segunda-feira, 19 de julho de 2010

Nota do Blog - Apoio das Secretarias Municipais

Recebemos uma ligação do secretário de comunicação social da prefeitura, Carlos Eugênio, que se comprometeu em resolver o problema das cadeiras no camarote da imprensa da Praça Guadalajara. É importante que se diga que essa falha de ter colocado apenas uma cadeira por emissora é infra-estrutural dos camarotes, ou seja, cada camarote tem sua mesa com cadeiras, naturalmente. Ninguém que compra camarote vai estar carregando mesa e cadeira todas as noites. Geralmente a empresa de bebidas patrocinadora do evento fica responsável pela ação. Portanto, não seria diferente no camarote da imprensa.
É necessário que se diga que estamos tendo bom espaço para trabalhar e também a questão técnica.
Registramos esse problema das cadeiras desde a primeira noite, e sei que se tivesse entrado em contato com o secretário já poderíamos ter resolvido, mas ressalto que não acho que seja responsabilidade da secretaria de imprensa do município e de Carlos Eugênio. Mas em todo caso, Carlos entrou em contato para resolver, e hoje já não teremos esse problema.
E já que estou num texto elogioso, quero também deixar registrado o apoio que recebemos da Prefeitura de Garanhuns para a realização do DORITOS GARANHUNS FESTIVAL. As secretarias de Turismo, Cultura e Obras estiveram presentes, proporcionando a realização com sucesso. Gabriela Valença apoiou o projeto desde o primeiro momento e trabalhou para que pudéssemos realizá-lo. Ana Nery também foi uma pessoa que participou coordenando o apoio logístico. Fizemos questão de deixar claro que em nenhum momento o evento era um ato de rebeldia ou revolucionário, o evento teve dois objetivos claros, suprir a lacuna do Pau-Pombo, oferecendo uma programação alternativa e fazer o merchandising dos produtos patrocinadores, e os objetivos foram alcançados. Gabriela entendeu essa proposta desde o início, por isso o município realizou um evento que pode inclusive marcar o calendário do Festival para o próximo ano, mesmo que seja em outro formato, caso a Fundarpe reveja a programação e realize no primeiro final de semana as apresentações oficiais. Caso seja de interesse por parte do órgão cultural do estado, podemos até pensar numa forma em parceria.
Fazemos esses registros pois estamos sendo testemunhas do esforço de profissionais de determinadas secretarias como são Comunicação e Turismo em poder contribuir com essas ações. São amizades e parceiros que deixei na administração pública, e que poderemos contar sempre!

Deputada Terezinha Nunes alerta sobre encolhimento do Festival de Inverno

Criado há 20 anos por iniciativa do prefeito Ivo Amaral, o Festival de Inverno de Garanhuns é um sucesso de público e leva milhares de turistas àquele município, um dos mais agradáveis do interior pernambucano, de clima ameno e povo acolhedor.
Mas, em meio a festa de 20 anos, há algo de preocupante em relação ao FIG que, por projeto de nossa autoria, é agora reconhecido como Patrimônio Cultural e Imaterial de Pernambuco, ganhando com isso o realce que sempre mereceu ter como pioneiro na interiorização das promoções culturais em nosso estado.

Antes o festival era concentrado muito em torno da Praça Guadalajara, onde são realizados grandes shows, que atraem público expressivo mas não deixam muita coisa depois de realizados pois se trata apenas de apresentação de artistas, sem nenhuma preocupação com a formação cultural. Por isso, na gestão do então governador Jarbas Vasconcelos, se partiu para a descentralização dos eventos e foram incluídas programações especiais para o Parque Euclides Dourado e o Pau Pombo, além de ampliados os dias das oficinas culturais onde se apresentam artistas pernambucanos, em sua maioria, e onde há formação de jovens atores e o despertar de todos para as -diversas expressões da rica cultura pernambucana.

O FIG ganhou com isso uma nova dimensão. Toda a cidade passou a respirar cultura dia e noite durante os 10 dias do evento.

