domingo, 25 de julho de 2010

Hotel Tavares Correia deve entrar para lista de bens tombados de Pernambuco

O Hotel Tavares Correia, considerado um ícone de Garanhuns, no Agreste Meridional do Estado, será alvo de um estudo realizado pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), que vai determinar a relevância do local para a região.

O resultado desse estudo será encaminhado para o Conselho Estadual de Cultura que poderá aprovar o conjunto arquitetônico para entrar na lista de bens tombados pelo Estado.

HISTÓRICO – Em 1917, o médico José Alves Tavares Correia, fundou em Garanhuns, o Instituto Médico Cirúrgico Tavares Correia. Três anos depois, em função da grande procura de tratamento e, posteriormente, de todo o País, o Instituto foi transformado em Sanatório. Atualmente o local funciona como o Hotel Tavares Correia que está voltado potencialmente para turismo de negócios da região. Com 122 unidades habitacionais e 500 leitos, recebendo uma média diária de 250 a 300 pessoas, o Hotel Tavares Correia de Garanhuns conta com aproximadamente 60 colaboradores, contribuindo para o fomento da economia do Município.
http://jc.uol.com.br/index.php

LIBERDADE DE IMPRENSA E JUSTIÇA - Por Jeová Barros Jr


No domingo passado, escrevi sobre a liberdade de imprensa, o que ela significa e a relação dela com uma outra liberdade, a de expressão; também fiz outra relação da liberdade de imprensa com os Direitos Humanos, passando, ligeiramente, pela origem histórica do surgimento de tais direitos.

Pois bem, como prometido, pretendo, na exposição que farei hoje, tecer comentários sobre um caso específico (um caso concreto), que é a atuação da imprensa e das autoridades, no episódio do desaparecimento da Eliza Samúdio bem como o indiciamento do goleiro Bruno do Flamengo.

Como devem atuar as autoridades policiais.

O inquérito policial tem a finalidade de apurar a existência, ou não, de um crime, com a respectiva indicação do autor (ou autores) do delito. De acordo com a lei, o inquérito policial deve ser instrumento, ou seja, o meio, para consubstanciar uma eventual denúncia, por parte do promotor público.

Além de estabelecer a finalidade e a instrumentalização do inquérito, já que ele é meio para se atingir aquele fim pretendido (ou seja, apuração do crime e respectiva autoria), a lei determina como deve ser realizada essa apuração; determina, pois, a forma como o inquérito deve ser conduzido pela autoridade policial (delegado).

De acordo com a lei, a autoridade policial não deve dar publicidade ao inquérito, enquanto a investigação está sendo realizada. A legislação determina que somente os investigados e os advogados deles é que podem ter acesso ao inquérito, em regra. Mas, excepcionalmente, o inquérito é sigiloso até para os investigados.

A razão de ser dessa determinação legal de sigilo é, principalmente, preservar a intimidade, a honra, a reputação e outros direitos individuais daquele que pode ser apontado como autor; pretende, também, evitar constrangimentos indevidos.

Uma investigação policial, quando possui um suspeito, infelizmente, não atinge só a esfera da vida dele; ela atinge o ambiente familiar do suspeito, atinge também o ambiente de trabalho dele e todo o círculo de amizade.

Mesmo que, amanhã, após a conclusão do inquérito policial, fique afastada a participação do investigado, tendo o caso se tornado público, a interrogação acerca daquele fato sempre ficará presente e, com ela, a desconfiança de toda a sociedade para com o outrora investigado.

Quero dar um exemplo, para tentar traduzir o que significa dizer que o inquérito policial atinge não só o investigado, mas toda a família dele.

No presente caso do goleiro Bruno, os filhos dele, por exemplo, que até dois meses atrás se orgulhavam de ter o pai como goleiro do flamengo, os quais, talvez, na escola eram cercados na segunda-feira, após uma vitória do rubro-negro carioca que, porventura, teria ocorrido no domingo, hoje sequer podem ir ao colégio, para evitar constrangimentos, piadinhas, xingamentos, etc.

