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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Quem serão os candidatos DE Garanhuns?

Sentindo a dificuldade da falta de representação parlamentar, Garanhuns tem tentado nos últimos pleitos garantir que pessoas da cidade se elejam aos mais diversos cargos. A falta de força política tem repercutido negativamente no desenvolvimento de Garanhuns e da região. Muitos votos têm sido dados a forasteiros descompromissados que, literalmente, compram apoios de lideranças para garantir seus votos, e desaparecem! 

Mas é verdade também que boa parte da população tem buscado a mudança e o fortalecimento político regional, votando por Garanhuns, e isto tem sido fundamental nos últimos resultados. As duas eleições que Zé da Luz perdeu, para Luís Carlos e Izaías, contou muito o fato dos vencedores residirem na cidade. Votou-se mais contra Zé da Luz que a favor de Luís Carlos e Izaías. Na eleição de deputado em que a campanha pelo voto conterrâneo teve forte impacto social, vimos Sivaldo e João Guido ultrapassarem a marca dos oito mil votos. Izaías e Zé da Luz ficaram em torno dos 15 mil. O movimento contra o projeto Antônio João Dourado mostrou este sentimento, que precisa ser resgatado em 2014, um TODOS POR GARANHUNS, de verdade, que vá além da questão eleitoral como no último pleito, onde se falou em uma administração participativa.

Estamos nos aproximando de mais uma eleição, e Garanhuns está DESESPERADA por representação que bata na mesa pelo município. Gente que tome da nossa água e conheça de fato as coisas da nossa terra, seus problemas e soluções. Precisamos de gente da gente, que compartilhe do cotidiano. Não se trata de arrumar uma verba aqui e outra acolá, é representar de verdade, nos mais necessários momentos, abraçar as causas, dar as mãos, sentir-se parte.

Mas quais são as características que definem quem são estes candidatos DE Garanhuns? Só ter nascido aqui já vale? Não ter nascido aqui, mas viver aqui? Ter negócios no município? Ter vivência política? 

Pela lógica de Paulo Camelo, tem que ter nascido aqui, todos os outros formariam o que acostumou chamar de Legião Estrangeira. Não acredito que seja por aí, pois tem o sentimento da pessoa, que ama esta terra mais que a cidade que nasceu, mais até que muita gente nascida em Garanhuns. 

Ter negócios no município, gerando empregos, torna o empresário representante mesmo sem nunca ter comido um cachorro-quente em Azevedo? Sem conhecer ninguém.

Tem políticos que nunca fizeram nada pela cidade e estão arrodeando procurando onde pousar de novo. Outros se entitulam de Garanhuns, mas onde estavam quando a gente mais precisou? Outros nomes que são sondados nunca demonstraram o espírito político, e são tidos por gente em Recife como legítimos representantes.

No cardápio eleitoral temos pratos para todos os gostos. Gente que nasceu aqui e foi pra longe. Gente de longe que veio morar aqui, outros nem vieram. Lideranças regionais que vivem em Garanhuns e têm aproximação com as esferas do poder. Jovens nomes, alguns com experiência, e outros que são boas apostas se ingressarem no mundo da política para oxigenar o meio.

Há um perfil para se autoproclamar representante de Garanhuns e ter o direito de pedir o voto? Mas quem poderá legitimar o discurso? Votar em quem não vai assumir este compromisso tem repercussão na vida presente e na dos seus filhos, dos seus netos, como estamos sentindo o peso de termos ficado duas décadas sem ninguém brigar por Garanhuns. Não podemos passar a vida comemorando reformas de praças. Precisamos de deputados que busquem ações que impulsionem a geração de emprego e renda, em um projeto sustentável que não provoque um crescimento desordenado. Este é o desafio. Melhorar a vida dos conterrâneos. Tínhamos Izaías na ALEPE e ele escolheu ser prefeito. Ficamos de novo órfãos.

Mas precisamos também que estes deputados, depois de eleitos, batam as asas e impulsionem o aparecimento de novas lideranças, para que tenhamos mais gente na ciranda política estadual. Que os projetos deixem de ser personalistas e sejam de fato coletivos. Que mais e mais gente cresça e apareça. Mas isso tem que ser objeto de debate, não pode ser decidido nas reuniões fechadas de gabinetes em Garanhuns e na capital pernambucana, onde não têm o conhecimento da realidade e engatam projetos falidos por gente que não representa nossa gente.

De todos os cantos aparecerão candidatos, muitos buscando legitimar um discurso para arrancar votos, e Garanhuns não pode correr o risco de novamente ficar sem ninguém na ALEPE e em Brasília, como está agora. Precisamos de gente da gente, onde as pessoas conheçam suas famílias, onde moram, o que fazem, e que se empenhem por Garanhuns como uma questão missionária, natural e mais profunda que projetos pessoais. Pois sabem que para cá voltarão, pois aqui sempre estarão suas raízes.

Quem se definirá candidato de Garanhuns, e quem tem o poder de dizer que não é. O importante de construir esta identidade é justamente isso, para focar na real necessidade de estar representado por alguém que passará quatro anos buscando avanços significativos para Garanhuns e região.

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