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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

SAÚDE EM GARANHUNS: Estado e Município precisam dialogar

O jornalista Carlos Eugênio foi muito competente em uma análise da saúde em Garanhuns, deixando claro que uma solução virá com a união entre município e estado, e não com as farpas que estão sendo lançadas, pois ao final, quem necessita dos serviços é a população.

O assunto foi pauta do radialista Aurimar Ferreira, da Rádio Jornal, e a população se mostrou crítica, tanto quanto ao estado, como ao município. Cobra mais médicos no Hospital Dom Moura e melhores serviços da Rede Municipal (Veja aqui).

A nota oficial do Hospital Dom Moura, que você viu logo abaixo deste post, deixa claro duas situações: A falta de pediatras, principal profissional cobrado pela população nas emergências do município, e; a alta demanda, gerando esperas nas emergências. A população de Garanhuns acostumou a ter seu primeiro atendimento já no Hospital Regional.

Como Garanhuns não oferece hospital municipal, a UPA24h ainda não está funcionando (nem tem previsão) e os PSF´s não estão absorvendo as demandas das comunidades, que passam direto para o Dom Moura, acaba aumentando o movimento das emergências. Lembrando que o hospital é referência regional para 21 municípios, mas Garanhuns responde por 80% dos pacientes. É necessário que se refaça o fluxo municipal, para que a população tome conhecimento e busque adequadamente a instituição que vai lhe atender.

O Hospital Dom Moura tem sido tratado como se fosse municipal, e recebe as cobranças como tal. Os pacientes referenciados dos 21 municípios concorrem com pacientes de Garanhuns que nem sempre são casos para emergência. Por isto, o Hospital Dom Moura implantou a Classificação de Risco, mas tem gente que não entende que casos mais graves têm prioridade. Esta cobrança ao Hospital Dom Moura chegou a ser incentivada até pelo próprio prefeito Izaías Régis, quando tratou da questão de uma ambulância, sem entender que são os municípios da região, na maioria das vezes, que auxiliam no transporte de pacientes do município-sede, pela alta demanda. 

Este débito municipal chegou a ser promessa de Eduardo Campos, que disse que daria o Hospital Dom Moura de presente a Garanhuns, municipalizando-o, quando inaugurasse o novo Hospital Regional Mestre Dominguinhos, que aliás, tem sido cobrado ao governador Paulo Câmara, que ainda não iniciou a obra. A antiga Casa de Saúde Santa Terezinha poderia ter sido utilizada com perfil de emergência, principalmente pediátrica, em vez de fechar, aproveitando a intenção do governo anterior de criar o Hospital Municipal. Já havia um investimento, que poderia ter sido utilizado. Preferiu-se fechar, por uma questão de economia.

A saúde de Garanhuns recebeu serviços de referência como a UPA Especialidades e o SAMU, mas precisamos aumentar a oferta de emergências, como será a UPA24h, por isto se torna uma prioridade para a saúde municipal.

Este embate município/estado aumentou nas últimas semanas. Pessoas ligadas à administração municipal criticam o Dom Moura, pois gera críticas políticas ao estado, do qual o prefeito tem feito oposição. A cada eleição o hospital estadual volta ao debate, pois é certo que gera dividendos para quem critica.

Por outro lado, os que defendem o estado criticam a saúde municipal. a) A intenção do prefeito de não inaugurar a UPA24h, que desafogaria a emergência do Hospital Dom Moura. b) criticam os PSF´s, que não teriam quadro de pessoal e estrutura necessária. c) falta de medicamentos. d) Exames que demoram meses para serem liberados, etc.

É claro que as eleições deste ano dão um molho especial às críticas, de um lado e de outro.

No meio disso tudo, o usuário que precisa do médico, do exame, do remédio, e não quer saber se vem do município, do estado ou da União.

Portanto, a alternativa é o diálogo, acima das questões políticas, e os vereadores da oposição municipal, segundo Carlos Eugênio, podem ter papel importante neste processo, buscando aproximar as autoridades da saúde de Garanhuns com o Governo do Estado. O correto seria o prefeito diretamente com o governador, mas Izaías tem assumido um papel de deputado de oposição, com críticas públicas, em vez de buscar as relações institucionais. Mas ainda pode e deve buscar o Governo do Estado, pelo cargo que ocupa.

Entretanto, através da Casa Civil, com Antônio Figueira, e da Secretaria de Saúde, com Iran Costa, o diálogo poderia proporcionar um encaminhamento para a saúde em Garanhuns, buscando-se as formas viáveis para que o município coloque a UPA24h para funcionar, além de alternativas para que estado e município aumentem a oferta de médicos nas emergências.

Está cômodo para o município sobrecarregar o Hospital Dom Moura, mas quem está sofrendo é a população, que precisa de uma melhor oferta de serviços, quer seja no hospital estadual, nos PSF´s, na UPA24h, e quem sabe, um dia, em um hospital municipal.

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