Se, ontem, eles podiam ir ao clube, no sábado, para tomar banho de piscina, hoje não ousam sequer pegar o elevador do edifício para saírem de casa, atravessarem a rua e ir à banca de revista. Infelizmente, uma investigação policial atinge não só o investigado, pois ela passa da pessoa do suspeito e atinge pessoas que nada tiveram a ver com o fato apurado.

A imprensa e o inquérito policial.

A liberdade de imprensa, assim, de certa forma, vai de encontro ao que a lei estabelece, quando a legislação determina o sigilo do inquérito policial. Isso porque a essência da tarefa da imprensa é informar, isto é, dar publicidade aos fatos que ocorrem na sociedade.

Ou seja, se a lei determina à autoridade policial uma atuação discreta, essa determinação não vai atingir os órgãos de imprensa; é uma determinação, única e exclusivamente, para a autoridade policial; por isso, em regra, nenhuma restrição é imposta, pela lei, aos órgãos de imprensa.

Escrevi em regra, porque, como vimos na semana passada, se a imprensa possui a liberdade de informar, essa liberdade deve não extrapolar os limites do razoável, a fim de evitar aqueles abusos que mencionei, quando disse que uma coisa era ter um direito, outra totalmente diversa é abusar desse direito.

A imprensa, em síntese, age com abuso, geralmente, quando dá publicidade a rumores, quando noticia fatos inverídicos, quando invade a privacidade alheia, quando apura um fato e, por interesses escusos, não leva ao conhecimento da sociedade tais fatos; age, ainda, abusivamente, quando deturpa os fatos ou quando manipula a informação para beneficiar um grupo político, religioso, etc.

Mas é importante salientar que a imprensa desenvolve um papel fundamental, numa democracia, que é o de dar publicidade aos fatos que interessam ao público; ela presta um serviço de grande valor quando, por exemplo, descobre um desvio de verba ou uma escolha errada do governante, ao estabelecer uma prioridade na administração pública e informa a opinião pública acerca desse fato, a possibilitar o controle do poder público e impedir, consequentemente, o abuso de poder.

Por outro lado, convém observar, também que, apesar desse papel fundamental, existem as formas devidas para se atingir essa finalidade de informar, ou de dar conhecimento a sociedade os fatos de interesse público. Ou seja, se ela (imprensa) tem um fim (o de informar), esse fim não pode ser atingido através de qualquer forma (de qualquer meio), com desrespeito a verdade ou aos direitos de alguém; é aquele velho ditado de que “os fins não justificam os meios”.

O que quero dizer é que a forma de informar deve ser efetivada por meio de uma investigação diligente, de forma responsável, em busca da verdade, sem ultrapassar as liberdades dos outros.

Momento da publicidade.

Pois bem, se a imprensa tem liberdade de informar; se o público tem interesse em tomar conhecimento de fatos importantes da sociedade, como são os casos relacionados com fatos criminosos; se, contrariamente, o inquérito deve ser sigiloso, pode-se questionar como compatibilizar esse conflito de interesses, que tem, de um lado, o interesse da sociedade de receber informação de alguns fatos e, do outro, o segredo que deve cercar o inquérito.

Para compatibilizar esse conflito de interesses, a lei determina que o momento para conhecer os detalhes de um caso ruidoso é no processo judicial, também em regra. Ou seja, a partir do momento em que o promotor oferece a denúncia e passa a existir um processo, todas as informações que foram coletadas pela autoridade policial, no inquérito, constarão nos autos processuais.

A partir de então, elas serão disponibilizadas ao público e qualquer cidadão pode se dirigir ao fórum e pedir para consultar o processo. Nesse momento, por exemplo, ele vai saber por que fulano é apontado como suposto autor, quanto foi que ele desviou de verba pública, quem ajudou ele nesse ilícito, etc.

Eu disse que o conhecimento da investigação se dará, em regra, no momento do processo, porque existem casos em que o juiz pode, fundamentadamente, isto é, com justificativa, determinar que o processo seja desenvolvido em segredo, para evitar constrangimentos e preservar a intimidade das pessoas envolvidas nela, como se dá quando ocorre um estupro, pois, além da lesão a liberdade sexual da vítima, ao se tornar notório aquele fato, se impõe uma vexação desnecessária a ela.