Este ano, embora o Governo do Estado tenha anunciado antecipadamente que estava investindo no festival mais de R$ 8 milhões - no governo anterior o investimento chegou no máximo aos R$ 3 milhões - não foi feita qualquer programação para o Pau Pombo e o Euclides Dourado na primeira semana do festival, o que acendeu a luz vermelha no sentido de que o FIG pudesse voltar a se concentrar na Praça Guadalajara, como era antigamente.

Não houve jeito de mudar a postura adotada. Por isso produtoras locais unidas ao município acabaram fazendo uma programação paralela mas pequena para os dois locais, de forma que houvesse também movimentação durante o dia no sábado e no domingo.

Além deste descaso do Governo estadual com os dois palcos alternativos, se anunciou que seria investido apenas R$ 56 mil na contratação de atrações locais para os dez dias do festival quando milhões foram destinados aos artistas de fora. Isso acabou criando um grande mal-estar entre os artistas do município já que a Prefeitura, que é quem os contrata, acabou reduzindo os valores dos cachês em relação a 2009.

Um dos mais respeitados jornalistas de Garanhuns, Roberto Almeida, expressou bem no seu blog o descontentamento com a postura em geral no que se refere ao FIG registrando o seguinte desabafo: " do jeito que está continua como um circo: É o Festival de Inverno em Garanhuns (e não de Garanhuns) que, após terminar, deixa muito menos dinheiro do que deveria."

Realmente, se há algo que precisa ser dito a respeito do Festival de Garanhuns é que ele precisa ser cada vez melhor e mais abrangente. Se agora o Governo tem muito mais recursos para alocar no evento por conta da maior arrecadação de ICMS, não se justifica que, ao invés de aumentar o festival se reduza seu tamanho como aconteceu este ano.

Por Terezinha Nunes
(Reproduzido do Blog da Transparência, que cita o Blog do Jamildo)
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Agora comigo: Infelizmente não vimos por parte dos nossos representantes estaduais a queixa necessária quanto a estas falhas na programação, que colocam em risco a descentralização nos finais de semana, superdimensionando a importância da Esplanada Guadalajara, que ficou estourando de gente pela falta de programação nos outros polos. E ainda tem os apaixonados pela Cultura Popular e pela Música Instrumental que vêm à nossa cidade exclusivamente para curtir esses polos, sem nem pisar na Guadalajara, que por ter uma programação muito eclética, não cria a empatia que os outros polos têm com seus públicos, como é o caso da dança, do Virtuosi na Catedral, e claro, o Pau-Pombo. O Festival dobrou seu investimento nos últimos anos e diminuiu as noites de apresentações.

Tem coisa na vida que vale mais do que dinheiro! E Garanhuns!?!?!

Tem alguns comentários que recebo aqui no blog que não publico pra não parecer que estou querendo ser "as coisa". São mensagens carinhosas de amigos que gostam de mim, de minha esposa, minha família e do blog. Outros eu até deixo passar, mas fico encabulado! (vocês são do tempo de "encabulado"?)
Alguns amigos como Audálio, Selma, Roberto, já são tidos como suspeitos, devidos à reciprocidade.
Mas confesso que me deparo com alguns comentários que me chegam com palavras que me derrubam. Ao final do DORITOS GARANHUNS FESTIVAL, sabem quem veio me parabenizar? Dr. Walter Mário. Gente, esse médico diagnosticou há seis anos um grave problema de saúde que tive, e praticamente salvou minha vida. Aí, poxa, ao final de um dos mais importantes momentos da minha vida profissional, ao lado da minha esposa (SEMPRE) e tantos outros parceiros, aparece essa pessoa de cabelos grisalhos me agradecer! Gente, isso é a retribuição divina! Deus sabe o que faz! E ele precisava estar ali para ver que existe um propósito pra quem faz o bem.
Chego agora e vejo um comentário da Marília Jaqueline. Poxa vida! Se eu nascesse de novo e não pudesse ser o Petrúcio Amorim, eu queria ser ela! Já viram a menina de um metro e vinte escrevendo? Ela conseguiu trazer a experiência das outras vidas pra esta. Não tem outra explicação! Não conseguiram dar um restart no conhecimento da pequena, e ela nasceu com o HD da vida anterior. E ela inventa de me elogiar, aí me derruba! Num faz isso não, Pelamordedeus!
Sou feliz com a vida que tenho. Dois filhos perfeitos, contas mais ou menos em dia, e uma esposa maravilhosa (AHHHH! Isso é mesmo!). Pai e mãe vivos... Cerveja na geladeira, Ruffles no armário! (Só o santinha que me dá um trabalho danado!)
Sou sem segredos, embora muitas pessoas procurem as entrelinhas em tudo que faço e escrevo. Todos Passam, eu passarinho! Todos vão e eu... Vinho!
Enquanto a vida passa, coleciono amigos!
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Olha só o que falou a Marília:

