terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Os candidatos a Governador de Pernambuco e suas movimentações!

Armando busca se recolocar como principal nome da oposição, 
pois vem perdendo espaço para Marília Arraes e Fernando Bezerra




Uma coisa se desenha como certa na eleição para governador de Pernambuco, a possibilidade do segundo turno, principalmente se estiverem na disputa o atual governador Paulo Câmara (PSB), os senadores Armando Monteiro (PTB) e Fernando Bezerra (MDB), e a vereadora do Recife Marília Arraes (PT). Outros nomes como Júlio Lóssio (Rede/Ex-prefeito de Petrolina) e Elias Gomes (PSDB/Ex-prefeito do Cabo e de Jaboatão) também sonham com a disputa.

Com maior estrutura e apoios em todos os municípios do estado, em muitos deles com situação e oposição municipal do seu lado, Paulo estará no segundo turno aguardando seu adversário.

Marília cresceu e apareceu. Mesmo dependente de Lula, tem demonstrado desenvoltura para seguir com a campanha. O PT promoveu um grande evento em Serra Talhada, uma das poucas cidades governadas pelo partido em Pernambuco, para lançar Marília, e repercutiu bem. Resta saber como o restante do estado receberia a candidatura do PT, que está desgastado no cenário nacional. Humberto Costa queria parceria com o PSB de Paulo Câmara, mas os socialistas não demonstram interesse. Então o jeito é o PT seguir em projeto solo. Os petistas já afirmaram que não se juntam com os candidatos da direita e de Temer, claramente em alusão ao grupo formado por Armando, Fernando Bezerra, Mendoncinha e Bruno Araújo. muitas destas informações estão na coluna de hoje do jornalista Inaldo Sampaio. (http://www.inaldosampaio.com.br/)

Quem vai liderar o principal grupo da oposição no estado?
Tudo caminhava para a candidatura de Armando Monteiro quando Fernando Bezerra rompeu com o PSB, conseguiu o PMDB estadual por Brasília e se lançou como o candidato da oposição, atropelando Armando, que ficou observando esta movimentação quieto. Com a questão do PMDB na justiça, os opositores ficaram sem saber se será Armando ou FBC, e aí Armando voltou a se posicionar, dizendo que se o grupo tiver somente um candidato, será ele, ou seja, não será Fernando Bezerra, dando a entender que ele aceitaria as duas candidaturas. Nestes cenários, os nomes de Mendonça Filho e Bruno Araújo já não aparecem como postulantes, resta brigarem por vagas para o senado ou garantirem suas reeleições de deputados. Enquanto todos se decidem, Marília aparece.

Fernando tem arrumado adversários em todos os lados. O recado de Armando parece ter sido para se recolocar como principal líder da oposição. O PMDB com Jarbas e Raul Henry tem tratado FBC como inimigo político, e até Humberto Costa reclamou de Fernando o fato do colega senador, que foi ministro de Dilma, atribuir aos governos petistas as mazelas do país. Humberto classificou as declarações de Fernando como inaceitáveis, já que ele participou dos governos do começo ao final. 

Lembrando que Fernando Bezerra agora apoia Temer e seu filho, Fernando Bezerra Filho, é Ministro de Minas e Energia, que tem levado adiante a privatização da Eletrobras e da Chesf.

Neste cenário, Paulo acompanha o desfecho da questão do PMDB e espera para ver como os caciques da oposição vão se adequar às poucas vagas da chapa majoritária, e pode até pensar em conquistar um ou outro que queira conversar para voltar a compor a Frente Popular. Não seria nenhum absurdo ver Bruno Araújo ou Mendonça Filho com Paulo Câmara.

Armando deixou Eduardo Campos para alçar voos próprios, aceitaria perder este espaço na oposição tranquilamente para Fernando Bezerra? Outra questão que pesa é que as duas vagas que se abrem no Senado Federal na eleição deste ano são justamente as de Armando e a de Humberto Costa. 

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