Casos conhecidos de abuso da imprensa.

Em março de 1994, estourou o famigerado “caso da escola base”. Estava eu na minha adolescência, mas me lembro como, durante semanas e mais semanas, esse caso esteve presente na televisão brasileira e nas revistas mais famosas.

O resumo desse caso é o seguinte: um casal de nipo-brasileiros era dono de uma escola, em São Paulo, e surgiu uma denúncia de que eles, juntamente com alguns funcionário, abusavam sexualmente das crianças. O delegado, sem fazer uma investigação mais acurada, deu publicidade ao caso. Ao final, ficou reconhecido que a denúncia não tinha fundamento e as pessoas investigadas foram consideradas inocentes.

Pode-se pensar que, felizmente, eles não foram condenados injustamente e que a justiça foi feita, uma vez que eles foram absolvidos, mas não é bem assim. Para provar a inocência deles, uma vez que tiveram que contratar advogados, eles dilapidaram quase todo o patrimônio; também perderam, logicamente, a fonte de renda e de subsistência deles, que era a própria escola (quem é que iria matricular ou manter matriculado um filho numa escola de pedófilos?). Ou seja, além da queda, o coice.

Mas, para o enredo ficar perfeito, como numa tragédia grega, isso não foi tudo: a dona da escola, depois de ter sido submetida a esse linchamento, em decorrência de tanto constrangimento, teve um acidente vascular cerebral (derrame) e ficou com seqüelas desse derrame, encima de uma cama, inutilizada e semiplégica.

Ou seja, a imprensa, numa atuação leviana, abusou e extrapolou o direito de informar, ao ter dado vazão a acusações inconsistentes e descabidas. Ocasionou, assim, danos irreversíveis, que não puderam ser apagados pela absolvição; nem uma eventual indenização recompensaria todo sofrimento e angústia dessas pessoas.

Para dar mais um exemplo, sendo que esse ocorreu com um garanhuense e se deu em 1989. Um importante político da nossa terra estava com tudo para ganhar as eleições; faltando poucos dias para a eleição, ele estava subindo nas pesquisas, enquanto o adversário dele vinha numa curva descendente e tudo indicava que, do jeito que ia, ele ia levar aquela eleição.

Eis que o adversário dele, num dos últimos programas eleitorais da televisão, exibiu uma ex-companheira (ou cônjuge, não me lembro ao certo) e, nessa exibição, ela o acusava de não ter reconhecido uma filha deles, de tê-la abandonado e, até, ter a incentivado a abortar. Resultado final: o adversário dele ganhou as eleições.

A imprensa, nesse caso, foi omissa e não investigou a acusação como deveria, porque, justamente, tinha interesse em beneficiar um dos candidatos, que foi o que acabou ganhando a eleição. Mais uma vez, ao agir levianamente, não cumprindo o papel que lhe incumbe de fornecer informação veraz, a imprensa abusou do direito de informar.

Ah, o nome desse político da nossa terra e do adversário dele? Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor de Melo! Sim, o nosso atual presidente.

Conclusão.

A meu sentir, a imprensa tem trabalhado de maneira equivocada no caso do goleiro Bruno, ao não respeitar a intimidade dele e ao julgar e condenar apressadamente (ou, ao menos, induzir o público a condená-lo antecipadamente).

Da mesma forma, a atuação da polícia mineira, na maneira de conduzir o inquérito, tem sido irresponsável, ao estar permitindo o conhecimento, por parte da imprensa, dos fatos apurados no inquérito, uma vez que tem propiciado o fornecimento de informações, antes do momento adequado, que é o processo.

Já terminando, a imprensa abusa do seu direito de informar livremente, quando publica rumores, por não ter investigado diligentemente os fatos, agindo de maneira irresponsável e leviana; a imprensa também abusa, quando publica fatos mentirosos que ela, de antemão, já sabia não serem verídicos e age assim, geralmente, quando pretende manipular a opinião publica, escondendo os interesses de poderosos.

