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DR. ELENÍLSON LIBERATO

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

PARTO NORMAL: Governo quer diminuir drasticamente os partos cesáreas. Mulher não decide



Perguntamos em nossa enquete: Quanto ao parto, você acha que...

E nossos e-leitores apontaram:

A mulher deve ter o direito de escolher que tipo de parto quer ter!  80 votos (67%)
Só deve acontecer a cesárea se o parto normal for complicado. 38 votos (32%)

Mas não é nesta direção que apontam as novas regras sobre partos no Brasil. Concordamos que os partos normais devem ser incentivados, entretanto, creio, a mulher deveria ter o direito de decidir. Leiam na matéria abaixo.

Governo quer diminuir drasticamente os partos cesáreas

A Agência Nacional de Saúde divulgou na última semana as novas regras para a realização de partos no Brasil. O objetivo da ANS e do Ministério da Saúde é estimular a realização dos partos normais. Segundo Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o país onde mais se realizam cesáreas no mundo. As taxas chegam a 84% no sistema privado e a 40% no SUS -- o recomendado pela OMS é 15%. As novas regras geraram opiniões divergentes entre especialistas. Entenda melhor as recomendações e seus objetivos:

O que o governo quer com as novas medidas?


Reduzir o alto número de cesárias no Brasil, hoje o País onde mais se realizam cesarianas em todo o mundo. Segundo dados do Ministério da Saúde, na rede privada 84% dos partos são cesarianas. No SUS, o índice chega a 40%. A OMS recomenda 15%.

As novas medidas foram comemoradas por especialistas em saúde maternoinfantil. Entretanto, associações médicas questionam as regras, que preveem mais informações para auxiliar a gestante na escolha do obstetra e incluem o preenchimento, pela equipe de saúde, de um gráfico sobre etapas do trabalho de parto, o partograma.

Segundo Silvana Granato – uma das coordenadoras da pesquisa Nascer no Brasil da Fundação Oswaldo Cruz, que ouviu mais de 24 mil mães em todo o país –, a exigência do partograma obriga a equipe médica a esperar a mulher entrar em trabalho de parto, em vez de realizar cesarianas pré-agendadas, antes mesmo de indicação médica. “Com esse documento, teremos como saber qual a justificativa para a cesariana.”

Silvana contou que é normal gestantes da rede privada agendarem as cesarianas com antecedência, por uma série de razões culturais, como a falta de informação sobre o parto normal humanizado. Ela alerta que, em alguns casos, os bebês nascem a partir da 35ª semana, antes de estarem totalente formados, entre a 39ª e 40ª semana. “A cesariana é um evento para salvar vidas, só deve ser feita sob recomendação porque têm grandes chances de causar prejuízos”. Quando os bebês nascem antes do tempo, têm mais chances de terem problemas respiratórios e serem internados em UTI.

As associações médicas concordam que é alto o número de cesarianas na rede privada de saúde, mas são reticentes às novas regras da ANS. O Conselho Federal de Medicina (CFM) questiona a obrigatoriedade de apresentação de percentuais de partos cesáreos e normais e teme que os especialistas sejam estigmatizados na rede.

“Temos hospitais e médicos especializados em alto risco que, obviamente, fazem mais partos cesáreos”, explicou o vice-presidente do CFM, Mauro Luiz de Britto Ribeiro. Ele defende que outras variáveis sejam divulgadas junto com os percentuais, como a própria especialidade médica e as condições de cada unidade de saúde para atender a eventualidades.

No meio de toda a discussão tem a opinião da mulher, que parece ter ficado meio à parte da nova regra. O parto normal é regra, cesárea é exceção, e a escolha da mulher grávida não deve ser tomada em conta pelo médico que precisa cumprir as novas regras.

Sobre texto da Carta Capital

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