sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Auxílio Brasil deveria ser permanente e sem filas, mas governo é contra




A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (25) o texto-base da proposta que cria o Auxílio Brasil.

Segundo o colunista José Paulo Kupfer, enquanto a MP dos Precatórios está sendo discutida, um Auxílio Brasil básico, nos moldes e valores do extinto Bolsa Família, que começou a ser pago em meados de novembro, torna evidente a necessidade de atualizar e ampliar o programa de transferência de renda.

Para Kupfer, diante do quadro de expansão dos níveis de pobreza e extrema pobreza, qualquer programa de transferência de renda deveria ser estruturado e executado. Para começar, deveriam ser construídos bases de dados confiáveis e atualizáveis, capazes de permitir um dimensionamento correto das necessidades. A partir daí, os recursos suficientes deveriam ser arregimentados.

Na análise do colunista, e for aprovado na versão apresentada pelo relator, o Auxílio Brasil implicará não só aumento da população beneficiada, mas também dos valores dos benefícios e, em consequência, do volume de recursos que deverão estar disponíveis. Por enquanto, o governo e seus apoiadores, no Congresso e na sociedade, a começar dos integrantes do mercado financeiro, só aceitam ampliar gastos até fins de 2022, como se viu na resistência ao reajuste automático dos valores dos benefícios pela inflação.

Bem difícil argumentar que essa limitação temporal dos gastos do programa não embute um caráter populista e eleitoreiro, em benefício do presidente Bolsonaro, candidato à reeleição, e de sua base no Congresso. Todas as experiências bem-sucedidas mostram que um autêntico programa de transferência de renda, além de condicionantes claras - principalmente frequência escolar comprovada e caderneta de vacinação atualizada para dependentes -, deve ser permanente e com benefícios em valores bem calibrados.

Não é um fundo sem limite ou um saco sem fundo. Gastos sociais "excessivos" e, mais do que isso, ineficazes, dão aos pobres com uma das mãos e tiram com a outra, sob a forma de pressões inflacionárias, que reduzem o poder aquisitivo. Trata-se de uma questão de prioridades de uma sociedade, e da alocação correta dos recursos disponíveis.

Reduzir a pobreza e as desigualdades, e mais ainda, acabar com a fome, são prioridades incontestáveis. Não só do ponto de vista social, moral e humanitário, mas também econômico"

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Adote uma cartinha e faça uma criança feliz 

 


O Home Center Ferreira Costa promove Natal Solidário

Receber presentes de Natal no final de ano já faz parte da tradição de muitas famílias, mas é exatamente nesta época que as crianças em situação vulnerável se sentem mais desamparadas. Pensando nisso, a Ferreira Costa promove em suas lojas mais um Natal Solidário.

Todos os anos, Home Center realiza a ação de arrecadação de brinquedos para crianças carentes. Para participar, basta escolher uma das cartinhas da nossa árvore de Natal, comprar o brinquedo que a criança escolheu e entregar na loja até o dia 10 de dezembro.

As árvores estarão na entrada das lojas da Imbiribeira, Tamarineira, Garanhuns, Caruaru, João Pessoa, Aracaju e Salvador, e as crianças contempladas ficam em instituições próximas a essas localidades.

Os presentes podem ser entregues na própria loja. A Ferreira Costa se encarregará de entregar todas as contribuições nas instituições beneficiadas até o dia 18 de dezembro.

Em Garanhuns, serão presenteadas 194 crianças da Creche Lúcia Helena. Já em Caruaru, serão presenteadas 260 crianças do CENTRO DE EDUCAÇÃO POPULAR IRMÃ WERBURGA – CEPIW e do LAR DA CRIANÇA NOSSA SENHORA DO CARMO. A loja localizada na Imbiribeira irá presentear 80 crianças da ONG Pão da Vida. A loja da Tamarineira, irá presentear 51 crianças da Associação Lar do Nenen e Lar Maná. Em Aracaju, serão presentadas 120 crianças do Instituto CUFA - SERGIPE. Na Bahia, serão presenteadas 391 crianças da ASSOCIAÇÃO DE AMIGOS DO AUTISTA DA BAHIA – AMA – BA e ASSOCIAÇÃO CRISTÃ DE AMPARO SOCIAL. Já em João Pessoa, serão presenteadas 540 crianças da Aldeias Infantis SOS e CASA PEQUENO DAVI. A ideia é que sejam presenteadas 1.636 crianças.

O Natal Solidário, que faz parte dos projetos de responsabilidade social da Ferreira Costa, estimula a solidariedade e incentiva a aproximação das crianças carentes com o lado mais lúdico do Natal. Além disso, os clientes conseguem conhecer mais sobre as instituições beneficiadas e podem se tornar futuros doadores de cada projeto.

Sobre a Ferreira Costa:

Com 137 anos de história, a Ferreira Costa, o maior Home Center do Nordeste, está presente nos estados de Pernambuco, Bahia, Sergipe e Paraíba. Brevemente estaremos no estado do Rio Grande do Norte, levando ao consumidor mais de 80 mil itens para casa, construção e decoração. Além de suas seis lojas, a Ferreira Costa também possui seu e-commerce www.ferreiracosta.com, com entrega para todo Brasil.

FAO: auxílio emergencial não estanca fome e crise atinge 24% da população




A fome no Brasil aumentou de forma exponencial em 2020 e os programas de auxílio emergencial criados pelo governo foram incapazes de lidar com o fenômeno. O alerta de Maximo Torero, economista-chefe da FAO, está detalhado na coluna de Jamil Chade.

Torero insiste que o governo brasileiro precisa, de maneira urgente, trabalhar para mapear os bolsões da fome no país e, assim, conseguir dar uma resposta à crise.

Os dados, segundo ele, indicam um cenário dramático. Em 2019, menos de 2,5% da população brasileira vivia numa situação de fome severa. Ao final de "Uma enorme mudança", disse o economista.

Quanto aos dados sobre fome moderada, a taxa chega a 24% da população em 2020, contra 16% em 2019 e apenas 11% em 2014. Os dados do IBGE, porém, são ainda mais alarmantes, passando de 27% para 35% em 2020.

Os dados recolocam o Brasil e toda a região latino-americana de volta ao radar da fome no mundo. Outro dado destacado pela FAO aponta que, em 2018, 14% da população brasileira já não tinha acesso a uma alimentação saudável, o equivalente a 29 milhões de pessoas.

A realidade contrasta com a posição que o Brasil declara ter no mundo de ser responsável pela alimentação de 1 bilhão de pessoas pelo planeta, graças às exportações. Mas, para Torero, a desigualdade é o que marca a incapacidade de o país garantir alimentos a seus próprios cidadãos.

Um dos principais representantes da FAO no mundo espera que uma recuperação comece a ser vista em 2022 e que países como o Brasil registrem alguma queda nos índices de fome. Mas ele alerta que a volta aos números pré-pandemia só ocorrerá em uma década.

Reajuste de mensalidade escolar será o maior em 5 anos




Depois de dois anos entre aulas híbridas e remotas, em que as mensalidades foram reduzidas para reter alunos, as escolas privadas devem aplicar o maior reajuste nos preços dos últimos cinco anos. A Federação Nacional das Escolas Particulares estima que as parcelas devem ter alta média de até 10%. Colégios tradicionais do Rio e de São Paulo já divulgaram percentuais, que chegam a 14%. O aumento anual chegará em meio à inflação alta e deve pressionar ainda mais o orçamento das famílias.

O Globo

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