terça-feira, 11 de junho de 2019

Bancários podem parar na Greve Geral do dia 14


Nesta terça-feira (11), os bancários de Pernambuco irão decidir sobre a adesão da categoria à Greve Geral do dia 14 de junho, em Assembleia Geral Extraordinária, que realiza-se na sede do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, às 18h.

Convocada pela Central Única dos Trabalhadores e demais centrais sindicais do País, a Greve Geral é mais uma iniciativa para barrar a reforma da Previdência (PEC 006/2019). A mobilização nacional irá alertar deputados e senadores sobre a discordância da classe trabalhadora diante do desmonte da Seguridade Social e de medidas do governo, como o corte da verba para a Educação pública.

O Sindicato participou dos atos que precederam a Greve Geral, nos dias 15 e 30 de maio, em defesa dos direitos da categoria bancária, da educação pública, da aposentadoria e por mais empregos. A orientação da diretoria é pela aprovação da adesão à Greve Geral no dia 14 de junho.

Contra Proposta de Emenda Constitucional de Jair Bolsonaro (PSL) e do ministro da Economia, Paulo Guedes, apresentada à Câmara dos Deputados, a expectativa dos movimentos sindicais, sociais e estudantil é de que a Greve Geral convocada para o dia 14 de junho supere a ocorrida em abril de 2017, contra reforma da Previdência do então governo de Michel Temer (MDB). Na ocasião, a greve contou com a participação de mais de 40 milhões de pessoas.

SAÚDE E EDUCAÇÃO / Gestores e estudantes debatem campo de prática do curso medicina da UPE Garanhuns no Hospital Dom Moura



A gestora da V Gerência Regional de Saúde, Catarina Tenório, que responde pelo Hospital Regional Dom Moura, de forma interina, recebeu na última sexta-feira (07) representantes da comunidade acadêmica da UPE Garanhuns para debater alternativas que atendam as necessidades dos estudantes do curso de medicina no município. 

Da parte acadêmica, participaram do encontro com Catarina Tenório, o reitor da UPE, profº Pedro Falcão, a diretora do Multicampi Garanhuns, profª Rosângela Falcão, a coordenadora do curso de medicina, profª Sinara, representantes dos alunos, que apresentaram uma pauta aos gestores.

O deputado estadual Sivaldo Albino também participou do encontro, e registrou a importância de reunir os gestores. "Na semana passada ouvimos estes estudantes, e buscamos de forma rápida e prática dar respostas. Foi isso que fizemos hoje aqui. Vamos intensificar junto ao estado nossos pedidos para atender estas demandas da UPE e do Hospital Regional".

Catarina Tenório também avaliou a reunião: "O HRDM é o principal campo de prática para o curso, com preceptoria e estágio. Quando temos todos os envolvidos na mesma mesa, podemos pactuar e definir ações. O resultado foi bastante positivo e acredito que atendeu à expectativa, principalmente dos estudantes". _ Finaliza a gestora.

Centenário de Jackson do Pandeiro será homenageado no 29º Festival de Inverno de Garanhuns



Respeitando a tradição de sempre celebrar figuras expressivas da arte e cultura brasileiras, o 29º Festival de Inverno de Garanhuns anuncia o homenageado de sua edição 2019: o paraibano Jackson do Pandeiro que, nascido em 31 de agosto de 1919, tem seu centenário festejado este ano, em todo país. Honrar a memória e a arte de Jackson é reconhecer sua definitiva influência para a identidade de uma genuína música que nasce nas batidas do cancioneiro nordestino, mas com tal capilaridade que vai chegar em modos de cantar e tocar de artistas de seguidas gerações, movimentos musicais e territórios. A alcunha de Rei do Ritmo não foi uma mera estratégia mercadológica: o suingue, as batidas e as divisões vocais de Jackson foram tão decisivas quanto as impressas por outros grandes do ritmo, como Simonal, Toni Tornado ou Jorge Ben.

O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundarpe confirma que um grande concerto está sendo montado para ser apresentado ao público do 29º FIG, que este ano acontece de 18 a 27 de julho, em cerca de vinte polos, distribuídos pelo município de Garanhuns.

“Jackson foi um gênio da nossa música e a escola de ritmos que criou influenciou e continua a influenciar gerações de artistas. As divisões rítmicas que criou com a voz, somado às batidas do seu pandeiro, ao mesmo tempo a uma poética diversificada, lhe conferem uma sofisticação e um lugar de destaque no hall dos maiores nomes da MPB. É uma honra realizar o FIG 2019 tendo Jackson como homenageado, no ano do seu centenário”, destaca o secretário de Cultura de Pernambuco Gilberto Freyre Neto.

