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sábado, 12 de março de 2011

Atletas de Garanhuns em Sergipe e no Ceará


Corredores da Equipe de Atletismo de Garanhuns participam no próximo domingo, dia 13 de março, em Aracajú, capital sergipana, da Corrida Rústica Unidos Ombro a Ombro, em comemoração ao aniversário da Polícia Militar. O percurso contempla nove quilômetros pela Orla da praia de Atalaia. A competição terá início às 8 horas.

Já na quinta-feira, 17 de março, os atletas, ainda em Sergipe participam da 28° Corrida Cidade de Aracaju, em comemoração ao aniversário de 156 anos da capital. A largada será às 16 horas, de São Cristóvão com destino à Praça do Mini Golf, em Aracaju. Serão percorridos 25 km. De acordo com o treinador da equipe de Garanhuns, Adejílson Mendes, popular Bingo, trata-se de uma competição de nível internacional, já que a premiação total ultrapassa os cem mil reais.

No dia 20 de março, a delegação de atletismo da Cidade das Flores desembarca em Juazeiro (CE), onde os corredores competem na 29ª Corrida Padre Cícero - A Corrida do Centenário. O percurso contempla 16 km, com partida do município de Crato, às 8 horas, em direção a Juazeiro, pela avenida Padre Cícero.

Os atletas de Garanhuns contam com apoio da Prefeitura do município, através da Secretaria de Comunicação Social e Esportes.

Neste sábado no Canal Brasil: O HOMEM QUE ENGARRAFAVA NUVENS - Documentário sobre Humberto Teixeira


Texto: Prof. Ricardo Moreno

O Canal Brasil, na TV por Assinatura, apresenta neste sábado, 12, às 21h, “O homem que engarrafava nuvens” é o título de um maravilhoso documentário-musical. Trata-se de uma daquelas obras que nos remete a um “Brasil profundo”, na feliz expressão do mestre Mário de Andrade. Aliás, o Brasil é um país de mestres: ora são mestres eruditos, homens afeitos à erudição e de cultura enciclopédica, como o caso do próprio Mário, ora mestres de uma longa e profunda tradição oral e popular. Mas há casos em que essas duas figuras se cruzam em um único e mesmo personagem, e este é o caso de Humberto Teixeira.

O documentário expressa muito bem esse cruzamento, mostrando o quão sofisticado era o “doutor”. Mas mesmo com toda sofisticação, Humberto era atraído, e mais que isso, conhecia bem esse universo do homem sertanejo, do vaqueiro e de todos os símbolos que atravessam a cultura popular nordestina. Essa percepção fina se evidencia nas letras que fez para Luiz Gonzaga musicar. Como bom poeta sabia captar as histórias e contá-las como se fossem suas. Um exemplo fantástico disso é a história da composição de “respeita Januário”, que infelizmente não está no documentário. Consta que Luiz Gonzaga contou a Humberto sua volta a Exu, terra natal de Luiz, e seu encontro com seus familiares. Humberto ao ouvir a história teria dito de imediato que ali estava uma história fantástica para virar canção. Em pouco tempo estava composta a letra da canção, que em seu conjunto é quase toda falada.

A letra trata com humor um movimento mítico de retorno do “herói” às suas fontes originais. Este mitologema (parte de uma narrativa mítica que se repete em várias narrativas) é muito caro ao migrante, mesmo que ele não esteja bem consciente disso. O retorno, no entanto, não ocorre de forma triunfal para o herói em questão, pois no episódio que a canção narra, o eu lírico, o próprio Gonzaga, volta todo ancho por ter feito a tal jornada do sudeste; de ter ganho muito dinheiro – “enricou! tá rico! pelos cálculos que eu fiz, ele deve possuir pra mais de 10 contos de réis!” –; de ser um artista famoso, etc. De forma genial, a canção põe em relevo a sabedoria local enfatizando que mesmo com todo esse cartaz de Gonzaga, que possuindo uma sanfona de 120 baixos só toca na verdade em dois, enquanto que Januário, seu pai, não. Possui uma sanfona de apenas oito baixos, mas toca em todos eles. Luiz Gonzaga, de forma engraçada, conta o próprio ridículo ao qual foi exposto com sua soberba.

