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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Garanhuns volta a ter Procon

A Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania de Garanhuns junto à Secretaria de Direitos Humanos do Estado, inauguram nesta sexta-feira, dia 23 de abril, uma unidade do Procon, serviço de Orientação e Proteção ao Consumidor. O Órgão será instalado nas dependências da AESGA e vai contar com o apoio dos alunos do Núcleo de Práticas Jurídicas da Faculdade de Direito de Garanhuns (FDG).
De acordo com o secretário de Direitos Humanos, Alfredo Gois, o atendimento ao consumidor será iniciado a partir do dia 3 de maio. O Procon trabalha com o objetivo de defender os consumidores de possíveis danos oriundos das relações de consumo, registrar reclamações de consumidores, educar e orientar sobre o consumo adequado de produtos e serviços, entre outros. O evento de inauguração acontecerá a partir das 17 horas, na AESGA, e contará com a presença do secretário de Direitos Humanos do Estado, Roldão Joaquim, bem como do Prefeito de Garanhuns, Luiz Carlos de Oliveira. (com informações da secretaria de comunicação de Garanhuns)
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Agora comigo: A AESGA que já conta com a Faculdade de Direito de Garanhuns e o Núcleo de Práticas Jurídicas que atende gratuitamente à população, recebe agora em suas dependências uma unidade do Procon, tão ansiosamente esperada pela população para a defesa de seus direitos. Assim, a autarquia municipal cumpre uma função social abrangente na área do direito. Há de se parabenizar todos que contribuíram para o retorno de tão importante instituição de defesa do consumidor.

Integrantes da Banda do Diocesano passam em teste do Conservatório


No mês de janeiro, três componentes da Banda do Colégio Diocesano de Garanhuns foram aprovados na Seleção do Conservatório Pernambucano de Música. William Daniel, que teve a maior média da seleção do Conservatório, com nota 9,6, na categoria Trompete. Willian Maicon foi aprovado na mesma modalidade. E Luiz de Barros Silva Neto (filho de Zé Barros da Budega) conseguiu ingressar através do seu desempenho com o Trombone de Vara. “Esses jovens representam as sementes plantadas pela Banda do Colégio Diocesano de Garanhuns”, comenta orgulhoso o coordenador Administrativo da Banda, Luiz Fernando Lopes.
E por falar nisso, a Banda do Colégio Diocesano de Garanhuns participa no próximo dia 25 de abril de mais um desafio. Trata-se do Concurso Interestadual de Bandas e Fanfarras de União dos Palmares (AL), inicialmente programado para acontecer no dia 11 de abril. O evento vai reunir bandas pernambucanas e alagoanas.
Esta será a segunda edição do concurso que tem como premiações laptops, impressoras, aparelhos de TV e troféus. Em 2008, a Banda do Colégio Diocesano conquistou o segundo lugar já na primeira edição do Evento. “Na primeira edição nós fomos a vice-campeã por uma diferença de oito décimos, o que mostra a qualidade do nosso trabalho. Este ano nós vamos com o intuito de sermos a banda campeã”, frisou o coordenador da Banda, Luiz Fernando Lopes.
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Agora comigo: À frente da banda o maestro Jasiel Leite, reconhecido como um dos grandes músicos da nova geração pernambucana, inclusive tendo tocado recentemente no Recife na homenagem que recebeu o Garanhuns Jazz Festival, no Spirit, que ainda vamos noticiar por aqui.
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Lei de Anistia - ADPF 153

Recebi do advogado Jeová Barros Júnior o seguinte e-mail:
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Caro Ronaldo,
desde algum tempo venho acompanhando um assunto que, na sociedade, é visto com certa desconfiança, pois sempre é utilizado para interesses nem sempre louváveis: os Direitos Humanos.
Mais especificamente, tenho acompanhado essa questão da Lei da Anistia e as implicações dela em relação aos crimes cometidos durante o regime militar. No início do mês (dia primeiro de abril), foram completados 46 anos do golpe e não vi uma linha sequer nos blogs daqui de Garanhuns. A história não pode ser esquecida, pra que os abusos dela não se repitam... Concorda?!
Pois bem, na semana passada, estava em pauta, no STF, o julgamento da ADPF 153, que pretende questionar o conteúdo da Lei da Anistia. Ela foi interposta pela OAB e pela Associação dos Juízes para a Democracia, em 2008. De última hora, Gilmar Mendes retirou o julgamento da pauta, alegando falta de quórum.
Pois bem. Pensei em escrever algo sobre isso, para seu blog. Penso fazer dois textos, pois tem muito pano pra manga: penso em abordar tanto a questão histórica quanto a jurídica, inclusive comparando como isso tem sido abordado nos demais países da América Latina (ontem mesmo, foi condenado o último presidente da ditadura argentina a vinte e cinco anos). Te mandarei a primeira parte até domingo.
Abraços, Jeová Júnior.
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Agora comigo: Portanto, amigos, no próximo domingo estaremos trazendo esse artigo do Jeová, enriquecendo ainda mais a discussão em nosso blog.

