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quarta-feira, 28 de maio de 2014

Taxa de desemprego na RMR permanece estável. SAIBA MAIS!

Nos últimos 12 meses, a taxa de desemprego total na Região Metropolitana do Recife (RMR) permaneceu praticamente estável e variou de 13,4% para 13,3%. No comportamento mensal a taxa apresentou aumento, passando de 12,8%, em março, para 13,3% em abril. Os números são da Pesquisa Emprego e Desemprego (PED) divulgadas nesta quarta-feira (28), pela Agência CONDEPE/FIDEM, em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), Secretaria de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo (STQE) e Fundação SEADE.

Em abril, o contingente de desempregados foi estimado em 248 mil pessoas e o nível de ocupação na RMR registrou decréscimo de 0,7%. Já o contingente de ocupados foi estimado em 1.616 mil pessoas, 11 mil a menos na comparação com o mês de março. De acordo com o diretor de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas da Agência CONDEPE/FIDEM, Rodolfo Guimarães, o aumento do contingente de desempregados está relacionado a redução de trabalhadores autônomos, com predominância do comércio ambulante. "Apesar dos números, observamos que o mercado de trabalho segue positivo com expansão das oportunidades", comenta.

Entre os principais setores de atividade analisados verificou-se estabilidade na Indústria de Transformação, aumento no setor de Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (0,8% ou 3 mil), seguido pelo desempenho negativo nos setores da Construção Civil (-2,6% ou -4 mil) e Serviços (-0,9% ou -8 mil). "A baixa no setor da construção civil não indica inflexão dos índices ou caracteriza desemprego imediato, pois devemos levar em consideração a dinâmica do mercado e do trabalhador, bem como a sazonalidade do período com o início do período de chuva", enfatiza.

Quanto à posição na ocupação, houve declínio do número de assalariados (-2,0%), estabilidade para os empregados domésticos e crescimento entre os autônomos (2,2%) e dos ocupados classificados nas demais posições (3,5%). Entre fevereiro e março, o rendimento médio real decresceu para os ocupados (-0,9%), assalariados (-1,9%) e autônomos (-0,2%). Em termos monetários, passaram a corresponder a R$ 1.194,00, R$ 1.276,00 e R$ 925,00, respectivamente. 

Segundo o coordenador da PED pelo Dieese, Jairo Santiago, o aumento da taxa de desemprego na comparação mensal já era esperada. "Nos últimos 16 anos, a taxa apresentou sete anos de crescimento e nove anos de redução. A nossa estimativa é que no mês de maio a taxa volte a declinar", pondera.

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