quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Paulo Guedes quer taxar livros em 12%. Assine petição contra a medida


O ministro Paulo Guedes enviou uma proposta de reforma tributária que colocou uma taxação de 12% em cima dos livros. Atualmente, os livros não possuem essa taxa, pois o objetivo disso (quando proposto por Jorge Amado) era tornar o acesso à cultura mais fácil. Infelizmente, sabemos que esse acesso já não é tão fácil assim.

Se aprovado o Projeto de Lei 3887/2020, os livros irão se tornar mais caros e inacessíveis do que já são para grande parte da população. Afetando, assim, não somente os que têm apreço à leitura, mas também editoras menores sustentadas por famílias que já LUTAM por sua sobrevivência e, consequentemente, autores de livros - em especial os nacionais não famosos.

O consumo de livros já é completamente elitizado, imagine se a proposta for aprovada e os livros ficarem mais caros do que já são? A média de leitura do brasileiro é de APENAS dois livros por ano e, mesmo assim, a reforma foi encaminhada. Qual o real intuito de aumentar um imposto de um mercado já defasado? Seria o intuito “acabar com privilégios” ou perpetuar um sistema que os permite existir ?

Ao ser questionado sobre isso, o ministro Paulo Guedes AFIRMOU que iriam doar livros para os "pobres e frágeis", mas os ricos deveriam pagar impostos sobre os livros. Mas eu te pergunto: com o histórico que o governo apresenta em ajudar os "pobres e frágeis" você acha mesmo que isso vai acontecer? Quais livros eles estão falando que vão doar? Por que ele disse isso e ao mesmo tempo nenhuma proposta do tipo foi encaminhada ao congresso? Mal se tem livros nas escolas públicas para todos os alunos!

Ao invés de estar correndo atrás de políticas para que os livros possam ser acessados pela maior parte, ou até por toda a população, o governo está fazendo exatamente o contrário.

Se você é contra a taxação de livros, assine a petição On-Line.

https://www.change.org/

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terça-feira, 18 de agosto de 2020

Orçamento: MEC deve perder 13% e ter menos recursos que a Defesa

 

Após todos os problemas enfrentados com a pandemia do novo coronavírus, o Ministério da Educação deverá ter menos recursos do que a Defesa em 2021, fato inédito no país.

Cálculos a partir de projeções do Orçamento da União para o ano que vem indicam que o MEC perderá 13,1% da verba em relação a este ano. A Defesa, apesar de previsão de queda de 5%, ficará com valores superiores.

A Saúde, também fortemente afetada pela Covid-19, terá queda de 5%.

Os ministros ainda podem conseguir mais recursos até o envio formal da peça orçamentária ao Congresso, cujo prazo se esgota no dia 31. Em seguida, parlamentares vão analisar a proposta do governo e poderão fazer remanejamentos.

“Tenho certeza que a luta vai ser muito grande no Congresso para reverter isso, não vamos só lamentar”, afirma a deputada Tabata Amaral (PDT-SP), ao apontar desafios do MEC no próximo ano: a implementação de protocolos sanitários, o acesso de estudantes à internet e a necessidade de construir um novo calendário escolar.

Opinião: o governo quer gastar mais com militares do que com estudantes, afirma Bernardo Mello Franco: “O plano é coerente com a trajetória de Bolsonaro, um político que nunca tirou os pés do quartel”.

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Economia listou 81 imóveis para hospitais de campanha, mas Saúde só respondeu 3 meses depois. Acreditam? Pois foi.

 

O Ministério da Saúde demorou mais de três meses para responder sobre a possibilidade de usar imóveis da União para a instalação de hospitais de campanha destinados a pacientes com Covid-19. A pasta recebeu ofício do Ministério da Economia, assinado em 21 de abril, que listou 81 imóveis nos 26 estados e no Distrito Federal. O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, respondeu somente no dia 31 de julho.

Quando ofício foi encaminhado pela Economia, a pandemia havia matado 2,7 mil brasileiros. Na data da resposta de Pazuello, o Brasil havia superado 91 mil mortes por Covid-19.

MORO E DALLAGNOL NA MIRA DA JUSTIÇA

 


LAVA JATO NA MIRA

Após mais de seis anos desde que foi deflagrada, a Operação Lava Jato voltará aos holofotes nesta semana com o julgamento no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) que pode tirar o procurador Deltan Dallagnol do comando da força-tarefa em Curitiba. Como mostra a coluna Radar , o julgamento é interpretado por aliados de Deltan como uma vingança de seus desafetos. 

Para poderosos em Brasília – e até para defensores da Lava Jato –, o combustível das ações, porém, foi dado por ele próprio, ao testar o limite de suas funções como integrante do MPF e assumir o papel de personagem nas redes sociais. O julgamento está marcado para esta terça-feira.

AGORA COMIGO:  O ex-juiz Sérgio Moro, que deixou a magistratura para entrar na política, também terá sua atuação nos inquéritos contra Lula julgada, pois há um pedido de sua suspeição quando estava à frente dos processos, seu engajamento nas investigações e perseguição ao réu.

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