O documentário toca, ainda que de forma não aprofundada (talvez porque o tempo seja curto mesmo), na questão da invenção do baião. Fiz questão de já no título dessa matéria me referir a Humberto Teixeira como o homem que inventou o baião, porque de fato o gênero foi concebido, como afirma o poeta Bráulio Tavares em seu texto “o baião é carioca”, no Rio de Janeiro como fruto de um projeto estético-musical de Humberto e Gonzaga. Claro que o baião como elemento musical com determinadas características rítmicas já existia, e ambos o ouviam em suas respectivas infâncias nordestinas. Mas, como afirma Bráulio, essa música era predominante instrumental e destinada à dança. O projeto consistia então, em produzir no formato canção, uma música que invocasse toda uma paisagem nordestina, uma formação instrumental também nordestina, com foco na sanfona e cantada por um artista paramentado com a indumentária do vaqueiro. Eis aí o baião moderno e urbano.

Podemos depreender dessa passagem, que o Luiz Gonzaga que nós conhecemos e que emerge no cenário musical na segunda metade da década de 1940 com a gravação da canção “asa branca”, é uma invenção. Uma invenção no melhor estilo de uma tradição inventada tal qual nos fala o historiador Eric Hobsbawm. Mas que as coisas menor. Pelo contrário. Gonzaga e Humberto criam um personagem para dar relevo a um conjunto de manifestações estéticas cuja necessidade expressiva reclamava um canal de veiculação. Foi ele, Gonzaga, esse canal de expressão, e por isso os dois inventores merecem os títulos que ganharam: um o de rei do baião, e o outro de doutor do baião.

Muitas outras coisas merecem destaque no filme, mas por falta de espaço farei menção apenas a mais duas. Na primeira refiro-me a uma certa tensão entre o samba e o baião, que discretamente aparece no filme. No momento em que o projeto baião tenta decolar, a cena carioca, e de certa forma brasileira, era dominada pelo samba. Claro que esse projeto estético que o baião representava iria de qualquer maneira se confrontar com o ritmo carioca. Num primeiro momento no “baião de São Sebastião” Gonzaga diz: “eh Rio de Janeiro, do meu São Sebastião / pare o samba 3 minutos pr’eu cantar o meu baião”. E no segundo momento a relação é menos de pedir licença: “eu já dancei balanceio, chamego, samba e xerém, mas o baião tem um quê, que as outras danças não têm”.

A segunda e última menção refere-se a algumas ausências: Faltou Gonzaguinha, que pena! No capítulo que fala do tropicalismo poderia ter, além de Caetano e Gil, Tom Zé, com suas reflexões originais, e por fim faltou falar de um baião instrumental que fez muito sucesso na década de 1950: “delicado” de Waldir Azevedo. Tudo bem que essa obra não era de autoria de Humberto, mas sendo o documentário em grande medida sobre o baião, poderia constar essa referência no capítulo que tratou da inserção internacional do baião (aliás, um capítulo riquíssimo por sinal).

No momento positivo que o Brasil da era Lula atravessa, é muito saudável mergulhar numa obra como esta, que celebra a vitalidade e a originalidade da cultura brasileira.

Ricardo Moreno é músico, professor de Educação Musical nas redes municipais do Rio de Janeiro e D. de Caxias e mestre em Musicologia - morenoricmelo @yahoo.com.br. Também escreve no blog: encontroradical.blogspot.com

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Mais: Gente, tem TV por assinatura por R$ 40,00 de mensalidade, há algum tempo deixou de ser coisa de classe alta. Vamos melhorar o conteúdo do que se coloca na TV de casa, né não???