Ronaldo,


Tenho comentado muito pouco em blogs, embora continue lendo sempre.
Mas tenho de passar aqui pra parabenizar você pelo Doritos Garanhuns Festival.
Infelizmente, não pude ir ver, porque estou meio adoentada esses dias e preferi evitar o frio.
Mas meus pais, antigos habituès do Pau Pombo foram prestigiar e elogiaram bastante o projeto.
Como disse lá no Ainda Podia Ser Pior, Garanhuns tá precisando de gente que, em vez de reclamar e esperar pelo "governo" (prefeitura, presidente ou o que quer que seja), vá lá e faça.
Você tá de parabéns mesmo.

Abração!

marilia j.
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Agora comigo: Deixa eu dizer aos amigos, e sei que Marília não desejaria isso pra mim.
Não sou político nem pretendo beber dessa água. Contribuo muito mais com a minha cidade continuando sendo quem sou e fazendo o que faço. Nada mais, nada menos!
Não foi pela Marília, mas precisava deixar isso claro para evitar os recentes comentários que tenho percebido e recebido. Percebi que produzo mais estando na iniciativa privada e não me sinto tentado a entrar na vida pública, NUNCA.
O que precisamos é de projetos. Por exemplo, em vez de escutar os candidatos, Garanhuns precisa apresentar as condições de apoio em massa. Apoio às manifestações e projetos culturais de nossos artistas, embora se capte milhares de reais nos ministérios e secretarias de cultura e turismo, não vemos esse investimento chegar na produção cultural.
Desenvolvimento de parque industrial. Não temos um projeto e nem ninguem que assuma a trincheira de brigar junto ao governo do estado por indústrias para Garanhuns.
Mais participação de Garanhuns no Festival de Inverno, onde estamos sendo contratados somente para bater palmas.
Portanto, precisamos criar urgentemente uma agenda política, para que possamos cobrar dos candidatos que assumam o compromisso com os nosso propósitos. Seria assim que deveria funcionar. Mas não é!  Na prática, Garanhuns é segundo plano, o que vale mesmo é a compra de apoios e quantos votos cada um pode render!
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Aí quando escrevo ou falo assim é porque estou comprado! Isto afronta as pessoas de bem que se sintam representadas por mim! E o interessante é que na maioria da vezes aqueles que criticam são os que de fato e de direito estão comprados e corrompidos pelos políticos profissionais! Estão empregnados em seus empregos ou ostentam uma praguinha no peito pelo status quo de uma situação desejável!
É por isso que acho que precisamos repensar a forma que temos feito política em Garanhuns! Mas isso é assunto pra depois!
Vou dormir pesando duzentos gramas!

