GOVERNO DO ESTADO DE PERNAMBUCO

segunda-feira, 20 de julho de 2020

SETE DE SETEMBRO ESPORTE CLUBE DIVULGA EDITAL


MP vai analisar doações de terrenos da prefeitura



Partidos de oposição em Garanhuns acionaram o Ministério Público para analisar as irregularidades das doações dos terrenos em ano eleitoral que estão sendo feitas pela prefeitura.

O promotor de justiça dr. Domingos Sávio já notificou o prefeito, a procuradoria e a Câmara Municipal para se pronunciarem.

No pedido, PDT e PSB apontam as irregularidades das doações em ano eleitoral.

OPINIÃO DO LEITOR / Pandemia e falta de empatia: fogo e gasolina?

 

ARTIGO 

"Nunca na História moderna vivemos um momento tão crítico e desolador. Desde a epidemia de Peste Espanhola, no começo do século XXI, o mundo não sofria com a disseminação de um vírus tão letal, rápido e ainda tão pouco conhecido. Mas o que mudou na humanidade em um século? Porque em um mundo globalizado, onde a informação é de fácil acesso e se propaga instantaneamente, estamos tendo tanta dificuldade em conter e minimizar os danos causados pelo novo coronavírus? 

Eu me arrisco a dizer que o combustível para a falta de um controle mais eficaz do vírus consiste no fato de o ser humano estar caminhando cada vez mais para o lado oposto do que chamamos e conhecemos por empatia. 

No dia 12 de Março deste ano tivemos a primeira morte por Covid-19 confirmada no Brasil. Tão logo a população tratou de estocar produtos como álcool em gel e papel higiênico. 

Porém, pouco mais de quatro meses depois, com mais de 77 mil mortos e uma média de 1.068 mortes por dia (Fonte: Uol), a população parece ter normalizado e banalizado a morte e a pandemia. Os SETENTA E SETE MIL MORTOS viraram apenas um número. Mas são 77 mil famílias em luto. O Brasil agora é o segundo país em casos do novo vírus, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Ah, e convém lembrar que estamos sem um Ministro da Saúde até o momento. Temos um interino que não é da área da saúde e já demonstrou não saber o que faz. E justamente nesse momento, a maior parte dos municípios estão determinados a abrir comércios, academias, locais de uso público, etc. 

Agora, vamos falar sobre nossa realidade: Garanhuns. 

Garanhuns não foge à regra. Em 27 de Junho tínhamos 409 casos confirmados e 30 óbitos (Fonte: Sec. Municipal de Saúde). Hoje, 20 de Julho, a nossa cidade contabiliza 604 casos confirmados. Um aumento de 195 casos em apenas três semanas. O número de óbitos subiu para 39. E sabemos que ainda existem casos não notificados, de pessoas que são assintomáticas, tiveram sintomas, mas não foram testadas etc. Esse número deve ser bem maior. E diante desse cenário, qual foi a atitude tomada? Reabrir tudo. 

Ora, se com um isolamento não obrigatório as pessoas estavam a perambular pelas ruas, muitas vezes em grupo e sem máscara, ou quando com máscara, muitas vezes usadas no queixo ou com o nariz de fora, como será a partir de agora, com tudo reaberto e a sensação de liberdade e normalidade se tornar ainda mais acentuada? A resposta é simples: o caos. 

Na minha opinião, Izaías Régis sempre foi um prefeito exemplar. Um homem nada acomodado, que sempre defendeu Garanhuns e tem feito uma ótima gestão. Seu empenho em fazer Garanhuns brilhar e ser uma cidade melhor é admirável. Mas o que se passou na cabeça dele para aderir à essa flexibilização? 

Senhor prefeito, eu adoraria ver a energia com a qual você governa e defende nossa cidade empregada com a mesma intensidade para encontrar uma solução para essa questão. Reabrir não foi a melhor. O momento não é oportuno. Sabemos que a desobediência será enorme. 

A situação é, de fato, muito complexa. Há uma preocupação grande com a economia das cidades e do país, o que é bastante plausível. Todavia, de que serve um comércio aberto com uma população exposta ao risco? Há consumo e economia sem pessoas? O bem mais valioso não deveria ser a vida, assim como rege o Direito brasileiro? Insisto: entendo a necessidade da retomada das atividades, mas as autoridades estão pensando no preço que iremos pagar por isso? 

As consequências serão devastadoras. Temos exemplos no mundo inteiro de locais que resolveram reabrir e em pouco tempo decretar isolamento de novo, por conta do aumento de casos. Então que caminho seguir? É uma resposta difícil. Não há consenso ainda. A Organização Mundial de Saúde não recomenda tal atitude. Economistas liberais defendem. Parte da população quer, outra sequer sairá de suas casas. 

E que perfil de cidadão é esse que deseja que tudo volte ao normal? Exatamente aquele que não consegue exercitar sua empatia, sua compaixão. O brasileiro de uma forma geral nunca pensa nele como sendo parte de um todo, de um coletivo. Há muito egoísmo. Essas pessoas são as mesmas que usam a máscara no queixo, que não respeitam as faixas de distanciamento nas filas, que se informam por whatsapp, que acreditam que o Presidente do país é a autoridade competente para gerir a pandemia, inclusive RECEITANDO medicação sem nenhuma eficácia comprovada ainda pela classe médica e científica. 

Então, o que fazemos nós, que estamos respeitando o isolamento? Não se trata aqui de "ah, cada um faz o que quer". Não é assim que essa banda toca. O cidadão que optar por ir às ruas, por falta de empatia ou até mesmo por não suportar mais ficar confinado, não parou para pensar que não coloca em risco apenas a vida dele, mas também de toda a população? O cidadão que diz que "cada um age como quer" precisa entender que essa situação é como o trânsito de uma cidade. Se você avançar o sinal vermelho provavelmente irá causar um acidente e machucar alguém que estava respeitando a lei.

