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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Dia do Bancário é comemorado com festa em Garanhuns



Recebemos dos que fazem o Sindicato dos Bancários, ao qual fui filiado por mais de dez anos, o convite para a festa deste ano. É claro que estaremos lá, nesta grande confraternização com nossos amigos e ex-companheiros. Não á fácil ser bancário, principalmente no mundo atual de metas, objetivos, agências lotadas, etc. Mas quem conhece o outro lado, de gente humana que mesmo mexendo com números e dinheiro, busca atender com profissionalismo e atenção aos seus clientes, buscando o melhor para uma vida também melhor, sabe o quanto é estafante, mas prazeroso. É por isto que tanta gente reclama do serviço, mas vai como bancário até a aposentadoria.

Grande abraço a todos, ao Alberto Flávio e toda diretoria do SEEB. A data foi ontem, mas como a festa é no sábado, vale parabenizar com atraso.


Os trabalhadores bancários, no dia 28 de agosto, comemoram o seu dia. E tudo começou em maio de 1951, quando os bancários brasileiros decidiram inovar na luta por reivindicações salariais e por melhores condições de trabalho. A mobilização da categoria foi pela primeira vez unificada nacionalmente.

As principais reivindicações pediam reajuste de 40%, salário mínimo profissional e adicional por tempo de serviço. As sucessivas tentativas de negociação fracassaram. Os bancários recusaram o dissídio coletivo e, em São Paulo, realizaram paralisações simbólicas, dos dias 12 de julho a 2 de agosto. Os banqueiros acenaram com um reajuste em torno de 20%, mas os bancários de São Paulo mantiveram sua reivindicação.

No dia 28 de agosto de 1951, uma assembleia histórica no Sindicato dos Bancários, contando com a presença de 28% da categoria, decidiu ir à greve para conseguir seus direitos. A greve foi deflagrada e logo duramente reprimida. Em todo o Brasil, a manipulação da imprensa levou os bancários de volta ao trabalho, mas a categoria em São Paulo resistiu e, em consequência, a repressão aumentou.

Somente após 69 dias de paralisação, a categoria arrancou 31% de reajuste. Após o término da paralisação a repressão foi ainda mais acentuada. Centenas de bancários foram demitidos e as comissões por bancos foram desmanteladas pelos banqueiros. Mas, como resultado mais positivo, a greve de 1951 colocou em xeque a lei de greve do governo Dutra. A decisão por greve deflagrada em 28 de agosto de 1951, acabou por eternizar a data em comemoração nacional da categoria bancária.

José Sales Criança é ex-presidente do Sindicato dos Bancários de Garanhuns e Região

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