quinta-feira, 20 de junho de 2013

Garanhuense que iniciou depredação da Prefeitura de São Paulo está arrependido

Manifestante é procurado pela polícia de SP. Foto: Michel Filho

SÃO PAULO - A polícia deteve nesta quinta-feira Pierre Ramon Alves de Oliveira, estudante de Arquitetura que protagonizou as cenas iniciais de depredação em frente à prefeitura de São Paulo, na noite de terça-feira. Ao saber que estava sendo procurado, Ramon se entregou e foi levado para o Departamento de Investigação sobre o Crime Organizado (Deic), onde chorou durante o depoimento, enquanto contava como foi avisado de que a polícia estava no seu encalço desde a madrugada.

A polícia pediu a prisão preventiva do rapaz, mas a Justiça negou. Ao sair da delegacia, após nove horas detido, Ramon admitiu que cometeu um erro e afirmou que está disposto a arcar com as consequências de seus atos:

— Queria pedir desculpa aos integrantes do Movimento Passe Livre. Eu sei que estava errado. Quero dizer que vou arcar com os prejuízos que causei, eu vou pagar. Cada centavo. Vou trabalhar para isso. Vim de aqui de cara limpa. Confessei, não me mascarei. E peço que quem nunca errou na vida que atire a primeira pedra. Eu queria pedir a todas as pessoas que cometeram atos de vandalismo que se apresentem. Quero deixar claro também que não coloquei fogo no carro da Record - disse ele.

Ramon foi o alvo dos flashes, na quarta-feira, enquanto desafiava policiais e dava pontapés numa das portas de vidro da prefeitura, que acabou quebrada.

À procura do jovem, os policiais receberam uma denúncia anônima sobre sua identidade. Foram, então, à casa onde ele mora com a família. Ao lado dos policiais, a mãe de Ramon avisou o filho, que estava a caminho do trabalho, junto com o pai, numa pequena empresa de transporte. O estudante parou num posto de gasolina e ligou para a polícia, que chegou minutos depois.

Segundo o chefe da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio, Antônio de Olim, o rapaz será indiciado por dano ao patrimônio, lesão corporal e formação de quadrilha.

— Ele é arrogante. Chegou à manifestação todo fortinho, lutador de jiu-jítsu, achou que era o dia dele e saiu quebrando tudo — disse Olim.

Nascido em Garanhuns (PE), cidade do ex-presidente Lula, e morador da Penha, bairro de classe média da capital, o rapaz de 20 anos teria ficado nervoso quando, segundo seu advogado, foi atingido por spray de pimenta.

— Ele tomou spray de pimenta na cara e ficou revoltado. E ele ficou ainda mais nervoso quando percebeu que estava na luta sozinho, isolado na frente de todo o mundo. Ele chorou e se arrependeu — disse o advogado Gerson Dellani.

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