Movimento de Cultura Popular - 50 anos em debate

Inicia nesta quinta-feira na capital pernambucana o projeto "Personalidades" promovido pela Livra Saraiva, Prefeitura do Recife e o portal www.onordeste.com
Artistas e produtores culturais, além de políticos, estudantes e sociedade em geral estarão discutindo os 50 Anos do Movimento de Cultura Popular - MCP. O evento ocorre às 19h, no auditório da Livraria Saraiva, no Shopping Center Recife. Participarão do debate o professor Germano Coelho, primeiro presidente e um dos fundadores do MCP; o artista plástico Abelardo da Hora, o músico Geraldo Menucci, o secretário de educação do Recife Claudio Duarte, entre outras personalidades.
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Para entender o MCP

O Movimento de Cultura Popular (MCP) foi criado no dia 13 de maio de 1960, como uma instituição sem fins lucrativos, durante a primeira gestão de Miguel Arraes na Prefeitura do Recife. Sua sede funcionava no Sítio da Trindade, antigo Arraial do Bom Jesus, localizado no bairro recifense de Casa Amarela.
O MCP recebeu diversas influências, principalmente de obras e autores franceses. Seu nome foi herdado do movimento francês Peuple et Culture (Povo e Cultura). Suas atividades iniciais eram orientadas, fundamentalmente, para conscientizar as massas através da alfabetização e educação de base.
Era constituído por estudantes universitários, artistas e intelectuais e tinha como objetivo realizar uma ação comunitária de educação popular, a partir de uma pluralidade de perspectivas, com ênfase na cultura popular, além de formar uma consciência política e social nos trabalhadores, preparando-os para uma efetiva participação na vida política do País.
Administrativamente, era divido em três departamentos: o de Formação da Cultura (DFC); o de Documentação e Informação (DDI) e o de Difusão da Cultura (DFC).
Dos três, o Departamento de Formação e Cultura foi, durante a existência do MCP, o mais atuante, cabendo-lhe de acordo com o Estatuto (art. 15): 1- interpretar, desenvolver e sistematizar a cultura popular; 2 - criar e difundir novos métodos e técnicas de educação popular; 3 – formar pessoal habilitado a transmitir a cultura ao povo. Era composto por dez divisões: Pesquisa, dirigido por Paulo Freire; Ensino; Artes Plásticas e Artesanato, cujo diretor era Abelardo da Hora; Música, Dança e Canto; Cinema; Rádio, Televisão e Imprensa; Teatro; Cultura Brasileira; Bem Estar Coletivo; Saúde; Esportes, que funcionavam através de programas e projetos especiais.
Como uma das propostas básicas do MCP era a educação de adultos, em setembro de 1961, foram criadas escolas de rádio que visavam suprir esse segmento educacional bastante carente. Em 1962, professores e intelectuais organizaram uma cartilha intitulada Livro de leitura para adultos ou Cartilha do MCP para a alfabetização de adultos. Os programas radiofônicos eram transmitidos pelas rádios Clube de Pernambuco e Continental. As aulas eram ministradas à noite e os alunos adultos compartilhavam o mesmo espaço das escolas diurnas para crianças e adolescentes, mas foi necessária a abertura de novas unidades, além da aquisição de mais aparelhos de rádio. O processo de elaboração e transmissão era coordenado por um grupo central, com o auxílio de monitores, orientações do Guia do alfabetizado e o apoio de universitários.
Apesar de enfrentar pressões e críticas de oposicionistas do governo Miguel Arraes, o MCP teve um grande desenvolvimento. No final de 1962, já contava com quase 20.000 alunos divididos em mais de seiscentas turmas, distribuídos entre duzentas escolas isoladas e grupos escolares; uma rede de escolas radiofônicas; um centro de artes plásticas e artesanato, com cursos de cerâmica, tapeçaria, tecelagem, cestaria, gravura e escultura; mais de 450 professores e 174 monitores de ensino fundamental, supletivo e educação artística; uma escola para motoristas-mecânicos; cinco praças de cultura, com bibliotecas, cinema, teatro, música, tele-clube, orientação pedagógica, recreação e educação física; o Centro de Cultura Dona Olegarina, no Poço da Panela, que, em parceria com a Paróquia de Casa Forte, oferecia cursos de corte e costura, alfabetização e educação de base; círculos de cultura; uma galeria de arte (a Galeria de Arte do Recife); um conjunto teatral, que já havia encenado, entre outras, diversas peças, como A derradeira ceia, de Luiz Marinho e A volta do Camaleão Alface, de Maria Clara Machado.
Participaram do MCP intelectuais e artistas conhecidos como Francisco Brennand, Ariano Suassuna, Hermilo Borba Filho, Abelardo da Hora, José Cláudio, Aloísio Falcão e Luiz Mendonça. O movimento também contou com o apoio de instituições políticas de esquerda como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Partido Comunista Brasileiro (PCB), entre outras.
Por causa do clima político existente na época, o MCP alcançou repercussão nacional, servindo de modelo para movimentos semelhantes criados em outros estados do Brasil.
O Movimento de Cultura Popular do Recife foi extinto com o golpe militar, em março de 1964. Dois tanques de guerra foram estacionados no gramado da sua sede, no Sítio da Trindade. Toda a documentação do Movimento foi queimada, obras de artes destruídas e os profissionais envolvidos foram perseguidos e afastados dos seus cargos.

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Fontes:
Disponível em: . Acesso em: 21 ago. 2010

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