sexta-feira, 24 de julho de 2020
GARANHUNS: Vereadores deveriam abrir CPI para investigar obras paradas da prefeitura, defende ex-parlamentar
"É espantosa a quantidade de obras paradas da prefeitura de Garanhuns sem que ninguém faça nada. As pessoas não se pronunciam, ninguém cobra, Ministério Público não se posiciona, não chega na justiça e os vereadores, que deveriam fiscalizar, fazem parte da prefeitura, são quase todos compromissados com o prefeito e não cumprem suas obrigações." - O desabafo é do ex-vereador Eraldo Caxiado, que tem trazido este tema aos meios de comunicação e redes sociais.
"São obras sem conclusão de escolas, creches, pórtico, Ceaga, e até a UPA24h só abriu porque chegou mais dinheiro federal da Covid, se não também estaria lá parada, sem terminar, como esteve nos últimos cinco ou seis anos, e ninguém se pronuncia. Sem contar que os asfaltos feitos estão todos se desmanchando com menos de um ano de feitos nos bairros da cidade." - Afirma o ex-vereador.
Segundo o ex-parlamentar, caberia aos vereadores de Garanhuns investigarem os motivos de tanta obra parada, e ao Ministério Público levar à justiça para punir os responsáveis. "Imaginamos que dois grandes motivos levaram a esta situação, a falta de gestão, totalmente despreparada, que só sabe fazer festa, e o projeto eleitoral do prefeito. Imaginou que iria entregar tudo no último ano de seu governo, depois de sete anos de obras paradas, para enganar a população e eleger seu sucessor" - Finaliza Caxiado.
Aliança pelo Brasil / INTRIGAS DE UM PARTIDO
Lançado em novembro de 2019 para abrigar Jair Bolsonaro e seus correligionários, o Aliança pelo Brasil não conseguiu se viabilizar a tempo das eleições deste ano – eram necessárias 492.000 assinaturas e, até julho, o TSE validou apenas 15.834 – e já vive um racha interno entre caciques, além de sofrer um processo de debandada antes mesmo da sua criação.
Matéria de VEJA mostra os bastidores da disputa que tem ajudado no processo de derrocada precoce do partido, como os conflitos entre três nomes fortes, os advogados Karina Kufa, Luís Felipe Belmonte e Admar Gonzaga.
Nesse ritmo, tudo leva a crer que Bolsonaro precisará de uma nova legenda de aluguel na sua campanha da reeleição, como fez com o PSL em 2018.
O PTB já ofereceu o partido.
quinta-feira, 23 de julho de 2020
Hidroxicloroquina é ineficaz em casos leves a moderados, diz estudo com 55 hospitais no país
O GLOBO
O uso da hidroxicloroquina não oferece benefícios a pacientes com Covid-19 em quadros leves e moderados, concluiu estudo que envolveu 55 hospitais brasileiros. Médicos e pesquisadores acompanharam 667 pacientes de unidades públicas e privadas entre março e junho. O resultado foi divulgado no periódico científico “New England Journal of Medicine”.
“Não constatamos nenhum efeito benéfico, nem com a hidroxicloroquina sozinha nem junto com a azitromicina”, afirma o médico intensivista Regis Goulart Rosa, que participou do estudo. Além disso, os medicamentos provocaram efeitos adversos nos pacientes.
O tratamento com hidroxicloroquina tem como principal defensor no país o presidente Jair Bolsonaro. Ele recomenda a substância desde o início da pandemia e passou a usá-la depois que recebeu diagnóstico positivo para a Covid-19. Bolsonaro faz dois exames cardíacos por dia para monitorar efeitos colaterais.
Em foco: o Ministério da Saúde foi alertado por técnicos a não adquirir e produzir cloroquina em massa. Em reunião em maio, o governo relatou a importação de três toneladas de insumo para produzir a substância. Por ordem de Bolsonaro, o Exército passou a fabricar o medicamento. O Ministério Público que atua junto ao Tribunal de Contas da União investiga suspeita de superfaturamento na compra da matéria-prima. Hoje, o governo tem estocado ao menos 5,4 milhões de comprimidos.
O uso da hidroxicloroquina não oferece benefícios a pacientes com Covid-19 em quadros leves e moderados, concluiu estudo que envolveu 55 hospitais brasileiros. Médicos e pesquisadores acompanharam 667 pacientes de unidades públicas e privadas entre março e junho. O resultado foi divulgado no periódico científico “New England Journal of Medicine”.
“Não constatamos nenhum efeito benéfico, nem com a hidroxicloroquina sozinha nem junto com a azitromicina”, afirma o médico intensivista Regis Goulart Rosa, que participou do estudo. Além disso, os medicamentos provocaram efeitos adversos nos pacientes.
O tratamento com hidroxicloroquina tem como principal defensor no país o presidente Jair Bolsonaro. Ele recomenda a substância desde o início da pandemia e passou a usá-la depois que recebeu diagnóstico positivo para a Covid-19. Bolsonaro faz dois exames cardíacos por dia para monitorar efeitos colaterais.
Em foco: o Ministério da Saúde foi alertado por técnicos a não adquirir e produzir cloroquina em massa. Em reunião em maio, o governo relatou a importação de três toneladas de insumo para produzir a substância. Por ordem de Bolsonaro, o Exército passou a fabricar o medicamento. O Ministério Público que atua junto ao Tribunal de Contas da União investiga suspeita de superfaturamento na compra da matéria-prima. Hoje, o governo tem estocado ao menos 5,4 milhões de comprimidos.
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