sexta-feira, 19 de junho de 2015

GARANHUNS: Patrícia ainda não apareceu. Ex-marido é principal suspeito



Jornal do Commercio

A Polícia Civil de Pernambuco trabalha para esclarecer o desaparecimento da dona de casa Patrícia Pereira da Silva, de 31 anos. A mulher foi vista pela última vez no dia 18 de maio, no município de Garanhuns, Agreste do Estado, cidade onde morava. Desde então não se tem informações sobre o paradeiro da dona de casa. Os investigadores acreditam que o ex-marido de Patrícia, o caminhoneiro José Cláudio Marques de Siqueira, 35 anos, tenha envolvimento com o desaparecimento.

No dia do sumiço, Patrícia iria para a casa da avó, com quem dormia todas as noites. De acordo com a mãe da dona de casa, a técnica de enfermagem Djanyra Wanderley, 50, a filha saia todos os dias às 18h e seguia o mesmo caminho. No entanto, no dia 18 a filha saiu mais cedo e tomou um caminho diferente. "Acreditamos que o José Claudio tenha marcado um encontro com ela para comprar um celular para o filho deles, por isso ela saiu mais cedo", explica a mãe. 

Segundo familiares da dona de casa, os dois tinha um relacionamento muito conturbado. Os 14 anos em que estiveram juntos foram marcados por brigas e ameaças, afirmam os parentes. "Eles estavam separados há 10 meses. Ela vivia em constante ameaça. Ele dizia que mataria ela e o filho deles, que tem 10 anos", conta Paula Paes, 28, irmã de Patrícia Pereira.

Em janeiro deste ano, o caminhoneiro chegou a ser detido pela prática de ameaça contra a ex-esposa, mas foi liberado mediante o pagamento de fiança. Por medo do ex-companheiro, Patrícia solicitou na Justiça uma medida protetiva, que determinava que José Cláudio mantivesse uma distância de 200 metros. Dias antes de desaparecer, a dona de casa retirou o pedido de proteção.

"A polícia tem trabalhado incessantemente à procura de Patrícia. O ex-marido é o nosso principal suspeito. Nós temos uma linha de investigação, que nos aponta que ele pode estar em poder da dona de casa. Eles tem um histórico de violência doméstica", afirma Débora Bandeira, titular da Delegacia da Mulher de Garanhuns e responsável pelo caso.

O inquérito policial do caso deveria ser concluído no início da próxima semana, mas como o suspeito ainda não foi localizado pela polícia, a delegada responsável Débora Bandeira solicitou a prorrogação das investigações por mais 30 dias. O caminhoneiro já foi intimado à prestar depoimento, mas ainda não se apresentou. Até agora, mais de 20 pessoas já foram ouvidas pela polícia. 

Quem tiver informações sobre o paradeiro da dona de casa pode entrar em contato com a família através dos telefones (87)9 9827-5078/ 9 8109-2622.


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