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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Geração de emprego e renda em Garanhuns e Agreste Meridional



O blog VeC Garanhuns veio acompanhando ao longo do ano os números da geração de empregos em Garanhuns. O saldo entre contratados e demitidos tem sido negativo, e pode piorar bastante.

A Nestle está arrendando as instalações da Bom Gosto, que adquiriu a Parmalat, e que agora foi vendida após um processo de recuperação judicial da LBR, foi adquirida pela ARC, que não tem planos de ver a fábrica voltar a produzir. A Nestlé já utilizava parte do parque industrial para produzir iogurtes, ficará com o restante da unidade, mas não tem projetos, ao menos no momento, de ampliar a mão-de-obra, assim os 120 funcionários da Bom Gosto estão com a possibilidade real de perder os empregos.

Um amigo comentou comigo um dia desses de que a estratégia de atração de investimentos para Garanhuns estava equivocada. Empresas como Casas Bahia, Americanas e Assaí, para ficar só nestes, comemorados como avanços econômico e social pela geração de empregos, na verdade retira dinheiro, muito dinheiro, de circulação da região, enviando para outras regiões do país. Não é que se vá recusar os investimentos, mas a cidade precisa focar naquilo que enriquece a região e oferece emprego mais especializado, que pague melhores salários. O resultado a médio e longo prazo é o empobrecimento da região.

Dinheiro que movimentaria o comércio e o terceiro setor, com serviços, acabam enriquecendo outras regiões, e sabem quais? As que produzem os produtos que encontramos nestas big lojas comerciais, que não interagem com a sociedade. Resultado: Nossos comerciantes têm dificuldades e demitem. A cadeia econômica sofre um abalo.

Concluindo sua tese, ele disse que: "Região que se desenvolve e prospera é a que produz!".

Se você concorda com o nosso amigo pensador, vamos então fazer uma rápida análise no que já nos destacamos produzindo, em épocas em que Garanhuns se colocava com um dos principais PIB´s do estado; Leite e Café, principalmente.

O investimento feito agora na CIELA, espaço que visa acomodar micros e pequenas empresas, é interessante e mostra a vontade do município de ampliar a oferta de empregos e a geração de renda, mas é insuficiente. Precisamos de um plano macro, com a participação do estado, com a Ad-Diper e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, e se possível de órgãos do governo federal, como o Ministério da Agricultura, e a Indústria e Comércio, com o futuro ministro Armando Monteiro, para soerguer esta que já foi umas das regiões mais produtivas do país. Caso contrário, estaremos isolados, buscando soluções internas sem impactar fortemente a região e gerando riquezas a longo prazo.

Não podemos ficar feito cidade pequena, somente vendo quem é contra e a favor, satisfazendo-nos com pouco, se podemos pensar grande, objetivar o real crescimento per capita regional.

Um grande seminário regional de desenvolvimento econômico, com todos os atores envolvidos, poderia dar início a esta recuperação para o Agreste Meridional.

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