é o conhecimento e a cultura que vai lhe tornar um ser sensível e melhor.
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Comentário do entrevistador: Luzinette Laporte vai além do seu talento, já tive a oportunidade de visitá-la em sua casa em outras ocasiões, mas o que me impressiona é a sua simplicidade e amabilidade em receber os amigos e admiradores. Luzinette é como os seus livros, a gente sempre quer ler infinitas vezes. Obrigado por esse momento inesquecível.  (Claudio Gonçalves de Lima)

Para ver algumas crônicas da nossa entrevistada acesse:
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Publicado originalmente em 08/05/2010.

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