quinta-feira, 13 de agosto de 2015

10 ANOS SEM MIGUEL ARRAES: Estado conduz tombamento do acervo do ex-governador






Era dezembro de 2013, e o então governador Eduardo Campos, dava início ao processo de tombamento do acervo do também ex-governador Miguel Arraes, seu avô.

O objetivo histórico e cultural foi de legar à posteridade documentos que ajudam a entender um marco na história de Pernambuco, do Brasil e do Mundo.

O evento que oficializou o pedido de tombamento contou com a presença do governador Eduardo Campos e da viúva de Arraes, Magdalena Arraes, além de muitos outros familiares, autoridades e convidados.

A solenidade foi realizada no Instituto Miguel Arraes (IMA), no Poço da Panela, Zona Norte do Recife. O ato marcou o início das comemorações pelo centenário do nascimento de Arraes, que acontecerá em 2016.

ACERVO INCRÍVEL

O acervo é formado por mais de 270 mil itens, entre livros, documentos, correspondências, fotografias, filmes, DVDs, CDs e estudos sobre os mais variados assuntos, que registram a trajetória política de Miguel Arraes, sobretudo durante o regime da ditadura militar.

"Em vez de ficar como um patrimônio da família, esse acervo ficará à disposição dos estudantes, universitários, daqueles que querem estudar esse tempo. É também a oportunidade de poder abrir muita coisa que nem mesmo os mais próximos conheciam. Foram descobertas, por exemplo, cartas que Arraes fez para o Papa denunciando a violência dos militares, menções de reuniões e de conversas que ocorreram no exílio ajudando a resistência democrática aqui no Brasil", destacou Eduardo Campos, que numa trágica coincidência, viria a morrer meses depois, neste mesmo 13 de agosto, quando morreu Miguel Arraes.

Hoje, faz um ano da morte de Eduardo e dez da morte de Arraes.

O reconhecimento do Estado ao acervo de Miguel Arraes permite a proteção dos documentos, embora a manutenção e a propriedade permaneçam com a família do ex-governador. Técnicos da Fundarpe fazem o detalhamento desse acervo, que resultará em um laudo. Esse laudo é levado ao Conselho Estadual de Cultura, e, se aprovado, será encaminhado para o governador para fazer o decreto permanente de tombamento", detalhou.

"Um dia após o aniversário de Arraes, vivemos essa emoção. Ver esse lugar ser transformado não em museu, mas sim na memória de Magdalena e Miguel Arraes. Porque Arraes jamais será passado, mas já é memória", destacou Antônio Campos, presidente do IMA. "É uma atmosfera de todo um conjunto de um período de nossa vida que foi muito importante e que está guardado aqui nesta casa", ressaltou a viúva e presidente do conselho de administração do IMA, Magdalena Arraes, que, ao lado de Miguel Arraes, morou no local de 1982 a 2005, ano do falecimento do ex-governador.

Eduardo Campos comentou que o acervo de seu avô guardava a essência da luta política suprapartidária exercida por Arraes em todos os períodos da sua vida. "É muito importante para a vida brasileira de hoje que possamos compreender a dimensão de como já se fez política nesse País. Compreender a largueza que muitos tentaram dar à vida pública brasileira, colocando sempre o interesse do povo e do País acima dos interesses particulares. Com esses valores que Arraes nunca vacilou na hora de tomar uma decisão, seja ela pequena, média ou grande. E que isso sirva para estimular a juventude a vir para junto da política brasileira para ajudá-la a voltar a ter a dimensão que teve pela ação de quadros como Miguel Arraes de Alencar", cravou o governador.

CARTAS E OUTROS OBJETOS

 Entre as correspondências que fazem parte do acervo do ex-governador, estão cartas trocadas com líderes europeus e africanos e diversas personalidades brasileiras, tais como Alceu Amoroso de Lima, Betinho, Caetano Veloso, Carlos Marighela, Carlos Prestes, Dom Hélder Câmara, Fernando Gabeira, Carlos Drummond de Andrade, Francisco Julião, Gilberto Gil, Oscar Niemeyer, Paulo Freire, Yasser Arafat, Ulysses Guimarães, entre outros.

