terça-feira, 5 de julho de 2016

Vida e Obra de Gonzaga de Garanhuns serão contadas em documentário curta-metragem

Coletivo Tear tem se destacado na produção cultural em diversos segmentos no interior de Pernambuco



Os produtores culturais: Stephany Metódio, Alexandre Revoredo, Efraim Rocha, Renan Araújo, Andrezza Tavares, Fernanda Limão, Léo Silva e Katarina Barbosa, que compõem o grupo de artes integradas “Coletivo Tear”, conseguiram mais uma aprovação no edital do Funcultura, promovido pelo governo do estado. 

O projeto agora será a realização e produção de um curta-metragem documental sobre Seu Gonzaga de Garanhuns, figura ativa e importante no cenário cultural da cidade, sendo considerado arte viva do Reisado, além de cordelista com centenas de obras!

O edital contou com 431 inscritos dos quais 101 foram aprovados. O Coletivo Tear vem desde 2010 promovendo, fomentando e fortalecendo a cadeia produtiva cultural da cidade. 

Segue o texto postado na página do Coletivo acerca da aprovação: 


É com imensa felicidade que recebemos a notícia da aprovação de mais um projeto. O governo de Pernambuco por meio da Secretaria de Cultura do Estado e da Fundarpe, anunciou hoje os projetos aprovados no Edital de Audiovisual do Funcultura, e nós do Coletivo Tear estamos nessa lista. 

O projeto, que foi contemplado na categoria "Revelando os Pernambucos", é de um curta-metragem/documental sobre Seu Gonzaga de Garanhuns, cordelista e mestre de reisado, e que será produzido pelo Coletivo Tear. 

Essa aprovação viabilizará um registro sobre a história de Seu Gonzaga, suas produções e sua luta, além de ser um importante registro para a memória histórica e artística da cidade de Garanhuns. 

Dessa forma, o Coletivo Tear cumpre a missão de movimentar a cadeia produtiva da linguagem do audiovisual na região, fomentar e divulgar a produção artística da região, além de salvaguardar parte do movimento da cultura popular de Garanhuns. 

Em 2017 o documentário será exibido em diversos espaços na cidade. Fiquem ligados nas ações do Coletivo Tear! 

Salve a arte e a cultura!”

Em Calçado, candidaturas estão definidas


Às vésperas das convenções partidárias, onde serão apresentados os candidatos a prefeito, vice -prefeito e chapas de vereadores, em Calçado as coisas estão praticamente definidas. Após novos acordos, Expedito Orlando, que representa a oposição na terra da lavoura, fechou parceria com João do Posto, para ser seu vice. Assim, o engenheiro Luiz Caetano Junior não estará na chapa ao executivo, mas continua apoiando os candidatos da oposição no município. Era tido como candidato a vice compondo a chapa da oposição.

Há rumores que João do Posto poderia sair também candidato, o que iria dificultar a eleição, com a oposição dividida, assim, foi melhor unificar. Os simpatizantes de Júnior, lógico, não gostaram de ver o jovem excluído do processo.

Expedito e João têm a dura missão de vencer o comerciante Nogueira, que tem o vereador e comerciante Kal, como seu vice, apoiados pelo prefeito Zé Elias, que tem mais de 80% de aprovação a sua gestão. É contando na força do prefeito que a situação acredita na vitória no pleito de outubro, para dar continuidade, com Nogueira, à administração municipal.

Comissão da Hecatombe e Instituto Histórico promovem Exposição da Eleição de 1916 em Garanhuns

Disputa entre Rocha Carvalho e Júlio Brasileiro entrou para a história. SAIBA MAIS!



Por José Cláudio Gonçalves de Lima

No próximo dia 10 de julho estará completando um século de uma das mais acirradas e disputadas eleições do município de Garanhuns. 

A Comissão do Memorial da Hecatombe e o Instituto Histórico e Geográfico de Garanhuns, para relembrar esse momento histórico que antecedeu a Hecatombe de Garanhuns, estão promovendo a exposição da eleição de 1916, que trará ao público registros iconográficos, lista de eleitores e uma urna do início do século XX. A exposição já está aberta ao público e poderá ser visitada nos horários das 8:00 ás 12:00 horas e das 14:00 ás 17: 00 horas. 

Instituto Histórico de Garanhuns
A DISPUTA ELEITORAL EM GARANHUNS EM 1916. 

