O presidente Lula demonstrou ojeriza e desprezo pela oposição durante a campanha deste ano, recomendando até extirpar o DEM. Num país democrático esse tipo de atitude causa um constrangimento institucional, pois a oposição é necessária como alicerce político, para evitar o totalitarismo e os desvios administrativos nas esferas do executivo.
Pode ser na presidência ou na menor das cidades brasileiras, deve haver uma oposição responsável. Em quaisquer cidades que não exista uma oposição livre, facilita para que seus prefeitos governem sem prestar contas de suas ações. Já diz o dito popular, toda unanimidade é burra!
Essa oposição deve ser política e preferencialmente feita pelos líderes adversários e pelos parlamentares nas casas legislativas, mas nada impede que segmentos da sociedade ou qualquer cidadão exerça também seu senso crítico quanto à administração pública.
Por isso temos jornalistas, advogados, comerciantes, professores, que acabam por se tornarem portavozes da comunidade quando as casas de discussão falham em sua obrigação institucional de fiscalizar o executivo.
Pensei neste artigo depois de ler a denúncia do meu professor de Ciência Política, Rafael Brasil, sobre a merenda em Caetés, e perceber que oposição em câmaras de vereadores na região não é uma coisa fácil de ver e de se fazer.
Discutir política e administração, isto é exercer a cidadania!
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