terça-feira, 3 de setembro de 2019

Qual a temperatura ideal para tomar os tipos de cerveja artesanal?



Quando se fala em cerveja no Brasil a expressão “estupidamente gelada” já vem acompanhada. No entanto, será que existe uma temperatura ideal quando o assunto é degustação das cervejas artesanais? “Uma regra é certa: não devem ser utilizados graus negativos para resfriar a cerveja. Temperaturas muito baixas tiram todo o gosto da bebida, se tornando impossível uma degustação correta”, afirma o sócio da Debron Bier, Thomé Calmon.

Cientificamente a questão é explicada pela ação nas papilas gustativas, que quando extremamente resfriadas sofrem uma espécie de anestesia, fazendo com que não se sinta direito o gosto e diferença de sabores e sensações. Desta maneira, para uma apreciação correta, Calmon dá a dica: “Temperaturas mais baixas permite uma boa degustação de cervejas mais fracas, como é o caso das Lagers. As mais quentes são ideais para apreciar sabores e aromas mais complexos, como as Stouts e Golden Ale”, indica Thomé.

Abaixo, Thomé indica, em uma escala de temperatura das cervejas artesanais, o resfriamento ideal para cada uma delas:

0 a 4° - A temperatura é ideal para as Lagers

5 a 7° - temperatura ideal para degustar cervejas mais claras, com ésteres frutados, como é o caso da Weiss e Witbier

8 a 12° - temperatura ideal para as mais escuras. Como é o caso da Golden Ale e Vienna

13 a 15° - temperatura ideal para as cervejas mais fortes. Algumas Ale e Stouts são ideias para serem degustadas nesta temperatura.

TABELA DE PAGAMENTOS DE SALÁRIOS DE AGOSTO - Governo do Estado

Os proventos estarão disponíveis nos dias 5 e 6 de setembro




O Governo Paulo Câmara, por meio da Secretaria de Administração do Estado (SAD), informa o pagamento dos salários do mês de agosto de todos os servidores públicos do Poder Executivo. 

Para os aposentados e pensionistas, o pagamento acontecerá no dia 5 de setembro, já para os servidores ativos e comissionados, o pagamento será realizado no dia 6, sexta-feira.

Sivaldo Albino denuncia falha que deixou Garanhuns fora de Mapa do Turismo Brasileiro


Blog do Mário Flávio (Confira aqui)
O deputado  Sivaldo Albino (PSB) lamentou, em discurso na Reunião Plenária desta segunda (2), a ausência do município de Garanhuns, no Agreste, do Mapa do Turismo Brasileiro 2019-2021. De acordo com o parlamentar, a localidade não estruturou um conselho municipal para tratar do setor, um dos requisitos exigidos pelo Ministério do Turismo para incluir uma cidade no documento.
“Por conta da incompetência da Prefeitura, o município ficou sem a certificação federal. Como resultado, Garanhuns ficará inabilitada a captar recursos da União para desenvolver projetos na área turística”, criticou. “É inadmissível que a cidade, conhecida nacionalmente pelo clima, belezas naturais e povo acolhedor, seja prejudicada dessa forma”, acrescentou o socialista.
Albino cobrou da prefeitura medidas para corrigir a questão. “Em sete anos de gestão, o governo municipal não conseguiu reorganizar uma instância que já existia. Meu apelo é que se corrijam as falhas para garantir a captação de verbas federais importantes para a cidade”, acrescentou.
O parlamentar recebeu o apoio dos deputados  Romário Dias (PSD),  João Paulo (PCdoB),  Antonio Fernando (PSC), Delegado Erick Lessa (PP) e  Isaltino Nascimento (PSB), que se manifestaram em apartes. “Vamos mobilizar a Assembleia e a Secretaria Estadual de Turismo para tomar as medidas necessárias e impedir que esta barbaridade se concretize”, defendeu Dias. “Não me parece uma decisão justa. O Governo Federal, antes de retirar o município do mapa, deveria dar prazos para a Prefeitura consolidar o conselho”, pontuou João Paulo.
“A população não pode ser penalizada por um descuido do prefeito”, acrescentou Fernando. Lessa, que preside a  Comissão de Desenvolvimento Econômico e Turismo da Alepe, informou que vai pautar a questão nos debates do colegiado. “Vamos tomar medidas efetivas para minimizar os danos”, disse. “É uma decisão muito grave, porque afeta uma cadeia produtiva que mobiliza hotéis, restaurantes, bares e outros estabelecimentos importantes para a geração de empregos”, concluiu Nascimento.

