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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Entre Dilma e Aécio, pra que lado Eduardo iria?


Creio que ninguém tem dúvidas que se Eduardo Campos chegar ao segundo turno, cada vez mais provável que aconteça, ele tem o apoio do terceiro colocado, sendo ele Dilma ou Aécio. É que o PT e o PSDB são adversários históricos, antagônicos, e Eduardo tem neste momento interseções com os dois lados. Critica o governo, mas fez parte dele durante muito tempo, e seu discurso crítico o aproxima da oposição. Por isto, pode receber naturalmente apoio de petistas e tucanos.

Mas e se Eduardo for o terceiro, pra que lado pende?

Mesmo em conversas com Aécio Neves, em algumas dobradinhas estaduais e até buscando formas de garantir o segundo turno em nível federal, Eduardo ainda tem mais o perfil de centro-esquerda, embora cada vez mais centro, e isto o devolve ao governo. Tem ainda o fator Lula.

Mas em um provável segundo turno, não será apenas uma volta a conversar com o governo Dilma. Para pisar em seu palanque muita coisa seria dita, rearrumada e projetada para a mudança do governo. Em seu discurso atual, o Brasil tem crescido menos do que pode, e do que tinha com Lula.

Não adianta perguntar a um socialista sobre esta hipótese, pois é cada vez mais presente a crença de que Eduardo será presidente do Brasil, sendo ele o adversário de Dilma no segundo turno.

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