Para mim, no entanto, o pior abuso do direito de informar se dá quando, com a finalidade de elevar o índice de audiência, ela dá uma atenção descabida aos fatos, sejam eles importantes ou insignificantes, a tripudiar da honra, da imagem e da dignidade alheia.

Jeová Barros de Almeida Júnior – Advogado, formado pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduação em Direito Empresarial, pela Fundação Getúlio Vargas e mestrando em Direito Penal Internacional pelo Instituto de Altos Estudos Universitários da Universidade de Granada, na Espanha.

Ps: quem quiser tomar conhecimento de outros famosos casos de abuso e irresponsabilidade da imprensa, juntamente com a má atuação de autoridades estatais, indico os dois links abaixo. Um informa acerca de um caso famoso que se deu em Ouro Preto, que ficou conhecido como o caso dos “Jovens ‘errepegistas’ de Ouro Preto”; o outro se deu, justamente, com o delegado que vem investigando o caso de Eliza Samúdio e o goleiro Bruno, Edson Moreira, o qual deu origem a um livro intitulado de “A justiça dos lobos”.

Seguem os links:


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sábado, 24 de julho de 2010

Tá no G1 - O site de notícias da globo.com

No segundo evento de campanha que participa ao lado da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a divulgação da pesquisa Vox Populi, que apontou a petista com 41% dos votos, oito pontos percentuais à frente do candidato do PSDB, José Serra, que teve 33%.

Lula disse que, diante do resultado do levantamento, o Nordeste estava “proibido” de pedir para dançar forró pé-de-serra. “Depois dessa pesquisa, o Nordeste está proibido de ouvir forró pé-de-serra. Tem que ouvir forró pé-de-Dilma”, discursou Lula, nesta sexta-feira (23), em Garanhuns.

O presidente disse que não vai infringir a legislação eleitoral ao participar de eventos públicos com Dilma e disse ter a consciência de ter feito uma boa escolha ao indicar a petista para sua sucessão. “Quando a gente vai escolher alguém para ser candidato a presidente, é uma responsabilidade muito grande.”

Sem citar o nome de José Serra, Dilma criticou em seu discurso a campanha do PSDB à Presidência. “Nós somos aqueles que fazem, não que prometem, porque eles são aqueles que quando puderam mais fizeram menos”, afirmou. A fala foi uma referência ao slogan adotado pelo PSDB para a campanha, “O Brasil pode mais”.

Dilma lembrou da campanha de 2002. “Nossos adversários sempre escolheram o medo. Em 2002, eles foram para a TV e disseram que se o Lula ganhasse seria o caos. Disseram ‘eu tenho medo do Brasil que Lula vai construir’. Pois o Brasil que o Lula construiu é esse. Transformou os brasileiros em pessoas que sabem que tem muito para fazer mas que têm esperanças no país.”

O governador do Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que concorre à reeleição, reuniu prefeitos e lideranças locais para receber Dilma e Lula. Ao discursar, Campos lembrou a trajetória de Lula e afirmou que o presidente “conduziu” o país ao futuro e fez com que o Nordeste pudesse “voltar a importar” os nordestinos.

“O Lula saiu daqui num pau de arara e volta tendo conduzido o Brasil para o futuro, tendo conduzido o Nordeste para voltar a importar os nordestinos”, afirmou Campos.

O poeta e romancista Ariano Suassuna foi o primeiro a subir ao palco montado no ginásio do colégio Monsenhor Ademar da Mota Valença, no centro de Garanhuns. Lula levantou a plateia ao ser anunciado na sequência, junto com Dilma.

Os participantes do evento, no entanto, submeteram Lula e a petista a uma saia justa quando vaiaram deliberadamente o prefeito de Garanhuns, Luiz Carlos de Oliveira, ao ser anunciado pelo cerimonial do evento. Lula reagiu com humor. “Deixem as vaias para aqueles que não vão votar nem na Dilma nem do Eduardo Campos.”

O presidente lembrou a brincadeira feita pelo prefeito, que disse que se Lula fosse técnico da seleção, o Brasil teria vencido o Mundial da África. “A partir do dia 1º de janeiro eu vou estar desempregado, então, se o Mano Menezes não for o técnico, você fale com o Ricardo Teixeira pra gente ganhar esse Mundial”, afirmou Lula.

