O Festival de Inverno é hoje o maior evento cultural da América Latina, e reúne os grandes ídolos da música pernambucana, ao lado de novos nomes da cena metropolitana, principalmente. Porém o formato de seletiva só acontece para programação de Garanhuns, nos demais eventos do mega Festival Pernambuco Nação Cultural é convite, e nossos artistas não são convidados.
Na prática acontece o seguinte: Os grupos da capital e região metropolitana, que estão mais próximos da grande mídia e dos órgãos que gerenciam a cultura estadual, saem para tocar no interior, são sempre convidados, mas os grupos do interior não conseguem conquistar novos espaços, palcos e consequentemente, novos públicos, pois estão longe de onde as coisas acontecem.
A raríssima exceção foi o Cordel do Fogo Encantado, mas o grupo de Arcoverde, depois que conquistou seu espaço, teve tratamento diferenciado.
Vejam o exemplo. Garanhuns recebe em seu festival mais de 400 atrações vindas de todo canto, mas não consegue mandar unzinho sequer para outros eventos. E olha que temos artistas e bandas bem melhores se comparadas a algumas atrações que chegam aqui como regionais, com toda a pompa.
Muendas, Audejan, Rogério e os Cabra, Samba 3, Só Choro, Paulinho Groove, Gláucio Costa, Zezinho de Garanhuns, Roberto Lima, Gonzaga, Marcos Cabral, Valvulados, etc, a galera do rock, são exemplos de bons projetos musicais de nossa cidade que podem tocar em qualquer palco dos eventos realizados pela Fundarpe.
Seria interessante cobrar da Fundarpe a interatividade cultural, que nossos artistas possam tocar nos outros eventos e assim participar mais da vida cultural pernambucana.
Neste final de semana o FPNC chaga a Gravatá.