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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Izaías Régis: A nova cara da cidade

Lago da Perucaba em Arapiraca

Estivemos recentemente em Arapiraca e Arcoverde, am ambas as mesmas constatações. As cidades estão bem cuidadas, limpas e com opções de lazer além de bares e restaurantes. Ontem, com a nossa banda, fomos a Arcoverde. O clima seco, com a estiagem, já se constata desde a saída daqui. A partir de Caetés, e mais precisamente depois do trevo de Capoeiras, a impressão que dá é que o Sertão está vindo para o Agreste. Muito seco, sem verde e com muitos animais mortos na beira da pista. Neste trecho de 90 km, devemos ter encontrado uns oito bois mortos no caminho. Não sabemos se morreram de fome, atropelados (creio que não) ou se foram deixados mortos pelos muitos caminhões que estão levando nosso rebanho para outros estados fugindo da seca.

Pois bem, Arapiraca criou uma espécie de orla no entorno do lago da Perucaba. Urbanizou um espaço que era pobre, poluído e de certa forma, sofria com o preconceito da cidade. Pra lá eram jogados dejetos de galerias. Parece que até o matadouro público corre pra lá. Mas tudo mudou com um excelente projeto urbano.

A Perucaba mudou. Recebeu vias de acesso que melhoraram o tráfego urbano, academia das cidades, biblioteca, bares e restaurantes, iluminação especial, espaço para grandes eventos, e cidade mudou junto com o lago. A cidade, embora tenha um trânsito complexo, flui, e parece estar bem cuidada, ao menos aos olhos de alguém de fora. O prefeito fez o sucessor, ou melhor, sucessora, e dizem por lá, que são namorados. Não são casados, pois assim Célia Rocha não poderia ser candidata. Ela é deputada federal. A promessa é a cidade continuar como está. Bem!

Em Arcoverde, Zeca Barbosa também fez o sucessor, ou melhor, também sucessora. Madalena é sua vice, e se elegeu com facilidade. Quem vê a cidade entende facilmente, a Porta do Sertão está bem cuidada. Ruas limpíssimas, povo nas ruas brincando e se divertindo, inclusive neste final de semana que tinha evento no meio de uma praça, encontravam-se facilmente pessoas que fazem a administração misturadas com as pessoas, numa interação que, logicamente, melhora o governo.

Traduzo isto numa simples opinião. A cidade fica com a cara do seu prefeito. Em Arapiraca e Arcoverde, os prefeitos gostam de eventos, são sociais, e deixaram as cidades extrovertidas. Tem sempre alguma coisa para se fazer.

Não é uma crítica a Luiz Carlos, prefeito de Garanhuns, é uma observação. Não é característica de Luiz Carlos estar em eventos. Mais caseiro, esta "missão" poderia ser cumprida por seus auxiliares diretos, mas também não temos um secretariado municipal que se encontre facilmente na vida cotidiana da cidade.

Como não gostam, não incentivam, não participam, e a cidade vai vivendo sem investir no lazer social.

O prefeito dá a cara da cidade. Vejamos, Ivo Amaral sempre esteve em todos os eventos sociais, e incentivou suas realizações, era uma época de muitas festas, tanto de rua quanto nos clubes. Antes já existiam diversas atividades nos bairros, festas tradicionais e grandes bailes, com José Inácio Inácio Rodrigues.

Bartolomeu também investiu nos eventos. Participava. Silvino, mesmo mais carrancudo, também cuidou dos eventos. A coisa diminuiu aos poucos até quase parar com Luiz Carlos. Os eventos sociais, salvo as exceções de Kitty Lopes, desapareceram. Bailes, estes não existem mais. Os bairros não têm nenhuma atividade sócio-cultural.

Mas parece que vai mudar. Izaías gosta de atividade, de ver movimento no município, e tem mostrado isso ao longo dos anos. Muitas vezes tira dinheiro do bolso para patrocinar todo tipo de evento, dos esportes às festas, feiras, encontros, etc. Ele mesmo foi realizador de festas e festivais. Izaías também investe bem na comunicação, e é figura fácil de se encontrar nos eventos.

Parece que a cara da cidade vai mudar, e promete trazer mais alegria! Como constatamos em Arcoverde Arapiraca.

Interessante: Arapiraca, Arcoverde e Garanhuns terão administrações do PTB a partir de janeiro.


Um teste: Quando foi o último evento sócio-cultural realizado pela atual administração. Culturalmente, depois do FIG, a cidade parou. Tivemos a Bienal. Mas em ambos magnifícos eventos, a prefeitura é apenas parceira de projetos que chegam prontos! E são muito grandes. Falamos aqui da cultura cotidiana. Dos pequenos encontros culturais que movimentam a cidade, ao passar das semanas.

Somente o argumento de não ter dinheiro não explica, pois o evento de Arcoverde foi simples, barato, participativo, e de grande impacto cultural.

Criatividade e apoio aos realizadores. Muitas vezes basta isso.

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