Bom, ficam a reflexão e os questionamentos. O texto é tomado sim por interrogações, uma vez que ainda não temos respostas para tudo e estamos um pouco longe de algo que combata o vírus. Mas um coisa já foi comprovada: o isolamento, a quarentena, funciona. 

Não se informem por mensagens de Whatsapp ou matérias sem fonte confiável. Respeitem o distanciamento. Usem a máscara de forma correta. Lavem bem as mãos. Pensem como parte da coletividade e não apenas em si. Esse, até o momento, é o meio que tem nos mantido ainda sadios e vivos. 

Ouçam as autoridades da saúde. Esqueçam as opiniões infundadas e irresponsáveis de políticos que não sabem (ou bem sabem) o mal que estão fazendo (leia-se Jair Bolsonaro).

Fica meu apelo, minha reflexão."

NOTA DO BLOG: O leitor que assina este artigo optou por não se identificar.

AGORA COMIGO: Números da Covid em sua região

Embora alguns digam que os números da pandemia no Brasil já dão sinais positivos, a realidade não é bem assim, não há uma regularidade nas regiões do país. Temos estados em queda de infecção e mortes, outros que estabilizaram e muitos ainda em curva crescente, e por isto o Brasil ainda bate recordes. Até dentro dos estados, as regiões mostram discrepâncias. Ao analisar os números, não olhem os dados nacionais, procurem do seu município e da sua região. 

BRC.blog.br

PSB PODE LIDERAR NOVO PROJETO DE PARTIDO UNINDO LIDERANÇAS DA ESQUERDA

Flávio Dino (PCdoB) e Carlos Siqueira, presidente nacional do PSB


O Jornal O Globo traz uma informação importante para o mundo da política nacional, a criação de um novo partido de esquerda, com inspiração no antigo MDB.

Em uma época de polarização e radicalismo entre direita e esquerda, o futuro pode vir do equilíbrio, longe desta direita que se mostrou autoritária e sem projeto de país, e também longe do Centrão fisiologista que se vende por cargos nos governos. O viés deste projeto é de esquerda democrática, como era o MDB durante e no pós-ditadura.

Aliás, a ideia deste novo partido é criar uma opção a Bolsonaro em 2022. Um dos líderes deste projeto é o governador Flávio Dino, que tem grande aprovação e deseja a fusão do seu partido, o PCdoB com o PSB do governador pernambucano Paulo Câmara. 

Este projeto poderia agregar lideranças como o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), segundo O Globo. Em vários estados o PSB tem fortes lideranças e o projeto nacional poderia ter no próprio Flávio Dino seu candidato a presidente. Em Pernambuco, o PCdoB tem a vice-governadora Luciana Santos.

O eleitorado, ao ver onde os radicalismos tem nos levado, pode querer o equilíbrio de uma centro-esquerda experiente e renovada.

Governo do Estado lança pesquisa para analisar os efeitos causados pela pandemia na qualidade de vida dos servidores



O Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Secretaria de Administração (SAD), elaborou uma pesquisa com intuito de analisar os efeitos provocados na vida dos servidores, empregados públicos e demais colaboradores em relação à pandemia do novo coronavírus. O estudo tem como objetivo subsidiar o plano de retomada das atividades presenciais da administração pública estadual.

A sondagem, composta de questões de múltipla escolha, estará disponível no site da Secretaria de Administração, através do link: bit.ly/pesquisa-situacional, até a próxima sexta-feira (24). Para responder ao questionário, o interessado deverá acessar o endereço eletrônico: www.sad.pe.gov.br, clicar no link, que abrirá automaticamente a pesquisa.

“Entendemos que a mudança de rotina afetou não somente o funcionamento dos órgãos e entidades estaduais, mas sobretudo a vida das pessoas. Por isso, queremos conhecer melhor os efeitos da pandemia da Covid-19 no dia a dia dos nossos colaboradores, sejam eles servidores, empregados públicos, militares ou contratados temporários”, pontuou a secretária de Administração, Marília Lins.

A pandemia modificou completamente a rotina em todo o mundo, obrigando muitos países a adotarem uma série de medidas restritivas à circulação e a convivência das pessoas. Tais restrições, naturalmente, afetaram o funcionamento do comércio, indústria, instituições de ensino e - como não poderia ser diferente – dos órgãos públicos.

Neste contexto, o Governo de Pernambuco, para diminuir o contágio da doença, adotou no primeiro momento, a modalidade de trabalho à distância para as pessoas que não estavam relacionadas diretamente à prestação de serviços essenciais ao enfrentamento da Covid-19.

De acordo com o secretário executivo de Pessoal e Relações Institucionais, Adailton Feitosa, após os desafios iniciais é chegada a hora de planejar de forma estratégica o retorno seguro dos serviços presenciais. “O plano de retomada das atividades presenciais tem como princípio norteador a preservação da vida e do bem-estar físico e mental dos servidores públicos e de todos os indivíduos, que buscam as nossas repartições, alinhada à qualidade e à eficiência na prestação dos serviços. Neste sentido, desenvolvemos esta pesquisa a fim de balizar as ações de retomada nos mais diversos órgãos e entidades da administração estadual”, atestou a secretário.

Adailton Feitosa finalizou sua fala convocando todos os servidores a participarem da pesquisa. “Para termos um planejamento adequado de retomada presencial das nossas atividades é fundamental a colaboração de todos. Por isso é importante enviar as respostas até o próximo dia 24”, concluiu ele.

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