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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

MAIS UM: Governo de Minas Gerais atrasa salários dos servidores. E Pernambuco, supera a crise nacional?

Mais um estado brasileiro demonstra os efeitos da crise nacional. Depois do Rio Grande do Sul, Brasília, Rio de Janeiro, entre outros, agora é Minas Gerais que atrasa salários de servidores. O governo fará o pagamento referente ao salário de dezembro de 2015 apenas em 13 de janeiro. A lei autoriza o pagamento até o 5º dia útil do mês subsequente. O sindicato denunciou que não é o primeiro atraso. O 13º salário só teria sido pago em 22 de dezembro, também desafiando o período legal.

Em nota, a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão informou que o atraso se deve às dificuldades financeiras enfrentadas pelo estado, sobretudo em 2015, devido à forte redução na arrecadação do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Os pagamentos de janeiro, fevereiro e março ainda não têm data prevista, e é provável que também atrasem. 

O governo de Minas tomou algumas medidas para aumentar a arrecadação e o caixa, como utilização de depósitos judiciais, aumentos de impostos,  a exemplo do ICMS, cortou despesas, mas mesmo assim não deu. Em Pernambuco, medidas semelhantes ajudaram o governo a superar 2015. 

Outros estados também estão enfrentando problemas semelhantes a Minas Gerais. Em Sergipe, o 13º dos servidores ainda não foi pago. No Rio Grande do Sul, após atrasar salários, o governo resolveu parcelar os atrasados no contra-cheque dos servidores. Brasília está em crise com o funcionalismo desde o início de 2015, aliás, o governo anterior já deixou os salários atrasados para o governador Rodrigo Rollemberg.

No Rio de Janeiro foi decretado Estado de Emergência na Saúde por falta de recursos. A União e a prefeitura do Rio ajudaram o estado com empréstimos e adiantamento de receitas. No Paraná, professores foram para as ruas numa batalha contra o governo.

Em Pernambuco, o governador Paulo Câmara adiou aumentos a categorias do funcionalismo, mas conseguiu até agora pagar a folha em dia, levando os vencimentos para o 5º dia útil do mês seguinte. A folha está no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, devido à queda da arrecadação em mais de R$ 1,5 bilhões em 2015. As contas têm sido feitas na ponta do lápis, elevando inclusive o respeito ao governador no sul do país, onde tem sido convidado para falar a empresários, entrevistas a importantes meios de comunicação, e participar de reuniões com outras lideranças nacionais. Câmara é um técnico da área econômica, que foi Secretário da Fazenda do governo de Eduardo Campos. 

Entretanto, parte considerável da população, como pode ser vista em nossa enquete, não quer saber de crise, e cobra investimentos urgentes em áreas como a segurança. As obras do FEM, marca da atual gestão, principalmente em Garanhuns, não chegam à população como investimentos do Governo Estadual. Na cidade, onde o prefeito Izaías é desafeto do governo estadual, percebe-se forte rejeição ao governador. Por adiar aumentos, o funcionalismo estadual também critica a gestão.

Muita gente aposta, que superada a crise em 2015 e 2016, os próximos anos de 2017 e 2018, quando haverá a campanha da reeleição, será da retomada forte do crescimento no estado. Ao menos, diferente de outros estados, Pernambuco vai superando os momentos mais difíceis.

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