Militantes do PSB e de partidos aliados comandaram o ato de apoio a campanha de Dilma. Um forte esquema de segurança foi armado em torno de Lula e da petista.

As tradicionais palavras de ordem como “Brasil, pra frente, Dilma presidente!” foram repetidos à exaustão pelos simpatizantes da candidatura petista.

Ao longo de todo o dia, os principais pontos turísticos de Garanhuns, como a Praça do Relógio e a Praça da Fonte luminosa, foram tomados por militantes com bandeiras e placas com fotos de Dilma, Lula e candidatos locais.

Caetés

Lula chegou a Garanhuns por volta de 16h30 e foi direto para sua cidade natal, Caetés. Ele entregou computadores a estudantes beneficiados pelo programa “Um computador por aluno” e discursou pouco mais de 20 minutos para quase 500 moradores da cidade.

Tanto Garanhuns quanto Caetés receberam cuidados de última hora para receber o presidente. Uma operação tapa-buraco da Polícia Rodoviária Federal chegou a congestionar o trânsito no percurso de 20 quilômetros entre as duas cidades.

Faixas com declarações a Lula foram espalhadas nos pontos onde a comitiva presidencial passou. Lula tirou fotografias com todos os estudantes que o cumprimentaram durante a cerimônia. Foi a última vez que Lula foi à terra natal como presidente, mas ele ainda deve voltar a Pernambuco para visitar as obras da Transnordestina, no final de agosto.

Ao conceder entrevista após o evento em Caetés, Lula defendeu abertamente candidatura de Dilma. No discurso oficial, ele falou que não poderia falar em candidatos, por impedimento da legislação eleitoral. Mas ao final do evento, longe do palanque, falou da campanha. Segundo ele, Dilma “está muito mais preparada, mais tranqüila”.


sexta-feira, 23 de julho de 2010

3 Pedidos à Fundarpe para os músicos de Garanhuns


Estamos chegando próximo ao encerramento do Festival de Inverno de Garanhuns, e fiquei sabendo que algumas anotações que tenho colocado aqui estão repercutindo por aí. rsrsrs.

A atual Fundarpe fez umas experiências ao longo dos últimos anos no FIG. Algumas deram certo, outras não, e voltou atrás. Muito bem! Foi o caso da noite do Forró, que ano passado não teve e este ano voltou a ter. Também o palco da Cultural Popular, que a Fundarpe tinha cortado do festival por dois anos, voltou a existir, na mesma forma! O SESC assumiu para não deixar o vazio cultural. Assim, esperamos que a Fundarpe reveja algumas decisões equivocadas deste ano, como deixar sem programação o primeiro final de semana do Pau-Pombo e da Cultura Popular. E ainda a sexta-feira à noite, com a cidade fervilhando de gente, praticamente não teve nada no Parque Euclides Dourado!

Espero também que a Fundarpe devolva o Teatro Infanto-Juvenil ao Centro Cultural. Como vamos formar plateia de teatro dentro de uma lona de circo? Não tem acústica, iluminação, silêncio, respeito ao ator,... Não é porque a plateia e os atores são mirins que o teatro vai ser encarado como brincadeira de criança. Vamos devolver o teatro ao teatro, e vamos deixar que as crianças descubram o teatro de verdade, formando plateias futuras.

Mas o título desse post se refere aos músicos, e três pedidos que faço. Por aqui, parece que temos mais repercussão, e mesmo sem ser representante de ninguém, sei que muitos amigos assinariam embaixo dessa simples constatação e pedidos lógicos:

1. O Festival de Inverno acontece em Garanhuns, então vamos dar visibilidade aos nossos músicos. Tirem-nos da primeira apresentação. Estamos abrindo as noites para praças vazias, câmeras desligadas e barraqueiros de braços cruzados. Coloquem-nos na segunda apresentação das quatro que acontecem. Geralmente a segunda é alguma banda de Recife, no mesmo patamar que as nossas, porque ficamos preteridos então? Estaremos bem colocados entrando às dez da noite. Vejam quantas noites poderíamos ter com nossos valores musicais depois das bandas da capital, que recebem o status de regional e ninguém conhece em canto nenhum, a não ser na própria capital, porque estão próximos dos meios de comunicação estadual, e nos arquivos dos muito projetos da própria fundarpe. Deixem-nos ser o segundo grupo a subir no palco. Alguém pode pedir isto por nós? Caso esse pedido seja singelo demais para partir deste blog?

