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sexta-feira, 16 de abril de 2021

Segunda onda: Pela primeira vez, número de mortes de pessoas com 70 anos ou mais cai no país

Idoso recebe a primeira dose da vacina contra a Covid-19 na Neo Química Arena, em Itaquera, o estádio do Corinthians na zona leste de São Paulo, em esquema drive-thru

No momento em que o Brasil atravessa o pior momento de toda a pandemia de covid-19 — na última semana morreram, em média, 2.952 pessoas por dia em decorrência da infecção — o número de mortes de pessoas com menos de 70 anos por causa da covid-19 em um mês superou a de doentes a partir dessa idade no Brasil. Isso ocorreu em março deste ano, quando 55,5% dos óbitos registrados foram de pessoas de faixas etárias mais jovens.

Os dados por idade são dos cartórios de registro civil, responsáveis pelas certidões de óbitos no país. As informações constam no portal da transparência da Arpen-Brasil (Associação Brasileira de Registradores de Pessoas Naturais).

Em março, escreve hoje no UOL Carlos Madeiro, os cartórios registraram 77.202 mortes, recorde até aqui na pandemia, em dados inseridos no sistema até a tarde de ontem. Desse total, 33.975 foram de pessoas com 70 anos ou mais (ou 44%). Nos 12 meses anteriores, essa média variou de 50,5% (em abril de 2020) a 57% (outubro de 2020), mas sempre sendo a maioria dos óbitos.

"A gente já tem visto alguma coisa positiva, como a queda de internações nessas faixas etárias [mais velhos] em algumas cidades e estados. Precisamos, claro, aguardar estudos científicos que apontem; mas o que a gente espera com a vacinação é exatamente isso: a diminuição dos quadros moderados e graves e, consequentemente, das mortes. O exemplo que temos de Israel, por exemplo, é ótimo e animador." Juarez Cunha, presidente da SBIm.

UOL

 

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