A eleição para a sucessão do governo municipal de Garanhuns aconteceria em 10 de julho de 1916. A disputada eleitoral seria marcada por duas cisões no situacionismo, na esfera estadual o Governador Manoel Antônio Pereira Borba havia rompido com o general Dantas Barreto, enquanto em Garanhuns o prefeito Francisco Vieira dos Santos, eleito em 1913 com o apoio do tenente-coronel Júlio Brasileiro havia se afastado da ala Julista passando a fazer oposição ao mandatário político. Diante desse rompimento político estadual e municipal, Manoel Jardim, Francisco Veloso, Sátiro Ivo, Argemiro e Júlio Miranda, grupo Jardinista e que estavam afastados da política decidem apoiar na disputa local para prefeito o Dr. José da Rocha Carvalho e Subprefeito Dr. Antônio Borba Junior. O tenente-coronel Júlio Brasileiro, então deputado estadual, temendo uma derrota, resolve lançar a sua candidatura a Prefeito, tendo como companheiro de chapa e candidato a Subprefeito o capitão Thomaz da Silva Maia. 

Durante a campanha, o capitão Francisco Sales Vila Nova, oposicionista, denunciava através de notas pagas nos jornais da Capital os excessos de violências cometidas por parentes e correligionários de Júlio Brasileiro, revelando que cruzes negras estavam sendo colocadas nas casa dos adversários políticos e que uma lista negra estava sendo preparada com os nomes dos oposicionistas para que logo após a vitória de Júlio Brasileiro todos fossem surrados a cipó-de-boi numa sessão de três carrascos para cada um. 

A campanha eleitoral transcorreu nesse clima de insegurança e algumas casas dos adversários políticos de Júlio Brasileiro foram emporcalhadas com fezes humanas, entre elas a do major Sátiro Ivo. 

Realizada a eleição em 10 de julho, os resultados das urnas foram esmagadoras, o tenente-coronel Júlio Brasileiro obteve 1.114 votos, enquanto o seu adversário Dr. Rocha Carvalho 428 votos. A vitória da ala dominante foi acintosa e extensivamente comemorada por parentes, amigos e correligionários, contudo, a eleição foi anulada, pois de acordo com a lei eleitoral o tenente-coronel Júlio Brasileiro era inelegível, pois seu mandato de deputado só terminaria em novembro daquele ano, o que lhe impediria de concorrer ao cargo de Prefeito, também as denúncias de títulos eleitorais duplicados contribuíram para a anulação do pleito. Mediante os protestos da oposição, o Governador Manoel Borba acabou encontrando um estratagema político para tentar agradar os antagônicos, marcar uma nova eleição para 07 de janeiro de 1917 e transparecer aos opositores uma posição de imparcialidade no processo. Doutor Rocha Carvalho diante da resolução governamental decidi retirar a sua candidatura da disputada. 

No domingo, 07 de janeiro de 1917, realizasse a nova eleição, havendo manifestações nas seções eleitorais, lideradas pelo capitão Sales Vila Nova, que dias antes havia sido ameaçado em plena feira pelo tenente-coronel Júlio brasileiro de surrá-lo se Sales continuasse a publicar notas sobre ele nos jornais. 

Apesar dos contratempos a eleição transcorreu normalmente, e o resultado oficial seria divulgado um mês depois, 07 de fevereiro de 1917. Sete dias depois o tenente-coronel Júlio brasileiro seria assassinado no Café Chile em Recife e no dia seguinte aconteceria a Hecatombe de Garanhuns. 

Texto: 
Professor José Cláudio Gonçalves  
Representante do IHGG na Comissão do Memorial da Hecatombe.

Juiz reúne imprensa para tratar das eleições em Garanhuns



O juiz da 1ª Vara Cível de Garanhuns, Dr. Enéas Oliveira da Rocha, reuniu a imprensa nesta terça-feira (05) em Garanhuns, para tratar das eleições 2016, quando a população escolherá prefeito e vereadores nos municípios brasileiros. Dr. Enéas, que responderá pela 92ª zona eleitoral, que compreende parte de Garanhuns, e os municípios de Brejão e Terezinha, estava acompanhado do Promotor de Justiça, Dr. Stanley Araújo, e dissertou sobre situações que estão proibidas no âmbito da propaganda eleitoral, principalmente a extemporânea, alertando para os cuidados necessários para evitar o conflito com a lei eleitoral, mas se mostrou compreensivo para situações que fujam do controle dos meios de comunicação.

Participaram representantes da imprensa, com rádios, jornais, e blogs. Ao final, ficou decidido que a legislação eleitoral em vigor, referente aos meios de comunicação, seria enviada aos profissionais presentes.

Dr. Enéas tem realizado encontros com setores envolvidos nas eleições 2016, e se colocou à disposição para dirimir eventuais dúvidas, inclusive realizando novos encontros com a imprensa.

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