Dentre as peças do exílio, há cerca de 86 mil itens guardados durante anos em Paris e repatriados para o Brasil há 10 anos. Essa parte é inédita e contêm detalhes históricos de um período pouco documentado, incluindo pontos de vista dos perseguidos pelo Regime Militar.

Também fazem parte do acervo cerca de mil discos de vinil, 200 CDs e aproximadamente 5 mil horas de gravações em DVD e VHS. Além de obras de arte ofertadas por artistas e líderes ao ex-governador, assinadas por Cícero Dias, Abelardo Da Hora, Guita Charifker, José Cláudio, além do seu filho, Maurício Arraes.

O Instituto Miguel Arraes também guarda presentes recebidos por líderes mundiais, tais como Fidel Castro, Salvador Allende e Óscar Monteiro.


Reportagem atualizada em 13 de agosto de 2015, originalmente publicada em 16/12/13, trazida de volta como homenagem ao Velho e Saudoso Miguel Arraes

Garanhuns, Capoeiras e Brejão têm Missa em homenagem de Eduardo Campos



Era 13 de Agosto, como este, quando há um ano, Pernambuco, o Brasil e as famílias Campos e Arraes perdiam Eduardo.

Um político habilidoso e um gestor arrojado, que tirou Pernambuco do atraso, tornando-o um estado que desponta nas estatísticas de desenvolvimento em vários setores da administração pública. Avanços na educação com escolas técnicas, ensino integral e programas pioneiros como o Ganhe o Mundo, que está levando estudantes da rede pública para o exterior, onde estudam e se desenvolvem.

Avanços na saúde, com SAMU, UPAE´s, novos hospitais (primeiro na capital, depois avançando para o interior)...

Avanços no combate à criminalidade, na captação de grandes indústrias para impactar positivamente nossa economia, que mesmo diante da crise, continua crescendo mais que média nacional.

Mas... Diante da perda, mais que a morte do político, o estado sente a perda de um homem de família, que valorizou esposa e filhos. Homem que levou adiante os ideais do avô, Miguel, e foi o líder natural de uma família tradicional. 

Um líder que iria despontar para o país.

Eduardo era diferenciado. Ao mesmo tempo que impunha respeito para se fazer líder e ter pulso para aliar diversas correntes políticas e regionais, era também o carismático, simpático, que tratava as pessoas pelo nome e não se esquivava de abraços verdadeiros e sorrisos para todos, independente de classe social.

Eduardo tinha o dom da palavra e sentimento em sua oratória, com o microfone na mão, conquistava plateias, tinha intimidade com as câmeras de TV e falava direto às pessoas, sem intermeios nem arrodeios. Tal qual Lula, em seus melhores momentos, Eduardo também emocionava ao discursar.

Na administração pública, ficará marcado pela gestão de resultados, de metas e objetivos, de criar as estatísticas para conferir e cobrar avanços até nas áreas sociais. Um gestor moderno que aliou a nova demanda política nacional com o antigo e velho abraço, olho no olho e sinceridade no aperto de mão.

Garanhuns, Capoeiras e Brejão, além de outras cidades da região, estarão fazendo suas homenagens nesta quinta-feira triste para Pernambuco.

O convite que ilustra este post veio da Kitty Lopes e do Antônio Coelho Filho.



MISSAS EM HOMENAGEM A EDUARDO CAMPOS, Pela passagem do primeiro aniversário de seu falecimento

BREJÃO
Igreja da Paróquia da Santa Cruz - Às 17h

GARANHUNS
Seminário São José - Às 18h

CAPOEIRAS
Igreja Matriz de São José - Às 19h


GARANHUNS: Lar da Criança Santa Maria precisa de doações para crianças carentes



O Lar da Criança Santa Maria, localizado na Cohab I, em Garanhuns (Rua D, nº 80), que atende 45 bebês na instituição, de segunda a sexta, das 7h30 às 17h, está precisando da sua ajuda.