O presidente da Fundarpe Marcelo Canuto destaca que a maestria de Jackson do Pandeiro na música brasileira alcançou artistas das mais variadas vertentes e não apenas os da chamada "música nordestina". "De Luiz Gonzaga, a Alceu Valença, Elba e Geraldo Azevedo, passando por Gil, Lenine, pernambucanos como Silvério Pessoa e diversos forrozeiros nossos. Artistas do samba e até do rock brasileiros têm em Jackson uma inflluência, um formador. O que estamos fazendo, trazendo essa homenagem pro FIG, é também um movimento de reativar a memória e a obra deste artista ímpar da nossa música, sobretudo para o público mais jovem. Jackson do Pandeiro vai dar a tônica do FIG 2019", diz Marcelo Canuto.

Marcelo Canuto fez o comunicado oficial à família de Jackson, através de seu sobrinho, José Gomes, percussionista que também toca pandeiro, numa influência incontestável da obra do tio em sua vida. O único da família, aliás que deu seguimento ao lado artístico da família."Meu contato vem de berço, nasci no berço do forró, no berço do ritmo, e Jackson é uma grande influência nacional, é imenso para vários segmentos de artistas, até gente do rock, do samba, do pagode vem me dizer o quanto o admiram", relata o sobrinho de Jackson. 

HISTÓRIA - Além do centenário, Pernambuco tem outro motivo bem especial para render homenagem a Jackson. Foi aqui no estado que o artista consagrou seu nome e estourou para todo país. Nascido José Gomes Filho, apesar da infância dura, brincava de ser artista desde pequeno. Criou um personagem de filme de faroeste, o bandido Jack Perry. Depois que o pai, o oleiro José Gomes faleceu, ele mudou-se com a mãe, a artista popular, cantadora de cocos Flora Mourão, para Campina Grande. Em Alagoa Grande, onde nasceu, já acompanhava Dona Flora em suas apresentações, tocando zabumba. Mas foi em Campina que começou a tocar pandeiro e o nome do Jack, seu personagem de infância, serviu bem para codinome artístico: virou Jack do Pandeiro.

Cinema e música eram o que dava alegria a Jackson. A feira da cidade era o endereço para se encontrar com os emboladores de coco e repentistas. Aos 17 anos, a arte falou mais alto e Jack finalmente foi tocar como percussionista do conjunto musical do Clube Ipiranga, em Campina Grande. Começou a fazer sucesso na cidade quando, já se assumindo como um artista solo, Jack do Pandeiro, começa a fazer dupla com José Lacerda, irmão mais velho de Genival Lacerda.

Antes de vir morar no Recife, passou um tempo em João Pessoa, onde tocou em cabarés e depois foi contratado pela Rádio Tabajara, atuando com o nome artístico de Zé Jack. A fama só crescia e, quando chegou ao Recife, em 1948, foi para trabalhar na Rádio Jornal do Commercio. Jack foi convencido finalmente a mudar o nome para Jackson do Pandeiro, que lhe conferia uma maior força sonora.

Foi em Pernambuco, em 1953, que Jackson, formando dupla com o já famoso Rosil Cavalcanti, gravou seu primeiro disco. O compacto 78 rpm, lançado pelo selo Copacabana, continha as músicas que lançariam seu nome para todo país: Sebastiana, de autoria de Rosil; e Forró em Limoeiro, de Edgar Ferreira. Foram muitos os feitos, os marcos, os discos, os sucessos. O que Jackson criou foi tão único e grandioso que permanece vivo, pulsante, irresistível. Salve Jackson do Pandeiro!

segunda-feira, 10 de junho de 2019

NOTA DO PSB NACIONAL SOBRE AS REVELAÇÕES CONTRA MORO E DALLAGNOL

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A PROPÓSITO DAS REVELAÇÕES DO INTERCEPT BRASIL
Sobre as informações que vieram a público, relacionadas a mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil, cabe considerar que o comportamento do então juiz Sergio Moro e do procurador do Ministério Público Federal, Deltan Dallagnol, compromete a lisura do processo e o princípio constitucional do devido processo legal.
Ao se imiscuir nas prerrogativas exclusivas do Ministério Público, o juiz perde a imparcialidade. Sem entrar no mérito do julgamento, é essencial considerar que no regime democrático a forma processual é tão importante quanto o conteúdo das decisões -- visto serem ambas imprescindíveis à garantia dos direitos constitucionais de todo cidadão.
As falhas que vieram a público, portanto, são além de ilegais, imperdoáveis e precisam ser apuradas com o devido rigor.

Carlos Siqueira
Presidente nacional do PSB

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