2. Paguem-nos com recursos da Fundarpe. Não é justo que nossos músicos e bandas, tocando em casa em seu Grande Festival, recebam 1/5 dos cachés pagos pela Fundarpe, e ainda sem saber quando! Tem gente se apresentando pelo prazer e possibilidade de ser descoberto pela mídia e produtores, mas como? Se estes mesmos músicos apaixonados são os que estão cantando na abertura das noites diante das câmeras desligadas e camarotes vazios. Não dá o argumento que os artistas da casa devem ser pagos pela prefeitura, isto só acontece aqui? Em Caruaru e Arcoverde, festas da Fundarpe, quem banca so cachés? Mas tem outro pedido...

3. Carreguem nossos músicos para outros palcos do Festival Pernambuco Nação Cultural. Deixem-nos mostrar nossas músicas para Pernambuco. Estamos limitados pelas fronteiras do município. Nossos músicos tocando em Garanhuns tocam mais do mesmo. Já sabemos do que Paulinho Groove, Valvulados, Audejan e Instinct Noise são capazes, agora eles precisam conquistar outros públicos, em outros palcos, em outras cidades, fazer um roteiro...
Durante o Festival de Inverno recebemos músicos e grupos das mais variadas regiões do estado, mas não tiramos ninguém daqui pra canto nenhum. Se é projeto, falta incentivo e ensinar de verdadeprecisa-se ir direto ao artista, sem arrodeios. Claro que ele tem sua responsa, mas ele não é agente público pago pelo governo para fomentar a cultura. Geralmente só sabe fazer arte, e não aprendeu a fazer um projeto. Deve-se haver uma provocação ao artista, e não apenas Foruns Regionais com representantes, onde se mistura tudo num caldeirão inócuo, onde há resoluções por gente indicada por municípios sem o histórico cultural de Garanhuns e em alguns casos, indicada ao cargo sem a noção da responsabilidade.

Precisamos da Fundarpe em Garanhuns, mas um órgão ativo, que impacte nossa cena cultural.
Pergunto: Que outro município tem os tantos segmentos que vemos em Garanhuns? Artes Plásticas, Artesanato, música para todos os gostos, teatro, dança, fotografia, áudiovisual, etc, etc, etc.

Mas Garanhuns precisa reconquistar essa liderança.  No forum realizado no início do Festival de Inverno, dos 26 municípios convidados, somente Garanhuns não mandou representante oficial.
Os muitos, muitos artistas de nossa cidade precisam do apoio direto da Fundarpe. Estamos distantes geograficamente e substancialmente deste órgão que tem recursos para produção, tem a política pública de incentivo nas mãos e não temos vistos claramente um resultado direto na expansão cultural do nosso município. Quero ver Audejan se apresentar em Petrolina, Marcos Cabral em Gravatá, o Grupo Diocesano de Artes em Triunfo, Luciolly em Taquaritinga, Karla Rafaella em Pesqueira, Rogério e os Cabra em Caruaru, Reisado da Boa Vista em Arcoverde, etc, etc, etc.
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Bem, como eu disse lá no início, não sou representante de ninguém, mas achei que precisava dizer isso agora, antes do encerramento do Festival de Inverno em Garanhuns.
Só mais um alô... Fundarpe, nossa música negra em Garanhuns é o côco quilombola e nossa gente está tocando Maracatu. Sintoma de decisões equivocadas e generalizantes, falta de percepção regional. E mais, nosso côco é diferente do côco de Arcoverde.
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Sabem um bom remédio para resolver um bocado desses equívocos: Ouvir Garanhuns e as pessoas que de fato fazem o movimento cultural.
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