Dentre as necessidades, precisa com urgência de fraldas descartáveis (principalmente tamanho G).

O Lar, mesmo recebendo ajuda da prefeitura de Garanhuns, do Sesc, e do IPA, ainda precisa de ajuda, pois os bebês passam o dia todo no local, e usam muitas fraldas. Além disto, precisa-se de doações de leite e roupas, pois nem todas as mães têm condições. 

Maiores informações podem ser obtidas pelo telefone (87) 3761- 3538

As doações podem ser feitas no local, e a instituição também pode buscar a doação no endereço do doador.

Tadeu Alencar participa de homenagem a Eduardo Campos em Brasília e nesta sexta estará em Garanhuns

Especial, de Brasília-DF

O Deputado Federal Tadeu Alencar (PSB), que estará em Garanhuns nesta sexta-feira, participando da Semana do Advogado, organizada pela OAB local, está em Brasília, onde participou nesta quarta-feira da homenagem ao ex-governador Eduardo Campos.

“Esta homenagem é um momento de celebração e de saudade. Mas também evidencia o enorme vácuo político que o Brasil vive hoje, com a falta de um timoneiro, da bússola de um líder. Neste momento em que navegamos na névoa, Eduardo Campos poderia oferecer sua energia e sua compreensão das dificuldades do País para conduzi-lo e soerguê-lo”. Foi dessa forma que Tadeu Alencar saudou, da tribuna da Câmara dos Deputados, a memória de Eduardo Campos, homenageado em uma concorridíssima sessão solene que lotou o plenário.

Familiares, amigos, parlamentares de diversos partidos, lideranças políticas, artistas, músicos e admiradores estiveram presentes, contando histórias, cantando as músicas preferidas de Eduardo Campos e sucedendo-se na tribuna em discursos em memória do líder socialista, sempre lembrado como político habilidoso e gestor eficiente. “Eduardo era um homem preocupado com as causas sociais e com as conquistas da democracia. E tinha a clareza que era o momento de dar um passo adiante, de agregar a isso uma gestão eficiente. Por isso, com coragem, candidatou-se à Presidência da República”, ressaltou Tadeu Alencar.

O autor do requerimento para realização da sessão solene, deputado Luiz Lauro Filho (PSB-SP), saudou a ex-primeira-dama Renata Campos, esposa de Eduardo, seus cinco filhos e a mãe do ex-governador, ministra Ana Arraes, lembrando que ali estava sendo celebrada a vida e a obra do socialista, que deixou um importante legado para o País. “Eu quero agradecer a Eduardo Campos, que continua vivo em nossos corações e nos deixou essa frase que ecoa pelo País: não vamos desistir do Brasil”, disse. Também saudaram o ex-governador o líder do PSB na Câmara, deputado Fernando Filho, o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, o presidente da Fundação João Mangabeira, Renato Casagrande, e vários outros integrantes da bancada federal.

João Campos, filho de Eduardo, representou a família ao falar da Tribuna e relembrou a trajetória política do seu pai, que foi deputado federal por três mandatos, ministro da Ciência e Tecnologia e governador de Pernambuco por duas vezes consecutivas. Ao acompanhar os questionamentos sobre o que faria Eduardo diante do contexto em que vivemos hoje, João afirmou que “ele certamente lhes diria que não deixassem de acreditar na força do povo, na capacidade que tem de superar desafios, que não abandonassem a esperança, que não permitissem que o desânimo vencesse a crença no futuro”.

Durante a cerimônia, foi lançada pela Fundação a linha do tempo da vida de Eduardo Campos, que pode ser vista pelo site http://www.vivaeduardocampos.com.br, além de uma coleção de livros com a coletânea dos discursos de Eduardo enquanto governador de Pernambuco, organizados pelo jornalista Evaldo Costa. A homenagem foi encerrada ao som da música “Madeira que cupim não rói”, que embalava as campanhas do socialista em Pernambuco.

Fotos: Chico Ferreira e Sérgio Francês

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