domingo, 18 de julho de 2010

Um sábado pra ficar na história - Os Cabra, Zefinha, Skank e os Móveis

Não sei, talvez mais de 50 mil pessoas estiveram na Esplanada Cultural Guadalajara para ver Skank, mas viram também Rogério e os Cabra(assim mesmo, no singular), Dona Zefinha e Móveis Coloniais. E foi tudo muuuuito bom!
Começando com Rogério e seu bando, ou banda! Os cabra tão afinados, fazendo um som que não cabe mais somente em Garanhuns, tanto é que o cantador ganhou o Festival da Canção de Quipapá. Rogério faz um som que de tão regional é quase erudito, uma mostra de que existe muita lapidação para se fazer uma música simples, com sotaque das coisas da gente.
Produtores - descubram Rogério e os Cabra. Achem nele o que viram em expoentes da nossa música como Lirinha, Lenine e Chico, misturado com Xangay e Audejan. Imagine se o Zé Ramalho e o Chico César tivessem entrado no cantoria cantando coisas de Maciel Melo e Xico Bizerra. Acho que é por aí! Mas o cara tem um estilo próprio, mesmo com essas referências que passei pra vocês. Infelizmente não chegamos na grande mídia, e nem nossas próprias rádios tocam as músicas de Garanhuns. Claro com algumas exceções de horários, radialistas e músicos. Quando chega festival a gente corre pra entrevistar, mostrar o show, conseguir o CD, mas não bota pra tocar e depois se esquece que os caras existem. Do palco principal, quantos estão tocando em nossas rádios? É claro que tem a preocupação de se tocar os sucessos que o povo pede, mas a rádio tem um dia todinho de programação...

Depois veio a banda cearense Dona Zefinha, e foi outro espetáculo. Jesus! Que bom!
A banda mistura música com humor circense, fica uma coisa mambembe, como se fossem fazer a apresentação no meio de uma praça. Saltimbancos dos novos tempos. Uma grande brincadeira de cultuira popular que funciona no palco pela irreverência da trupe. Foi realmente inesquecível. Quero ver de novo! As performances são geniais, são músicos, atores e intérpretes. Assim passearam no palco brincando, cantando côco, mexendo com a sonoridade vocal e dos instrumentos. Poxa, como é difícil descrever a magia que vimos no palco. Descubram Dona Zefinha!

Skank foi FE-NO-ME-NAL! Samuel Rosa e a banda mineira cantaram os grandes sucessos da banda em quase duas horas de show. Das baladas românticas à agitação dos grandes hits, a praça cantou junto com SKANK, que segundo nossa enquete, é o grande nome deste festival. A ansiedade de ver o grupo no Festival de Inverno era muito grande e não decepcionaram. A turma jovem pulava, cantava numa energia contagiante. Os camarotes balançavam! Skank é aina jovem mas traz um resgates das bandas de pop rock dos anos 80, por isso agrada a várias gerações. Samuel Rosa já não é um menino, mas dialoga com os teens como se adolescente fosse! Demais! Um dos maiores públicos do Festival de Inverno em sua história. Era show pra encerramento. Fico com a impressão que não devemos repetir o público deste sábado (E olha que hoje é a noite do brega!).

Encerrando a noite, Móveis Coloniais de Acaju! Uma dessas bandas que dá a impressão que ninguém nunca ouviu falar e de repente estoura nas paradas de sucesso. A galera já conhece suas canções, meu filho disse que curte na MTV. O som é pop rock e o repertório é dançante, que mais a juventude quer pra fazer suas baladas? Então é sucesso garantido. Seguraram um grande público na praça, mesmo depois de Skank.
Por fim, um sábado muuuuito prazeroso de Festival de Inverno.

Dois detalhes:

No camarote das rádios só tem uma cadeira para cada emissora. É um rodízio para sentar. Ninguém aguenta trabalhar nessa agitação de 8 da noite às 2 da manhã sem descansar as pernas. Alguém, por favor, ...

Hoje não tem Cultura Popular e Pau-Pombo, perdoem-me a franqueza, mas é um absurdo! Garanhuns está com sua população triplicada e esses dois importantes polos musicais do Festival de Inverno, junto com Forró e Pop, fazem um roteiro alternativo da Esplanada Cultural Guadalajara. Assim é como se o Festival não estivesse acontecendo em sua plenitude! Para muuuuita gente, esses palcos são mais importantes mesmo que a própria Guadalajara. Né não???!!!

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