Bandas de Forró fazem Semana Santa de Gravatá - Confira a Programação da Villa da Serra 2011


A Semana Santa é um período de intensa movimentação turística no estado, principalmente pelos espetáculos religiosos, como a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém e o JESUS ALEGRIA DOS HOMENS de Garanhuns.

Garanhuns também realizou no ano passado a FESTA PASCHALIA, com música erudita no Teatro do Centro Cultural. Esperamos que este ano volte a acontecer. Músicos esplêndidos, a maioria com história no Conservatório Pernambucano de Música.

Mas para quem quer farra e folia, o destino tem sido Gravatá, que todo ano faz um evento com Axé, Sertanejo e Bandas de Forró, e esse ano não será diferente.

A casa de shows Villa da Serra já divulgou a sua programação para a semana santa 2011, confira:

Sexta, dia 22
Forró das Antigas com Limão com Mel, Mastruz com Leite, Magnificos, Capim com Mel e Brucelose

Sábado, dia 23
O Grande Encontro com Aviões do Forró, Garota Safada, Parangolé, Amigos Sertanejos e Faringes da Paixão

Procon Garanhuns muda de endereço

A Prefeitura de Garanhuns comunica que a unidade do PROCON, instalada nas dependências da AESGA, passará a funcionar, a partir do dia 15 de março, no prédio do antigo Fórum de Garanhuns, localizado na rua 13 de maio, nº 34, sala 1, no Centro da Cidade. Devido a mudança de endereço, não haverá atendimento aos Cidadãos na próxima segunda-feira, 14 de março.

Aniversário da Revolução Pernambucana, Maurício de Nassau e a colonização holandesa


Nos foi bem lembrado pelo Antônio Cândido, a passagem do aniversário da Revolução Pernambucana, quando colocamos os holandeses para fora do Brasil. Este ato heróico se tornou a data magna a ser comemorada pelo estado, como símbolo de independência e bravura de nossa gente. É lei, mas não é feriado, foi no último dia 6 de março.

Cândido nos escreve para a FOLHAVOX #7, que sairá na próxima semana sobre o tema.

A Revolução Pernambucana marchou contra o Rei D. João VI,  devido a queda econômica e problemas políticos/administrativos da época, e apesar dos revolucionários terem ficado no poder menos de três meses, conseguiram abalar a confiança na construção do império americano sonhado pelo rei, a coroa nunca mais estaria segura de que seus súditos eram imunes à contaminação das idéias responsáveis pela subversão da antiga ordem na Europa (wikipedia).

Em consequência da nossa rebelião perdemos parte do território com o desmembramento da nossa capitania. Alagoas e Rio Grande do Norte, principalmente.

Por isso, aproveitamos para misturar os temas para questionar em nossa enquete sobre o domínio holandês em pernambuco, pois tivemos nomes como Maurício de Nassau (o mais importante dos líderes europeus que passou por aqui) que investiu em arte, arquitetura e transformou Recife. Vejam este texto do wikipedia:

O seu governo está associado ao planejamento urbano do Recife, que o historiador da Arte estadunidense Robert Chester Smith iria considerar "a primeira cidade digna desse nome na América portuguesa", (…) caracterizada pela liberdade de circulação por meio de pontes e de ruas pavimentadas e traçadas geometricamente, mercados e praças bem plantadas. A descrição da vida em Recife nos tempos de Nassau foi feita por cronistas neerlandeses e por frei Manuel Calado.

Para o historiador Charles Boxer foi sobretudo um "administrador de primeira categoria".

Quase 200 anos se passaram de Nassau para a Revolução Pernambucana. E mais 200 anos desta para a atualidade. E aí perguntamos, e se a Holanda tivesse se imposto perante Portugal, o Brasil seria um país melhor?

É claro que é tudo exercício de suposição, mas vale a discussão antropológica.

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