O que Garanhuns perde não estando no Mapa do Turismo Federal?

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Fui provocado pelo radialista Gláucio Costa a falar sobre este assunto, explicando onde Garanhuns será prejudicado ficando fora do Mapa do Turismo, divulgado esta semana. 

Inicialmente, vamos com uma metáfora de futebol. O que acontece com um time quando ele é rebaixado? Suas cotas de patrocínio caem, não aparece tanto na TV, joga outro campeonato com times menores.. E quando cai, pode ir olhar, na maioria das vezes foi por má gestão.

Foi bem assim. Saiu a nova lista do Mapa do Turismo do Governo Federal, que conta com 76 municípios pernambucanos, e Garanhuns, por não apresentar requisitos necessários, ficou de fora. A secretária de Turismo informou que a principal questão foi a cidade não contar com um Conselho Municipal de Turismo, que está inativo desde gestões passadas. E que não houve tempo hábil para criar novo conselho e colocar para funcionar.

O prazo de inscrições que o Ministério do Turismo concedeu foi de quatro meses, de abril a julho.

Curiosamente, militantes do setor, a exemplo do Paulo Tenório sempre cobraram a instalação do conselho, tem ofícios encaminhados à prefeitura e ao Ministério Público, segundo ele, sem respostas.

Sem estar nesta lista o município praticamente fica fora de projetos do governo federal para as 16 rotas de turismo de Pernambuco, e tem também dificultada  análise de seus projetos para a área, ficando na dependência de emendas parlamentares. Ou seja, contratos diretos entre o município e o Ministério do Turismo ficam (quase) descartados.

O estado já adiantou que a questão não interfere nos investimentos da Secretaria de Cultura e da Fundarpe em Garanhuns, a exemplo do Festival de Inverno. O município também poderá investir dos cofres públicos próprios, como já faz com o Natal e o Viva Dominguinhos.

Quais os tipos de contratos que o município pode fazer com o Governo Federal? Praticamente todos que tenham impacto no turismo local, como já foi feito para reforma de praças e parques, patrocínio de eventos, melhoria de sinalização turística, etc.

Diante da afirmativa da secretária de que não conseguiu montar o conselho de turismo, a crítica foi generalizada, mas depois de apresentados documentos e conhecermos os prazos dados, ficou uma impressão de que o conselho não foi criado, não por incompetência, mas por não haver interesse por parte da administração municipal.

O próprio site do Ministério oferece todas as orientações para a criação do conselho, e explica suas funções:
A criação de um Conselho Municipal de Turismo é o primeiro passo para pensar no desenvolvimento integrado das ações que visam consolidar a atividade turística como importante motor do desenvolvimento econômico, cultural, social e ambiental, uma vez que trata-se de canal efetivo de par ticipação que permite estabelecer uma maior parceria do poder público com a sociedade civil e iniciativa privada. 
Os Conselhos Municipais de Turismo fortalecem a participação democrática e a continuidade das políticas públicas adotadas pelo setor de turismo municipal. Trata-se de uma forma eficiente de atender rapidamente e dar continuidade nos anseios, não só da população, como daqueles que dependem direta ou indiretamente do turismo. 
Em outra parte, cita:
Os Conselhos são espaços públicos de composição plural cuja função é formular e controlar a execução das políticas públicas. É também um dos mais importantes canais de participação popular encontrados nas três instâncias de governo (federal, estadual e municipal).
Os Conselhos podem ser consultivos ou deliberativos. Consultivos (Função Opinativa) têm a responsabilidade de julgar e discutir os assuntos que lhes forem apresentados, assim, tem função opinativa. Deliberativos (função Propositiva) têm o poder de propor políticas em sua área ou segmento. Os Conselhos Municipais de Turismo podem ser mistos.
Além desta questão técnica administrativa, tem também a política. Trata-se de uma vergonha Garanhuns não conseguir estruturar um Conselho de Turismo e sabermos que 76 outros municípios do estado, na sua maioria muito menores que nossa cidade, montaram e vão ser beneficiados com investimentos. 

Será que foi incompetência ou falta de falta de interesse em montar um colegiado que entre suas funções está controlar a execução de projetos turísticos para Garanhuns, a exemplo dos eventos Viva Dominguinhos e A Magia do Natal?

Naquele campeonato metafórico do turismo, Garanhuns foi rebaixado e só pode retornar à divisão de elite em 2021. Ou seja, já com o município sob o comando de outro prefeito.

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